LIBERDADE PARA A ELEFANTE BAMBI

O problema

LIBERDADE PARA A ELEFANTE BAMBI
Bambi é uma elefante asiática que tem 50 anos de idade e foi capturada na natureza,  explorada, humilhada e abusada pelo Circo Stancowich durante quase toda sua vida. Ela foi encontrada vivendo em uma propriedade privada do dono do circo em 2009,  sem qualquer autorização do IBAMA. Bambi estava acorrentada e cercada por uma contenção elétrica, segundo o relato de uma bióloga que acompanhou a ação de resgate. Na ocasião, Bambi estava brutalmente estressada e apresentava movimentos neuróticos repetitivos. Ao ser retirada de tal fazenda, ela foi encaminhada ao zoológico de Leme, onde vivia em condições precárias, e anos depois seguiu para o zoológico de Ribeirão Preto, onde é explorada para entretenimento até hoje.

É conhecida a inabilidade de zoológicos em preservar o bem-estar dos animais que lá vivem, estes locais são incapazes de reproduzir o habitat dos animais. Bambi vive em um recinto sem sol e passa parte de seus dias sob o concreto. Quando foi transferida para o zoológico de Ribeirão Preto, a intenção era que ela dividisse sua prisão com outro elefante, Maison, todavia a interação pacífica prevista não aconteceu como os seres humanos gostariam. Então, Bambi e Maison foram separadas por uma cerca elétrica, que é incapaz de conter animais como estes em possíveis embates. Ou seja: a integridade física e mental de ambas está em risco.

Bambi teve perda de peso significativa. Possivelmente, está cega de um olho, vive em um ambiente que não propicia seu bem-estar e seu padecimento é visível. 

O local onde Bambi e Maison estão tem área de 1,5 mil metros quadrados e um tanque de 100 metros quadrados, parece muito para um ser humano, certo?

Pois saiba que, os elefantes africanos, por exemplo, dormem apenas duas horas por dia, nas demais eles caminham até 30 km por período quando em seu habitat natural.

É, acima de tudo, perverso manter sob cárcere animais selvagens em zoológicos. É evidente o padecimento devido à privação da liberdade. Além disso, os animais são expostos aos olhares do público, o que para animais selvagens é extremamente estressante. Por mais equipado que um zoológico seja, é impossível replicar as atividades que os animais teriam quando estão em seus habitats naturais. São incontáveis os casos de animais que morrem deprimidos e completamente entediados pelo confinamento dentro desses espaços.

Mas qual a saída para que Bambi tenha uma vida digna, longe dos olhares e assédio humano?

O Santuário de Elefantes Brasil têm real capacidade para arcar com a transferência e proporcionar uma vida em liberdade com assistência especializada. O espaço conta com 1.140 hectares de floresta, possui uma equipe multidisciplinar com toda a experiência e infraestrutura que a Bambi precisa e merece. Essa é a melhor alternativa para elefantes na América Latina, onde eles vivem de forma plena e em liberdade, com a possibilidade de serem elefantes novamente.

A única burocracia que impede que a transferência seja concretizada é a liberação pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente. Por isso, precisamos da comoção pública para pressionar a liberação de Bambi o mais breve possível e que o prefeito de Ribeirão Preto não adie mais a libertação de Bambi e nos apoie nesta jornada.

Vamos nos mobilizar e notificar o prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira e o Secretário do Verde e Meio Ambiente sobre o interesse da sociedade civil na transferência da elefante Bambi.

Não podemos continuar perpetuando às novas gerações a equivocada e egocêntrica ideia de que animais podem ser subjugados e explorados para nosso divertimento ou benefício financeiro, vamos libertar a Bambi!

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Bancada VeganaCriador do abaixo-assinadoFundada com o objetivo de atuar em questões relacionadas a causa animal, e em especial interações e problemas do convívio entre humanos e animais. O trabalho focado na disseminação de informação e pensamento critico e na transformação de hábitos.
Vitória confirmada
Este abaixo-assinado foi vitorioso com 232.683 apoiadores!

O problema

LIBERDADE PARA A ELEFANTE BAMBI
Bambi é uma elefante asiática que tem 50 anos de idade e foi capturada na natureza,  explorada, humilhada e abusada pelo Circo Stancowich durante quase toda sua vida. Ela foi encontrada vivendo em uma propriedade privada do dono do circo em 2009,  sem qualquer autorização do IBAMA. Bambi estava acorrentada e cercada por uma contenção elétrica, segundo o relato de uma bióloga que acompanhou a ação de resgate. Na ocasião, Bambi estava brutalmente estressada e apresentava movimentos neuróticos repetitivos. Ao ser retirada de tal fazenda, ela foi encaminhada ao zoológico de Leme, onde vivia em condições precárias, e anos depois seguiu para o zoológico de Ribeirão Preto, onde é explorada para entretenimento até hoje.

É conhecida a inabilidade de zoológicos em preservar o bem-estar dos animais que lá vivem, estes locais são incapazes de reproduzir o habitat dos animais. Bambi vive em um recinto sem sol e passa parte de seus dias sob o concreto. Quando foi transferida para o zoológico de Ribeirão Preto, a intenção era que ela dividisse sua prisão com outro elefante, Maison, todavia a interação pacífica prevista não aconteceu como os seres humanos gostariam. Então, Bambi e Maison foram separadas por uma cerca elétrica, que é incapaz de conter animais como estes em possíveis embates. Ou seja: a integridade física e mental de ambas está em risco.

Bambi teve perda de peso significativa. Possivelmente, está cega de um olho, vive em um ambiente que não propicia seu bem-estar e seu padecimento é visível. 

O local onde Bambi e Maison estão tem área de 1,5 mil metros quadrados e um tanque de 100 metros quadrados, parece muito para um ser humano, certo?

Pois saiba que, os elefantes africanos, por exemplo, dormem apenas duas horas por dia, nas demais eles caminham até 30 km por período quando em seu habitat natural.

É, acima de tudo, perverso manter sob cárcere animais selvagens em zoológicos. É evidente o padecimento devido à privação da liberdade. Além disso, os animais são expostos aos olhares do público, o que para animais selvagens é extremamente estressante. Por mais equipado que um zoológico seja, é impossível replicar as atividades que os animais teriam quando estão em seus habitats naturais. São incontáveis os casos de animais que morrem deprimidos e completamente entediados pelo confinamento dentro desses espaços.

Mas qual a saída para que Bambi tenha uma vida digna, longe dos olhares e assédio humano?

O Santuário de Elefantes Brasil têm real capacidade para arcar com a transferência e proporcionar uma vida em liberdade com assistência especializada. O espaço conta com 1.140 hectares de floresta, possui uma equipe multidisciplinar com toda a experiência e infraestrutura que a Bambi precisa e merece. Essa é a melhor alternativa para elefantes na América Latina, onde eles vivem de forma plena e em liberdade, com a possibilidade de serem elefantes novamente.

A única burocracia que impede que a transferência seja concretizada é a liberação pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente. Por isso, precisamos da comoção pública para pressionar a liberação de Bambi o mais breve possível e que o prefeito de Ribeirão Preto não adie mais a libertação de Bambi e nos apoie nesta jornada.

Vamos nos mobilizar e notificar o prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira e o Secretário do Verde e Meio Ambiente sobre o interesse da sociedade civil na transferência da elefante Bambi.

Não podemos continuar perpetuando às novas gerações a equivocada e egocêntrica ideia de que animais podem ser subjugados e explorados para nosso divertimento ou benefício financeiro, vamos libertar a Bambi!

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Bancada VeganaCriador do abaixo-assinadoFundada com o objetivo de atuar em questões relacionadas a causa animal, e em especial interações e problemas do convívio entre humanos e animais. O trabalho focado na disseminação de informação e pensamento critico e na transformação de hábitos.

Os tomadores de decisão

Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto
O Bosque Zoológico Municipal de Ribeirão Preto informa que possui hoje dois exemplares de Elefante-asiático (Elephas maximus). A primeira, chamada Mayson, chegou dia em 2011 doada pelo Circo Kronner e hoje tem idade aproximada de 48 anos. A segunda elefanta, chamada Bambi, chegou em 2014, transferida do Zoológico de Leme, com idade aproximada de 58 anos. Ambas possuem idade avançada para a espécie, sendo que cada uma possui suas particularidades tanto de comportamento quanto de saúde. Mayson, muito acostumada ao convívio humano necessita da companhia constante de toda a equipe do Zoo por estar muito acostumada ao convívio humano durante anos no circo. Já Bambi chegou em Ribeirão Preto com deficiência visual no olho esquerdo e má oclusão dentária, sendo um animal muito assustado devido ao déficit visual. Como todos os empreendimentos do Estado de São Paulo, o bosque é fiscalizado pela Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais do Estado de São Paulo (CBRN), Departamento de Fauna (DeFau) e nacionalmente pela Associação de Aquários e Zoológicos do Brasil (AZAB), sendo assim, o local recebe orientações e fiscalizações constantes. O bosque também segue as recomendações recebidas após vistoria da AZAB em conjunto com um representante da Wild Welfare (Associação internacional de proteção aos animais), para confecção de uma barreira de proteção mais alta e resistente na área que faz divisa com o fosso seco do recinto, além da instalação de uma divisória que permitirá que elas se aproximem com segurança, num primeiro momento, antes do pareamento definitivo. Essa divisória, já permite que elas permaneçam fora dos cambiamentos ao mesmo tempo e durante todo o dia, aumentando muito as condições de bem-estar. O pareamento delas é importante porque elefantes são animais naturalmente gregários e seu bem-estar foi visivelmente aumentado pela companhia uma da outra. Importante salientar que a Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo emitiu parecer favorável para a permanência das elefantas Bambi e Mayson no Bosque Zoo Fábio Barreto, em Ribeirão Preto. De acordo com o documento, enviado para a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, foram considerados a idade avançada dos animais, a condição de saúde e o estresse do transporte de longa distância para uma eventual transferência ao santuário dos elefantes, localizado no Estado do Mato Grosso. No parecer, a Secretaria do Estado ressalta que “não há garantias de que tal santuário conte efetivamente com equipe técnica semelhante a existente no zoológico, tampouco que os animais lá destinados teriam desfecho feliz, considerando que, de quatro elefantes recebidos no local, dois morreram”. Para complemento e pesquisa, segue matéria sobre o assunto: http://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/noticia/parecer-da-secretaria-estadual-do-meio-ambiente-mantem-elefantas-no-bosque-fabio-barreto Sobre o Bosque Zoológico Fábio Barreto: O Bosque Zoológico Municipal de Ribeirão Preto, desde sua implantação em 1942, nunca cobrou ingresso para visitação. O objetivo principal é trabalhar com a conservação, reabilitação e Educação Ambiental, sendo que os animais que ali residem, quase em sua totalidade, chegaram no local como vítima de maus tratos e/ou que não tinham condições de sobreviver em seu habitat natural. Os profissionais do local desenvolvem um importante trabalho de reabilitação de animais silvestres vitimados. Anualmente um número aproximado de oitocentos animais vítimas de maus tratos provocados pelo ser humano das mais diversas formas, atropelamentos, queimaduras, choques elétricos, vítimas de cães, caça predatória, tráfico, dentre diversos outros motivos, dão entrada no Bosque Zoológico Fábio Barreto. Aproximadamente 70% dos animais recuperados tem plena condição de retorno à vida livre, um árduo trabalho deve ser feito para que isso seja possível. A reabilitação, que se difere para cada espécie, basicamente possibilita reaprender a sobreviver em seu habitat natural, dando condições alimentares, de caça, voo, fuga de predadores, dentre outras. Outros, sem condições de retomar a vida em seu habitat natural, permanecem na instituição, onde são cuidados conforme suas necessidades.
Duarte Nogueira
Duarte Nogueira
Prefeito de Ribeirão Preto

Atualizações do abaixo-assinado

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Abaixo-assinado criado em 28 de junho de 2020