

Eugenia não! Pela Verdadeira Representação da Deficiência


Eugenia não! Pela Verdadeira Representação da Deficiência
O problema
Destinatários: ONU (Comitê sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência), Organizações de Direitos Humanos, Ministério Público Federal, Governo Federal e Câmaras Legislativas.
Ninguém será apagado como foram as pessoas com deficiência no Holocausto! O projeto eugenista que tenta mudar a nossa representação já foi aprovado pelo Senado — um grupo predominantemente composto por homens brancos e sem deficiência.
Significado de Eugenia: A Eugenia (do grego, "bem-nascido") é uma teoria surgida no século XIX que defende a ideia de que a espécie humana pode ser "melhorada" através da seleção genética e da eliminação de traços considerados indesejados.
Por trás de um discurso bonito e populista, esconde-se uma verdade terrível. Claro, a elite dominante precisa ser convincente. O novo símbolo proposto para representar a acessibilidade remete diretamente à visão eugenista de acabar com os "corpos que atrapalham". Ele apaga nossa história de luta, esconde a realidade e o sangue dos corpos que sempre foram perseguidos. Além disso, dá brecha para a postura egocêntrica do "estou no meu direito" — onde o indivíduo prioriza seu próprio desejo em detrimento do outro, sem questionar se isso é ético, deixando quem realmente precisa sem o devido suporte.
Nós — paraplégicos, tetraplégicos, amputados, cegos, surdos, pessoas com deficiência intelectual severa, autistas níveis 2 e 3 (o autista raiz), hemiplégicos, pessoas com paralisia cerebral ou traumatismo cerebral com sequelas perceptíveis —, enfim, todos nós com deficiências perceptíveis, fomos os primeiros corpos enviados para as câmaras de gás no Nazismo.
Lutamos historicamente pelo direito mais básico: o de existir. Muito sangue foi derramado. Leis já permitiram nos matar e líderes religiosos já afirmaram que não éramos humanos. Deficiência não é moda, é história. Hoje, tentam nos matar por meio de uma nova e sofisticada estratégia de eliminação: a 'invisibilidade por excesso', que nos negligencia ao ocultar nossas necessidades fisiológicas básicas.
O Mito do Corpo Perfeito e o Apagamento
E se o símbolo dos povos indígenas fosse um homem engravatado, de pele clara, sentado em uma grande multinacional? Ele seria a "cara oficial" da luta indígena? E se o símbolo do movimento negro fosse um homem de pele branca e olhos claros? E se o símbolo LGBTQIA+ fosse um homem cis, branco e hétero?
É exatamente isso que estão fazendo conosco. Criaram um símbolo “perfeito”: um bonequinho em pé, com todos os membros, envolto por círculos bonitinhos. Um desenho futurista que lembra o Homem Vitruviano de Da Vinci, focado em um ideal estético. É um boneco que não precisa de muletas, de prótese, de cadeira de rodas ou de cão-guia. Na prática, é um boneco que não precisa de acessibilidade nenhuma.
Isso não é inclusão. Isso é maquiagem. É escolher o que incomoda menos e apagar quem traz no corpo as marcas da resistência. Esse novo símbolo do bonequinho perfeito, que parece brincar em um bambolê gigante circense, é profundamente capacitista. É a tentativa atual de "limpar" as deficiências e invisibilizar quem realmente depende de ajudas técnicas, abrindo margem, inclusive, para fraudes no uso de vagas e espaços reservados.
A Lógica Prática do Espaço Acessível
Por que usar a representação de um corpo inteiro, em pé e sem aparelhos de locomoção para demarcar uma vaga de estacionamento, um elevador ou um banheiro adaptado?
O símbolo atual, da cadeira de rodas, é universal por uma razão lógica: ele mostra que o espaço foi projetado para ser amplo. Onde cabe uma cadeira de rodas, cabe qualquer corpo. O mundo já é desenhado sob a medida de corpos comuns; não faz sentido usar esse mesmo padrão comum para sinalizar espaços que foram conquistados a duras penas para garantir que a minoria também caiba.
Tentam mudar o desenho sob o pretexto de que a população deixará de "olhar feio" ao ver corpos que não parecem precisar da vaga. Mas a ética não se molda por aparências. Independentemente do desenho, o uso antiético continuará sendo julgado, pois quando alguém ocupa um local adaptado sem necessidade, quem realmente precisa fica sem. Mudar o símbolo para esconder a deficiência real é o plano perfeito para eliminar, visualmente, os corpos que a sociedade considera que "atrapalham".
O novo símbolo não representa pessoas com deficiência; representa o sonho de um corpo que não existe. É como se nos dissessem: “Vocês só serão aceitos quando forem perfeitos. Inteiros. Iguais a nós.”
Mas nós estamos aqui. Com corpos tortos, com cicatrizes, com ausências. Corpos que gritam antes mesmo de falarmos uma palavra.
Do Impacto Financeiro e Prejuízo Coletivo
Além do grave retrocesso social, a substituição obrigatória do símbolo gerará um impacto orçamentário bilionário e completamente desnecessário, custeado com o dinheiro dos impostos de todos os cidadãos.
Trocar toda a sinalização viária, frotas de transporte público, fachadas de órgãos públicos e estabelecimentos privados em todo o território nacional vai desviar recursos escassos. Verbas que deveriam ser aplicadas em melhorias reais de saúde e acessibilidade — como a reforma de calçadas, instalação de elevadores e investimentos em saúde, educação e reabilitação — serão desperdiçadas em identidade visual, prejudicando toda a sociedade brasileira.
Quem pode assinar?
Este abaixo-assinado é para TODOS. Você não precisa ser uma pessoa com deficiência para assinar. Se você é mãe, pai, familiar, amigo, ou simplesmente um cidadão que acredita na justiça, na ética, no respeito à história de luta e no uso responsável do dinheiro público, a sua assinatura é indispensável. A inclusão real é um dever e um interesse de toda a sociedade.
Por que assinar?
Ao assinar esta petição, você exige que as instituições parem de adotar símbolos que higienizam a nossa existência e que passem a respeitar a representação real de quem enfrenta as barreiras arquitetônicas, sociais e orçamentárias todos os dias.
Assine por uma acessibilidade ética que reconheça nossos corpos reais.

21
O problema
Destinatários: ONU (Comitê sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência), Organizações de Direitos Humanos, Ministério Público Federal, Governo Federal e Câmaras Legislativas.
Ninguém será apagado como foram as pessoas com deficiência no Holocausto! O projeto eugenista que tenta mudar a nossa representação já foi aprovado pelo Senado — um grupo predominantemente composto por homens brancos e sem deficiência.
Significado de Eugenia: A Eugenia (do grego, "bem-nascido") é uma teoria surgida no século XIX que defende a ideia de que a espécie humana pode ser "melhorada" através da seleção genética e da eliminação de traços considerados indesejados.
Por trás de um discurso bonito e populista, esconde-se uma verdade terrível. Claro, a elite dominante precisa ser convincente. O novo símbolo proposto para representar a acessibilidade remete diretamente à visão eugenista de acabar com os "corpos que atrapalham". Ele apaga nossa história de luta, esconde a realidade e o sangue dos corpos que sempre foram perseguidos. Além disso, dá brecha para a postura egocêntrica do "estou no meu direito" — onde o indivíduo prioriza seu próprio desejo em detrimento do outro, sem questionar se isso é ético, deixando quem realmente precisa sem o devido suporte.
Nós — paraplégicos, tetraplégicos, amputados, cegos, surdos, pessoas com deficiência intelectual severa, autistas níveis 2 e 3 (o autista raiz), hemiplégicos, pessoas com paralisia cerebral ou traumatismo cerebral com sequelas perceptíveis —, enfim, todos nós com deficiências perceptíveis, fomos os primeiros corpos enviados para as câmaras de gás no Nazismo.
Lutamos historicamente pelo direito mais básico: o de existir. Muito sangue foi derramado. Leis já permitiram nos matar e líderes religiosos já afirmaram que não éramos humanos. Deficiência não é moda, é história. Hoje, tentam nos matar por meio de uma nova e sofisticada estratégia de eliminação: a 'invisibilidade por excesso', que nos negligencia ao ocultar nossas necessidades fisiológicas básicas.
O Mito do Corpo Perfeito e o Apagamento
E se o símbolo dos povos indígenas fosse um homem engravatado, de pele clara, sentado em uma grande multinacional? Ele seria a "cara oficial" da luta indígena? E se o símbolo do movimento negro fosse um homem de pele branca e olhos claros? E se o símbolo LGBTQIA+ fosse um homem cis, branco e hétero?
É exatamente isso que estão fazendo conosco. Criaram um símbolo “perfeito”: um bonequinho em pé, com todos os membros, envolto por círculos bonitinhos. Um desenho futurista que lembra o Homem Vitruviano de Da Vinci, focado em um ideal estético. É um boneco que não precisa de muletas, de prótese, de cadeira de rodas ou de cão-guia. Na prática, é um boneco que não precisa de acessibilidade nenhuma.
Isso não é inclusão. Isso é maquiagem. É escolher o que incomoda menos e apagar quem traz no corpo as marcas da resistência. Esse novo símbolo do bonequinho perfeito, que parece brincar em um bambolê gigante circense, é profundamente capacitista. É a tentativa atual de "limpar" as deficiências e invisibilizar quem realmente depende de ajudas técnicas, abrindo margem, inclusive, para fraudes no uso de vagas e espaços reservados.
A Lógica Prática do Espaço Acessível
Por que usar a representação de um corpo inteiro, em pé e sem aparelhos de locomoção para demarcar uma vaga de estacionamento, um elevador ou um banheiro adaptado?
O símbolo atual, da cadeira de rodas, é universal por uma razão lógica: ele mostra que o espaço foi projetado para ser amplo. Onde cabe uma cadeira de rodas, cabe qualquer corpo. O mundo já é desenhado sob a medida de corpos comuns; não faz sentido usar esse mesmo padrão comum para sinalizar espaços que foram conquistados a duras penas para garantir que a minoria também caiba.
Tentam mudar o desenho sob o pretexto de que a população deixará de "olhar feio" ao ver corpos que não parecem precisar da vaga. Mas a ética não se molda por aparências. Independentemente do desenho, o uso antiético continuará sendo julgado, pois quando alguém ocupa um local adaptado sem necessidade, quem realmente precisa fica sem. Mudar o símbolo para esconder a deficiência real é o plano perfeito para eliminar, visualmente, os corpos que a sociedade considera que "atrapalham".
O novo símbolo não representa pessoas com deficiência; representa o sonho de um corpo que não existe. É como se nos dissessem: “Vocês só serão aceitos quando forem perfeitos. Inteiros. Iguais a nós.”
Mas nós estamos aqui. Com corpos tortos, com cicatrizes, com ausências. Corpos que gritam antes mesmo de falarmos uma palavra.
Do Impacto Financeiro e Prejuízo Coletivo
Além do grave retrocesso social, a substituição obrigatória do símbolo gerará um impacto orçamentário bilionário e completamente desnecessário, custeado com o dinheiro dos impostos de todos os cidadãos.
Trocar toda a sinalização viária, frotas de transporte público, fachadas de órgãos públicos e estabelecimentos privados em todo o território nacional vai desviar recursos escassos. Verbas que deveriam ser aplicadas em melhorias reais de saúde e acessibilidade — como a reforma de calçadas, instalação de elevadores e investimentos em saúde, educação e reabilitação — serão desperdiçadas em identidade visual, prejudicando toda a sociedade brasileira.
Quem pode assinar?
Este abaixo-assinado é para TODOS. Você não precisa ser uma pessoa com deficiência para assinar. Se você é mãe, pai, familiar, amigo, ou simplesmente um cidadão que acredita na justiça, na ética, no respeito à história de luta e no uso responsável do dinheiro público, a sua assinatura é indispensável. A inclusão real é um dever e um interesse de toda a sociedade.
Por que assinar?
Ao assinar esta petição, você exige que as instituições parem de adotar símbolos que higienizam a nossa existência e que passem a respeitar a representação real de quem enfrenta as barreiras arquitetônicas, sociais e orçamentárias todos os dias.
Assine por uma acessibilidade ética que reconheça nossos corpos reais.

21
Atualizações do abaixo-assinado
Compartilhar este abaixo-assinado
Abaixo-assinado criado em 20 de maio de 2026