Empresas, criem planos para evitar sofrimento de animais na pandemia da Covid-19!

O problema

Atualização (17/07/2020): As empresas procuradas pelo Fórum Animal estão jogando a responsabilidade pela elaboração do plano sobre procedimentos de campo em associações e sindicatos patronais, que representam o setor, como a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). Exigimos que essas entidades também se posicionem a favor da minimização do sofrimento dos animais.

Meu nome é Vania, sou diretora técnica do Fórum Animal. Sou veterinária e tenho pós-graduação em diversas áreas: saúde pública, bem-estar animal, comportamento animal, educação ambiental e ecologia.

Atuo pela proteção dos animais há um bom tempo. Estou aqui para contar que grandes empresas, como JBS, BRF e Aurora, além de granjas, fornecedores de porcos e de bovinos parecem não se preocupar com os animais. As empresas parecem estar mais preocupadas com seus lucros, e não adotaram planos de contingenciamento que incluam o bem-estar animal na pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Explico: várias empresas ordenaram que seus funcionários fiquem em casa. A medida é importante para brecar a pandemia. Porém, galinhas, porcos e vacas continuam dependendo de cuidados. Estamos começando a ver animais serem abandonados e até sacrificados, sem motivo e sem justificativa!

Algumas vezes, empresas sacrificam milhares de animais quando algo foge do controle em suas linhas de produção. Isso é eticamente condenável e moralmente inaceitável. No Rio Grande do Sul, uma filial da BRF anunciou que pretende sacrificar 100 mil galinhas. As alegações são que as galinhas passaram do peso e "do ponto".

Nos Estados Unidos, o caso é ainda pior: 10 milhões de aves e 10 milhões de porcos estão sendo abatidos a tiros, asfixiados ou afogados, segundo notícias de jornais de credibilidade.

O que nós como Fórum Animal queremos: que as empresas tenham planos emergenciais para a pandemia levando em conta os animais. Caso alguma empresa já tenha plano traçado, é urgente que divulgue e o adapte para priorizar o bem-estar dos animais. É fundamental minimizar o sofrimento e os sacrifícios. Esses planos precisam garantir que os animais não irão sofrer.

Em epidemias anteriores, animais foram as grandes vítimas, já que empresas e governos pouco se planejaram para preservar a vida deles. Alguns países queimaram galinhas vivas durante a gripe aviária, enquanto outros enterraram 350 milhões de porcos vivos para conter o avanço da gripe suína.

No Brasil, o problema das empresas paradas começou no Rio Grande do Sul, mas já há notícias que mostram que as empresas estão parando em Santa Catarina, e há preocupação também com Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Distrito Federal. Só pensar na economia não vai resolver. Quem está pensando nos animais de criação?

Empresas não devem superlotar granjas e galpões. Quando isso acontece, os animais sofrem, e aumenta o risco de surgirem doenças, bactérias e vírus. No fim, muitos destes animais vão ser sacrificados de formas condenáveis, além do risco da origem de uma nova epidemia. Se há uma redução do serviço no final da cadeia de produção, é preciso diminuir também o início (a reprodução acelerada de animais).

Reduzir a reprodução dos animais terá impacto econômico, mas empresas grandes como a JBS podem levar esta medida a produtores e pagá-los de forma justa. Este exemplo poderia constar em um plano emergencial para o Covid-19! Assine se você concorda!

Os animais sentem dor e medo, e mesmo nesse momento de emergência em saúde pública devem ser tratados com respeito e dignidade, seguindo princípios éticos e de bem-estar animal. Eles são sencientes, não são objetos!

#Elesentem
#SofrimentoNão
#AnimaisNaCovid19

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Fórum AnimalCriador do abaixo-assinadoHá mais de vinte anos, atuamos na disseminação do respeito, proteção e defesa dos animais. Lutamos para construir uma nova sociedade onde a compaixão pela vida animal seja um valor nacional, compartilhado por todos os brasileiros.
Este abaixo-assinado conseguiu 55.602 apoiadores!

O problema

Atualização (17/07/2020): As empresas procuradas pelo Fórum Animal estão jogando a responsabilidade pela elaboração do plano sobre procedimentos de campo em associações e sindicatos patronais, que representam o setor, como a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). Exigimos que essas entidades também se posicionem a favor da minimização do sofrimento dos animais.

Meu nome é Vania, sou diretora técnica do Fórum Animal. Sou veterinária e tenho pós-graduação em diversas áreas: saúde pública, bem-estar animal, comportamento animal, educação ambiental e ecologia.

Atuo pela proteção dos animais há um bom tempo. Estou aqui para contar que grandes empresas, como JBS, BRF e Aurora, além de granjas, fornecedores de porcos e de bovinos parecem não se preocupar com os animais. As empresas parecem estar mais preocupadas com seus lucros, e não adotaram planos de contingenciamento que incluam o bem-estar animal na pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Explico: várias empresas ordenaram que seus funcionários fiquem em casa. A medida é importante para brecar a pandemia. Porém, galinhas, porcos e vacas continuam dependendo de cuidados. Estamos começando a ver animais serem abandonados e até sacrificados, sem motivo e sem justificativa!

Algumas vezes, empresas sacrificam milhares de animais quando algo foge do controle em suas linhas de produção. Isso é eticamente condenável e moralmente inaceitável. No Rio Grande do Sul, uma filial da BRF anunciou que pretende sacrificar 100 mil galinhas. As alegações são que as galinhas passaram do peso e "do ponto".

Nos Estados Unidos, o caso é ainda pior: 10 milhões de aves e 10 milhões de porcos estão sendo abatidos a tiros, asfixiados ou afogados, segundo notícias de jornais de credibilidade.

O que nós como Fórum Animal queremos: que as empresas tenham planos emergenciais para a pandemia levando em conta os animais. Caso alguma empresa já tenha plano traçado, é urgente que divulgue e o adapte para priorizar o bem-estar dos animais. É fundamental minimizar o sofrimento e os sacrifícios. Esses planos precisam garantir que os animais não irão sofrer.

Em epidemias anteriores, animais foram as grandes vítimas, já que empresas e governos pouco se planejaram para preservar a vida deles. Alguns países queimaram galinhas vivas durante a gripe aviária, enquanto outros enterraram 350 milhões de porcos vivos para conter o avanço da gripe suína.

No Brasil, o problema das empresas paradas começou no Rio Grande do Sul, mas já há notícias que mostram que as empresas estão parando em Santa Catarina, e há preocupação também com Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Distrito Federal. Só pensar na economia não vai resolver. Quem está pensando nos animais de criação?

Empresas não devem superlotar granjas e galpões. Quando isso acontece, os animais sofrem, e aumenta o risco de surgirem doenças, bactérias e vírus. No fim, muitos destes animais vão ser sacrificados de formas condenáveis, além do risco da origem de uma nova epidemia. Se há uma redução do serviço no final da cadeia de produção, é preciso diminuir também o início (a reprodução acelerada de animais).

Reduzir a reprodução dos animais terá impacto econômico, mas empresas grandes como a JBS podem levar esta medida a produtores e pagá-los de forma justa. Este exemplo poderia constar em um plano emergencial para o Covid-19! Assine se você concorda!

Os animais sentem dor e medo, e mesmo nesse momento de emergência em saúde pública devem ser tratados com respeito e dignidade, seguindo princípios éticos e de bem-estar animal. Eles são sencientes, não são objetos!

#Elesentem
#SofrimentoNão
#AnimaisNaCovid19

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Fórum AnimalCriador do abaixo-assinadoHá mais de vinte anos, atuamos na disseminação do respeito, proteção e defesa dos animais. Lutamos para construir uma nova sociedade onde a compaixão pela vida animal seja um valor nacional, compartilhado por todos os brasileiros.

Os tomadores de decisão

BRF
Respondido
Nós da BRF estamos atentos à evolução da pandemia e aos aprendizados em todo o mundo para implementar com velocidade todas as medidas necessárias para preservação da saúde das pessoas envolvidas em nosso contexto operacional, bem como a garantia de práticas já adotadas de bem-estar animal na nossa cadeia. Desde o início do surto, em janeiro, adotamos planos de contingência em todas as unidades nas quais temos operação, o que envolve também nossas operações no campo por meio dos produtores integrados. Instituímos um Comitê Multidisciplinar Permanente de Acompanhamento, composto por executivos e especialistas, incluindo da área de infectologia, para acompanhamento, em tempo real, dos desdobramentos do tema em nível mundial, com foco no embasamento e agilidade na tomada de decisões. Para proteger a saúde de todas as pessoas envolvidas em nosso contexto operacional, estabelecemos diversos protocolos sob a orientação do Dr. Esper Kallas, médico infectologista da Universidade de São Paulo, e com a consultoria do Hospital Albert Einstein. Entre as medidas protetivas adotadas está o uso de máscaras por todos os colaboradores e terceiros, medição de temperatura, afastamento de colaboradores do grupo de risco (gestantes e pessoas com mais de 60 anos), reforço de higienização, e extensão do Dr. BRF, assistência 24 horas, 7 dias por semana também aos nossos produtores integrados e suas famílias. Ressaltamos que buscamos constantemente amenizar os impactos COVID-19 no campo. Entre as medidas específicas: � Aproveitamos a oportunidade por termos unidades espalhadas pelo país, para redirecionar e remanejar animais entre as unidades; � Ajustamos o manejo do ciclo produtivo, reduzimos a incubação de ovos férteis ajustamos o manejo nutricional do plantel aves e suínos para possibilitar elevação da idade e peso de abate mantendo a quantidade de alimento fornecido aos animais; � Realizamos o adensamento de alojamento de suínos no campo, além de suspendermos o alojamento de aves até retomada dos abates. As ações tomadas foram suficientes para não precisarmos proceder com despovoamento a campo em nenhum momento no enfrentamento da COVID-19. Continuamos buscando boas práticas que podem auxiliar nesse momento, e sempre cumpriremos o protocolo oficial de abate sanitário regulado pelos Órgãos Oficiais, caso seja absolutamente necessário. Vale enfatizar a atuação da BRF em sintonia com as melhores práticas de bem-estar animal, guiadas por parâmetros nacionais e internacionais. Temos um compromisso estrito de tolerância Zero contra maus tratos aos animais. Nesse sentido, contamos com programa global Animal Welfare Made in BRF (Bem-Estar Animal Feito pela BRF), que orienta os compromissos da empresa quanto ao tema, com validação direta da alta direção. Este programa chega aos produtores integrados por meio de treinamento e assessoramento técnico contínuos sobre as nossas normas que guiam as boas práticas desde as granjas até o abate humanitário, passando por planos de emergências e de transporte. Todas as ações protetivas que adotamos para enfrentamento à Covid em nossas operações podem ser acessadas em uma página dedicada no nosso site: https://www.brf-global.com/en/about/safety/coronavirus-information. As práticas da BRF em relação ao tema bem-estar animal e mais informações sobre o Programa de Bem-estar animal Feito na BRF podem ser acessadas em nosso site https://www.brf-global.com/sustentabilidade/bem-estar-animal/. Seguimos à disposição.
Aurora Alimentos
Em resposta ao seu questionamento, a Aurora Alimentos esclarece que está seguindo as premissas fixadas na Portaria Conjunta Nº 19 de 18/06/2020, em relação aos cuidados e condutas referentes aos funcionários e atividades industriais, as quais estão sendo acompanhadas e fiscalizadas pelos órgãos competentes. Quanto às condutas, procedimentos e planejamentos de campo, também há um planejamento elaborado pelo setor, intermediado por nossas entidades de classe (Sindicarnes, ABPA, entre outras) o qual da mesma forma está sendo acompanhado pelos órgãos oficiais competentes. Portanto, em sendo oportuno, solicitamos que se necessárias maiores informações, sejam buscadas estas entidades para esclarecimentos. Att, Cooperativa Central Aurora Alimentos Depto Apoio Agropecuário Matriz Chapecó
Francisco Turra, presidente da ABPA
Olá Vânia, Agradeço sua mensagem e preocupação sobre um tema que é uma das motivações de nossos esforços nesta pandemia. Para manter a produção sem interrupções, temos tomado todas as iniciativas para preservar a saúde dos colaboradores: barreiras laterais, máscaras cirúrgicas, faceshield, distanciamento em todas as áreas. São incontáveis cuidados respaldados pelo Hospital Albert Einstein e por normas que incluem o Ministério da Saúde, a Secretaria do Trabalho e o Ministério da Economia. Infelizmente, sem o devido embasamento técnico, muitas vezes com cunho apenas emocional, vemos decisões de suspensão de atividades sendo tomadas contra a produção de diversas unidades. Mas é importante que fique claro: não são decisões dos produtores, das empresas ou de qualquer um do setor. São decisões apenas jurídicas, tomadas fora do setor e sem a devida avaliação das consequências. Temos buscado conscientizar a todos no Governo (prefeitos, governadores, etc) e no Judiciário sobre os riscos de medidas que paralisem a produção, como falta de alimentos para a população – prejudicando especialmente os mais pobres, já que falamos de alimentos importantes especialmente para a população de baixa renda – e o risco ambiental. O bem-estar animal está sempre em nosso foco, e não é diferente neste momento. Há normas que garantem isto, mesmo em situações de crise como a atual , que cumprimos integralmente. Aqui você tem a garantia que pede em sua petição, em prol do bem-estar dos animais. Aliás, a preocupação com o bem-estar dos animais foi um dos primeiros pontos salientados pela associação quando da formação do seu comitê de crise para lidar com o problema de Covid-19, com encaminhamento de pedido de atenção do Ministério da Agricultura para gestões em prol da livre circulação de caminhões com cargas vivas em caso de bloqueios de trânsitos de caminhões. Há pouco tempo, o Ministério da Agricultura, publicou uma normativa interna exatamente para ações em casos extremos, com o fechamento de plantas e a necessidade de ações drásticas. Essa normativa contempla diversas demandas de bem-estar animal demandadas por outras organizações, como a World Animal Protection (WAP). Todos os esforços estão sendo realizados – tanto é que o abate emergencial que você menciona em sua petição não ocorreu. Com o total empenho da empresa e do setor produtivo, conseguimos evitar esta situação. Este é um quadro que afeta os animais, milhares de famílias de produtores e milhões de famílias que dependem deste alimento. Por isto, manteremos nossos esforços de conscientizar promotores, prefeitos e outros representantes públicos quanto aos males das paralisações da produção de unidades.
Seara
Seara
JBS internacional
JBS internacional

Atualizações do abaixo-assinado

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Abaixo-assinado criado em 21 de maio de 2020