

Exija respeito e dignidade para as mulheres nas instituições


Exija respeito e dignidade para as mulheres nas instituições
O problema
Economistas, professores, estudantes, pesquisadores, profissionais de áreas afins, entidades representativas e cidadãos comprometidos com os valores democráticos são convidados a aderir a um manifesto público de repúdio às ofensas de caráter misógino dirigidas à presidenta do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Tania Cristina Teixeira, e à coordenadora de comunicação da autarquia, Renata Reis, durante uma atividade institucional realizada em ambiente virtual.
Leia abaixo o manifesto abaixo e assine!
MANIFESTO EM DEFESA DO RESPEITO, DA DIGNIDADE DAS MULHERES E DA CONVIVÊNCIA DEMOCRÁTICA NOS ESPAÇOS INSTITUCIONAIS
Nós, economistas, professores, estudantes, pesquisadores, profissionais de áreas afins, entidades representativas e cidadãos comprometidos com os valores democráticos, manifestamos nosso repúdio às ofensas de caráter misógino dirigidas à presidenta do Conselho Federal de Economia, Tania Cristina Teixeira, e à coordenadora de comunicação do Cofecon, Renata Reis, durante atividade institucional do Sistema Cofecon/Corecons realizada em ambiente virtual.
O ocorrido nos convoca a refletir sobre um problema que, longe de ser um caso isolado, atravessa a sociedade contemporânea: a persistência da violência simbólica, do assédio e das tentativas de intimidação dirigidas às mulheres que ocupam espaços de liderança, representação e tomada de decisão.
Uma democracia não se sustenta apenas por meio eleições periódicas ou pela existência de instituições. Ela se sustenta pelo respeito mútuo, pela convivência entre diferentes, pela liberdade de expressão, pela participação cidadã e pela garantia de que todas as pessoas possam exercer plenamente suas funções e ocupar espaços de liderança e representação sem sofrer ataques pessoais, discriminação, intimidação ou violência.
A presença crescente das mulheres nos espaços acadêmicos, profissionais, científicos, políticos e institucionais representa uma das mais importantes conquistas sociais das últimas décadas. Essa participação amplia perspectivas, enriquece o debate público, fortalece a produção de conhecimento e contribui para decisões mais representativas e socialmente responsáveis. No entanto, ainda hoje, muitas mulheres enfrentam barreiras para exercer suas atividades em condições de igualdade. Quando uma mulher é atacada por sua condição de gênero, o que está em jogo não é apenas a sua dignidade individual, mas o direito coletivo de participação plena e igualitária na vida pública.
No âmbito da profissão de economista, essa discussão assume especial relevância. A Economia é uma ciência dedicada à compreensão dos problemas que afetam a vida das pessoas e à construção de alternativas para o desenvolvimento econômico e social. Não há desenvolvimento verdadeiro onde há discriminação.
Ao longo dos últimos anos, o Sistema Cofecon/Corecons tem desenvolvido iniciativas voltadas à ampliação da participação feminina na profissão e ao fortalecimento da diversidade. Esses avanços não podem ser tratados como concessões. Representam conquistas coletivas construídas por gerações de mulheres que enfrentaram obstáculos e preconceitos para afirmar sua presença nos espaços de formação, pesquisa, gestão e liderança.
Nenhuma divergência de ideias, posição política, visão econômica ou opinião institucional pode justificar ofensas de natureza sexista ou qualquer forma de discriminação. Defendemos que os ambientes acadêmicos, profissionais e institucionais sejam espaços de diálogo qualificado e debate respeitoso, com construção coletiva do conhecimento. O contraditório é parte essencial da democracia; a violência, não.
Reafirmamos nossa solidariedade a todas as mulheres que diariamente enfrentam situações semelhantes em universidades, empresas, órgãos públicos, movimentos sociais e demais espaços da vida pública. Conclamamos economistas, estudantes, professores, pesquisadores, profissionais de áreas afins, entidades representativas e cidadãos comprometidos com esses valores a se unirem a esta manifestação em defesa do respeito, da participação feminina, da convivência democrática e da rejeição a toda forma de misoginia, discriminação e violência.
Assinam este manifesto:
Tania Cristina Teixeira – Presidenta do Cofecon
João Manoel Barbosa – Vice-Presidente do Cofecon
Associação Keynesiana Brasileira (AKB)
André Nassif – Economista e professor
Paulo Gala – Economista e professor
Juliane Furno – Economista e professora
Rubens Sawaya – Economista e professor
Ladislau Dowbor – Economista e professor
Joana Mostafa – Economista e pesquisadora
Ilva Ruas – Economista e professor
Rosa Maria Marques – Economista e professora
Aristides Monteiro Neto – Economista e pesquisador
Carmem Feijo – Economista e professora
Kellen Carvalho de Sousa Brito – Economista e professora
Marilane Teixeira – Economista e professora
Camila Ugino – Economista e professora
Stefan Wilson D’Amato – Economista e professor
Teresinha de Jesus Ferreira da Silva – Coordenadora da Comissão Mulher Economista do Cofecon
Janaina da Silva Alves – docente de Economia (UFRN) e representante da Comissão mulher economista – Corecon – RN
Juliana Duffles Donato Moreira – Fiocruz e Corecon – RJ
Isabel de Cássia Santos Ribeiro – Coordenadora da Comissão da Mulher e Diversidade – Corecon – BA
Fabíola Andréa Leite de Paula – Vice-Coordenadora da Comissão da Mulher Economista e Diversidade do Cofecon
Elis Licks – Conselheira federal
Josélia Souza De Brito – Conselheira federal
Maria do Socorro Lima – Conselheira federal
Ana Cláudia Arruda – Conselheira federal
Antonio Corrêa de Lacerda – Conselheiro federal
Claudemir Galvani – Conselheiro federal
Odilon Guedes Pinto Junior – Conselheiro federal
Wellington Leonardo da Silva – Conselheiro federal
Gustavo Souto de Noronha – Conselheiro federal
Maria Cristina de Araújo – Conselheira do Corecon-DF
Beatriz Barros – Economista, conselheira do Corecon-MG
Denise Amaral – Economista, conselheira do Corecon-AM/RR
Michele Lins Aracaty e Silva – Economista, conselheira do Corecon-AM/RR
Mônica Silva
Dorgilan Rodrigues Cruz – Vice-Presidente do Corecon-PI
Carolina Rocha Batista – Presidenta do Corecon-MG
Francisco Horácio Pereira de Oliveira – Vice-Presidente do Corecon-MG
Keynis de Souto – Presidente do Corecon-PE
Edval Landulfo – Presidente do Corecon-BA

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O problema
Economistas, professores, estudantes, pesquisadores, profissionais de áreas afins, entidades representativas e cidadãos comprometidos com os valores democráticos são convidados a aderir a um manifesto público de repúdio às ofensas de caráter misógino dirigidas à presidenta do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Tania Cristina Teixeira, e à coordenadora de comunicação da autarquia, Renata Reis, durante uma atividade institucional realizada em ambiente virtual.
Leia abaixo o manifesto abaixo e assine!
MANIFESTO EM DEFESA DO RESPEITO, DA DIGNIDADE DAS MULHERES E DA CONVIVÊNCIA DEMOCRÁTICA NOS ESPAÇOS INSTITUCIONAIS
Nós, economistas, professores, estudantes, pesquisadores, profissionais de áreas afins, entidades representativas e cidadãos comprometidos com os valores democráticos, manifestamos nosso repúdio às ofensas de caráter misógino dirigidas à presidenta do Conselho Federal de Economia, Tania Cristina Teixeira, e à coordenadora de comunicação do Cofecon, Renata Reis, durante atividade institucional do Sistema Cofecon/Corecons realizada em ambiente virtual.
O ocorrido nos convoca a refletir sobre um problema que, longe de ser um caso isolado, atravessa a sociedade contemporânea: a persistência da violência simbólica, do assédio e das tentativas de intimidação dirigidas às mulheres que ocupam espaços de liderança, representação e tomada de decisão.
Uma democracia não se sustenta apenas por meio eleições periódicas ou pela existência de instituições. Ela se sustenta pelo respeito mútuo, pela convivência entre diferentes, pela liberdade de expressão, pela participação cidadã e pela garantia de que todas as pessoas possam exercer plenamente suas funções e ocupar espaços de liderança e representação sem sofrer ataques pessoais, discriminação, intimidação ou violência.
A presença crescente das mulheres nos espaços acadêmicos, profissionais, científicos, políticos e institucionais representa uma das mais importantes conquistas sociais das últimas décadas. Essa participação amplia perspectivas, enriquece o debate público, fortalece a produção de conhecimento e contribui para decisões mais representativas e socialmente responsáveis. No entanto, ainda hoje, muitas mulheres enfrentam barreiras para exercer suas atividades em condições de igualdade. Quando uma mulher é atacada por sua condição de gênero, o que está em jogo não é apenas a sua dignidade individual, mas o direito coletivo de participação plena e igualitária na vida pública.
No âmbito da profissão de economista, essa discussão assume especial relevância. A Economia é uma ciência dedicada à compreensão dos problemas que afetam a vida das pessoas e à construção de alternativas para o desenvolvimento econômico e social. Não há desenvolvimento verdadeiro onde há discriminação.
Ao longo dos últimos anos, o Sistema Cofecon/Corecons tem desenvolvido iniciativas voltadas à ampliação da participação feminina na profissão e ao fortalecimento da diversidade. Esses avanços não podem ser tratados como concessões. Representam conquistas coletivas construídas por gerações de mulheres que enfrentaram obstáculos e preconceitos para afirmar sua presença nos espaços de formação, pesquisa, gestão e liderança.
Nenhuma divergência de ideias, posição política, visão econômica ou opinião institucional pode justificar ofensas de natureza sexista ou qualquer forma de discriminação. Defendemos que os ambientes acadêmicos, profissionais e institucionais sejam espaços de diálogo qualificado e debate respeitoso, com construção coletiva do conhecimento. O contraditório é parte essencial da democracia; a violência, não.
Reafirmamos nossa solidariedade a todas as mulheres que diariamente enfrentam situações semelhantes em universidades, empresas, órgãos públicos, movimentos sociais e demais espaços da vida pública. Conclamamos economistas, estudantes, professores, pesquisadores, profissionais de áreas afins, entidades representativas e cidadãos comprometidos com esses valores a se unirem a esta manifestação em defesa do respeito, da participação feminina, da convivência democrática e da rejeição a toda forma de misoginia, discriminação e violência.
Assinam este manifesto:
Tania Cristina Teixeira – Presidenta do Cofecon
João Manoel Barbosa – Vice-Presidente do Cofecon
Associação Keynesiana Brasileira (AKB)
André Nassif – Economista e professor
Paulo Gala – Economista e professor
Juliane Furno – Economista e professora
Rubens Sawaya – Economista e professor
Ladislau Dowbor – Economista e professor
Joana Mostafa – Economista e pesquisadora
Ilva Ruas – Economista e professor
Rosa Maria Marques – Economista e professora
Aristides Monteiro Neto – Economista e pesquisador
Carmem Feijo – Economista e professora
Kellen Carvalho de Sousa Brito – Economista e professora
Marilane Teixeira – Economista e professora
Camila Ugino – Economista e professora
Stefan Wilson D’Amato – Economista e professor
Teresinha de Jesus Ferreira da Silva – Coordenadora da Comissão Mulher Economista do Cofecon
Janaina da Silva Alves – docente de Economia (UFRN) e representante da Comissão mulher economista – Corecon – RN
Juliana Duffles Donato Moreira – Fiocruz e Corecon – RJ
Isabel de Cássia Santos Ribeiro – Coordenadora da Comissão da Mulher e Diversidade – Corecon – BA
Fabíola Andréa Leite de Paula – Vice-Coordenadora da Comissão da Mulher Economista e Diversidade do Cofecon
Elis Licks – Conselheira federal
Josélia Souza De Brito – Conselheira federal
Maria do Socorro Lima – Conselheira federal
Ana Cláudia Arruda – Conselheira federal
Antonio Corrêa de Lacerda – Conselheiro federal
Claudemir Galvani – Conselheiro federal
Odilon Guedes Pinto Junior – Conselheiro federal
Wellington Leonardo da Silva – Conselheiro federal
Gustavo Souto de Noronha – Conselheiro federal
Maria Cristina de Araújo – Conselheira do Corecon-DF
Beatriz Barros – Economista, conselheira do Corecon-MG
Denise Amaral – Economista, conselheira do Corecon-AM/RR
Michele Lins Aracaty e Silva – Economista, conselheira do Corecon-AM/RR
Mônica Silva
Dorgilan Rodrigues Cruz – Vice-Presidente do Corecon-PI
Carolina Rocha Batista – Presidenta do Corecon-MG
Francisco Horácio Pereira de Oliveira – Vice-Presidente do Corecon-MG
Keynis de Souto – Presidente do Corecon-PE
Edval Landulfo – Presidente do Corecon-BA

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Abaixo-assinado criado em 9 de junho de 2026