Em defesa dos valores éticos e da universalidade dos cuidados

The Issue

Nós, profissionais de saúde, lidamos diariamente com a fragilidade humana. Com a sua força inabalável também. E é desse lugar ambíguo, onde a prática e o cuidado se encontram, que nós falamos. Sabemos que a saúde não pode ser considerada nem um favor nem um luxo. A saúde é um direito universal. Constrói-se e protege-se, tal como a liberdade. Implica princípios éticos, fazer escolhas difíceis e, por vezes, exige da nossa consciência um compromisso inabalável com os direitos humanos e com a compaixão perante o sofrimento.

Assistimos, com desassossego, à normalização de discursos que barram a saúde a grupos, introduzem hierarquias de valor entre as vidas e desvalorizam a ciência. A realidade e os estudos provam-nos outra coisa: a doença não escolhe origem, estatuto ou identidade. Sempre que se começa a excluir, o sistema esboroa-se por dentro até desmoronar e falhar a todos. Acreditamos num pacto que assenta no respeito pelo cumprimento dos direitos ao acesso. Uma saúde pública que não barra a entrada e que garante cuidados de qualidade, a tempo e horas, especialmente para os mais idosos e para os mais vulneráveis. Quando a saúde deixa de ser para todos, deixa de proteger quem quer que seja.

Não podemos regressar ao tempo em que o medo era o método nem devemos aceitar discursos que criam divisão, estigmatização ou desconfiança entre as pessoas. Não devemos ser tolerantes com a intolerância. Sabemos que essas vias corroem a relação terapêutica e a própria qualidade dos cuidados. Acreditamos na dignidade do doente e na autonomia de quem cuida. Esses valores dependem de instituições fortes e livres de influências que se queiram sobrepujar ao julgamento clínico. A pandemia por COVID-19 demonstrou-nos precisamente isso: quando se confia na ciência e se reforça o SNS, vidas são salvas.

Apoiamos uma candidatura que defende a estabilidade e os valores éticos, consagrados nas Convenções de Genebra, bem como o respeito incondicional por quem procura os cuidados. Apoiamos por isso António José Seguro porque representa esses valores. Acreditamos numa sociedade que cuida de todos para proteger cada um. Essa sociedade não deve abdicar da ética em nome do medo ou da demagogia fácil.

Defendemos um país onde o SNS continua a ser um espaço de segurança, ciência e humanidade. Um lugar onde ninguém é deixado à porta.

No dia 8 de fevereiro, escolhemos um Portugal que não vira costas a quem precisa. Convidamos todos os profissionais de saúde democratas e humanistas a juntarem-se a este compromisso pela centralidade de um sistema de saúde. Justo, universal e humano.

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Nós, profissionais de saúde, lidamos diariamente com a fragilidade humana. Com a sua força inabalável também. E é desse lugar ambíguo, onde a prática e o cuidado se encontram, que nós falamos. Sabemos que a saúde não pode ser considerada nem um favor nem um luxo. A saúde é um direito universal. Constrói-se e protege-se, tal como a liberdade. Implica princípios éticos, fazer escolhas difíceis e, por vezes, exige da nossa consciência um compromisso inabalável com os direitos humanos e com a compaixão perante o sofrimento.

Assistimos, com desassossego, à normalização de discursos que barram a saúde a grupos, introduzem hierarquias de valor entre as vidas e desvalorizam a ciência. A realidade e os estudos provam-nos outra coisa: a doença não escolhe origem, estatuto ou identidade. Sempre que se começa a excluir, o sistema esboroa-se por dentro até desmoronar e falhar a todos. Acreditamos num pacto que assenta no respeito pelo cumprimento dos direitos ao acesso. Uma saúde pública que não barra a entrada e que garante cuidados de qualidade, a tempo e horas, especialmente para os mais idosos e para os mais vulneráveis. Quando a saúde deixa de ser para todos, deixa de proteger quem quer que seja.

Não podemos regressar ao tempo em que o medo era o método nem devemos aceitar discursos que criam divisão, estigmatização ou desconfiança entre as pessoas. Não devemos ser tolerantes com a intolerância. Sabemos que essas vias corroem a relação terapêutica e a própria qualidade dos cuidados. Acreditamos na dignidade do doente e na autonomia de quem cuida. Esses valores dependem de instituições fortes e livres de influências que se queiram sobrepujar ao julgamento clínico. A pandemia por COVID-19 demonstrou-nos precisamente isso: quando se confia na ciência e se reforça o SNS, vidas são salvas.

Apoiamos uma candidatura que defende a estabilidade e os valores éticos, consagrados nas Convenções de Genebra, bem como o respeito incondicional por quem procura os cuidados. Apoiamos por isso António José Seguro porque representa esses valores. Acreditamos numa sociedade que cuida de todos para proteger cada um. Essa sociedade não deve abdicar da ética em nome do medo ou da demagogia fácil.

Defendemos um país onde o SNS continua a ser um espaço de segurança, ciência e humanidade. Um lugar onde ninguém é deixado à porta.

No dia 8 de fevereiro, escolhemos um Portugal que não vira costas a quem precisa. Convidamos todos os profissionais de saúde democratas e humanistas a juntarem-se a este compromisso pela centralidade de um sistema de saúde. Justo, universal e humano.

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Petition created on January 25, 2026