Empresas, criem planos para evitar sofrimento de animais na pandemia da Covid-19!

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Meu nome é Vania, sou diretora técnica do Fórum Animal. Sou veterinária e tenho pós-graduação em diversas áreas: saúde pública, bem-estar animal, comportamento animal, educação ambiental e ecologia.

Atuo pela proteção dos animais há um bom tempo. Estou aqui para contar que grandes empresas, como JBS, BRF e Aurora, além de granjas, fornecedores de porcos e de bovinos parecem não se preocupar com os animais. As empresas parecem estar mais preocupadas com seus lucros, e não adotaram planos de contingenciamento que incluam o bem-estar animal na pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Explico: várias empresas ordenaram que seus funcionários fiquem em casa. A medida é importante para brecar a pandemia. Porém, galinhas, porcos e vacas continuam dependendo de cuidados. Estamos começando a ver animais serem abandonados e até sacrificados, sem motivo e sem justificativa!

Algumas vezes, empresas sacrificam milhares de animais quando algo foge do controle em suas linhas de produção. Isso é eticamente condenável e moralmente inaceitável. No Rio Grande do Sul, uma filial da BRF anunciou que pretende sacrificar 100 mil galinhas. As alegações são que as galinhas passaram do peso e "do ponto".

Nos Estados Unidos, o caso é ainda pior: 10 milhões de aves e 10 milhões de porcos estão sendo abatidos a tiros, asfixiados ou afogados, segundo notícias de jornais de credibilidade.

O que nós como Fórum Animal queremos: que as empresas tenham planos emergenciais para a pandemia levando em conta os animais. Caso alguma empresa já tenha plano traçado, é urgente que divulgue e o adapte para priorizar o bem-estar dos animais. É fundamental minimizar o sofrimento e os sacrifícios. Esses planos precisam garantir que os animais não irão sofrer.

Em epidemias anteriores, animais foram as grandes vítimas, já que empresas e governos pouco se planejaram para preservar a vida deles. Alguns países queimaram galinhas vivas durante a gripe aviária, enquanto outros enterraram 350 milhões de porcos vivos para conter o avanço da gripe suína.

No Brasil, o problema das empresas paradas começou no Rio Grande do Sul, mas já há notícias que mostram que as empresas estão parando em Santa Catarina, e há preocupação também com Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Distrito Federal. Só pensar na economia não vai resolver. Quem está pensando nos animais de criação?

Empresas não devem superlotar granjas e galpões. Quando isso acontece, os animais sofrem, e aumenta o risco de surgirem doenças, bactérias e vírus. No fim, muitos destes animais vão ser sacrificados de formas condenáveis, além do risco da origem de uma nova epidemia. Se há uma redução do serviço no final da cadeia de produção, é preciso diminuir também o início (a reprodução acelerada de animais).

Reduzir a reprodução dos animais terá impacto econômico, mas empresas grandes como a JBS podem levar esta medida a produtores e pagá-los de forma justa. Este exemplo poderia constar em um plano emergencial para o Covid-19! Assine se você concorda!

Os animais sentem dor e medo, e mesmo nesse momento de emergência em saúde pública devem ser tratados com respeito e dignidade, seguindo princípios éticos e de bem-estar animal. Eles são sencientes, não são objetos!

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