EM DEFESA DO ESPAÇO CULTURAL DE BOTUCATU


EM DEFESA DO ESPAÇO CULTURAL DE BOTUCATU
O problema
O Espaço Cultural “Dr. Antonio Gabriel Marão” é um patrimônio histórico, arquitetônico e cultural de Botucatu. Concebido na década de 1960 pelo arquiteto botucatuense Nadir Mezerani, o projeto foi inspirado em princípios modernistas de educação e cultura pública, dialogando com as ideias das “escolas abertas” defendidas por Mário de Andrade quando esteve à frente do Departamento de Cultura de São Paulo nos anos 1930 — uma concepção que via a cultura como ferramenta de emancipação e cidadania.
Mais do que um edifício, o Espaço Cultural representa um símbolo da identidade botucatuense, integrando arquitetura, convivência e natureza em um mesmo conjunto de grande valor paisagístico, educativo e social. Localizado em uma área pública central, cercada de verde, o espaço foi concebido como um centro vivo de cultura, arte e liberdade criativa, aberto à comunidade.
Recentemente, o prefeito Fábio Leite manifestou, em declarações públicas, a intenção de realizar uma Parceria Público-Privada (PPP) para substituir o projeto original por uma nova construção — comparada por ele a um “Masp”. Essa proposta representa a descaracterização completa de um patrimônio urbano e cultural que pertence à cidade e à sua história.
Nós, cidadãs e cidadãos de Botucatu, manifestamos nosso repúdio a qualquer tentativa de descaracterização, privatização ou substituição do projeto original, e defendemos:
A preservação integral do conjunto arquitetônico e paisagístico do Espaço Cultural;
A valorização da obra de Nadir Mezerani como expressão da história e da identidade botucatuense;
A realização de debates públicos, audiências e consultas populares antes de qualquer decisão sobre o futuro do local;
A garantia de que o Espaço Cultural permaneça 100% público, aberto e acessível à população;
Que o espaço seja restaurado e concluído com base na segunda fase do projeto original, elaborada pelo próprio Nadir Mezerani e apresentada em 2010 ao então prefeito João Cury, que previa uma imponente redoma central, harmonizando as linhas modernistas e completando a concepção original — um passo que pode recolocar Botucatu no mapa da vanguarda arquitetônica brasileira e internacional.
O Espaço Cultural não é apenas um prédio — é parte viva da nossa memória coletiva e do espírito criativo de Botucatu.
Preservar é um ato de amor pela cidade.

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O problema
O Espaço Cultural “Dr. Antonio Gabriel Marão” é um patrimônio histórico, arquitetônico e cultural de Botucatu. Concebido na década de 1960 pelo arquiteto botucatuense Nadir Mezerani, o projeto foi inspirado em princípios modernistas de educação e cultura pública, dialogando com as ideias das “escolas abertas” defendidas por Mário de Andrade quando esteve à frente do Departamento de Cultura de São Paulo nos anos 1930 — uma concepção que via a cultura como ferramenta de emancipação e cidadania.
Mais do que um edifício, o Espaço Cultural representa um símbolo da identidade botucatuense, integrando arquitetura, convivência e natureza em um mesmo conjunto de grande valor paisagístico, educativo e social. Localizado em uma área pública central, cercada de verde, o espaço foi concebido como um centro vivo de cultura, arte e liberdade criativa, aberto à comunidade.
Recentemente, o prefeito Fábio Leite manifestou, em declarações públicas, a intenção de realizar uma Parceria Público-Privada (PPP) para substituir o projeto original por uma nova construção — comparada por ele a um “Masp”. Essa proposta representa a descaracterização completa de um patrimônio urbano e cultural que pertence à cidade e à sua história.
Nós, cidadãs e cidadãos de Botucatu, manifestamos nosso repúdio a qualquer tentativa de descaracterização, privatização ou substituição do projeto original, e defendemos:
A preservação integral do conjunto arquitetônico e paisagístico do Espaço Cultural;
A valorização da obra de Nadir Mezerani como expressão da história e da identidade botucatuense;
A realização de debates públicos, audiências e consultas populares antes de qualquer decisão sobre o futuro do local;
A garantia de que o Espaço Cultural permaneça 100% público, aberto e acessível à população;
Que o espaço seja restaurado e concluído com base na segunda fase do projeto original, elaborada pelo próprio Nadir Mezerani e apresentada em 2010 ao então prefeito João Cury, que previa uma imponente redoma central, harmonizando as linhas modernistas e completando a concepção original — um passo que pode recolocar Botucatu no mapa da vanguarda arquitetônica brasileira e internacional.
O Espaço Cultural não é apenas um prédio — é parte viva da nossa memória coletiva e do espírito criativo de Botucatu.
Preservar é um ato de amor pela cidade.

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Abaixo-assinado criado em 17 de outubro de 2025