Direitos basicos obrigatório para mães universitárias

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O problema

POR QUE ESSE ABAIXO-ASSINADO EXISTE?

Esse abaixo-assinado surgiu de uma necessidade real: garantir que mães tenham condições de permanecer na universidade junto com seus filhos.

A maternidade não deveria ser um motivo para uma estudante abandonar sua formação, deixar de participar de atividades acadêmicas ou ser penalizada por situações que fazem parte da própria realidade de ser mãe.

Por isso, o que estamos reivindicando não é privilégio. Estamos falando de políticas de permanência universitária que considerem as mães e seus filhos como parte da comunidade acadêmica.

🧸 UMA ESTRUTURA OBRIGATÓRIA EM TODAS AS UNIVERSIDADES

Defendemos que todas as universidades, públicas e privadas, tenham obrigatoriamente uma estrutura de acolhimento para mães, pais e crianças, com:

Brinquedoteca/cuidoteca: espaço seguro e adequado para as crianças, funcionando durante os horários das aulas e também das demais atividades acadêmicas das mães.

Fraldários: espaços apropriados para higiene, troca de fraldas e cuidados com as crianças.

Alimentação: acesso gratuito ao Restaurante Universitário em todos os horários de funcionamento da universidade, e não apenas durante o horário específico das aulas.

Afinal, a vida acadêmica não acontece somente dentro da sala de aula. Mães também participam de pesquisas, projetos de extensão, reuniões, eventos, monitorias, estágios e outras atividades que podem acontecer em horários diferentes.

E quando a mãe estiver acompanhada do filho, defendemos também a possibilidade de receber mais de uma refeição: uma para ela e outra para a criança.

A criança também precisa ser considerada.

📚 FLEXIBILIDADE ACADÊMICA

Outra questão fundamental é a flexibilização em relação às faltas e atividades acadêmicas.

Uma mãe pode enfrentar situações que fogem completamente do seu controle: uma criança doente, uma consulta médica, uma emergência, uma noite sem dormir, problemas relacionados à amamentação ou outras situações que fazem parte da responsabilidade de cuidado.

Isso não significa que mães devam ter menos compromisso com a universidade.

Significa reconhecer que a maternidade traz responsabilidades que precisam ser consideradas pelas instituições.

Por isso, é necessário que existam mecanismos de flexibilização de faltas, prazos e atividades quando a ausência estiver relacionada diretamente às responsabilidades de cuidado com a criança, sem que isso resulte automaticamente em prejuízo acadêmico.

🚌 O PERCURSO ATÉ A UNIVERSIDADE TAMBÉM IMPORTA

E precisamos falar também sobre o caminho que a mãe percorre antes mesmo de chegar à universidade.

Muitas mães enfrentam dificuldades de transporte, longos deslocamentos, falta de acessibilidade, necessidade de levar a criança consigo, dificuldade para encontrar alguém que cuide dela e imprevistos que podem fazer com que ela chegue atrasada ou precise faltar.

A realidade de uma mãe universitária não começa quando ela entra no campus.

Por isso, as políticas de permanência precisam considerar todo o percurso, desde sua saída de casa até o retorno.

✊🏾 POR QUE ISSO PRECISA SER OBRIGATÓRIO?

Algumas universidades brasileiras já possuem iniciativas semelhantes. A UFOP, a UFPel, a UFSC e a UFRB são exemplos de instituições que já adotaram diferentes medidas de acolhimento, alimentação ou apoio às mães e crianças.

Isso prova que é possível fazer.

Mas não podemos aceitar que essas estruturas dependam da universidade em que a mãe conseguiu estudar.

Uma mãe não deveria ter mais ou menos condições de permanecer na universidade simplesmente porque está matriculada em uma instituição que possui uma política de acolhimento.

Por isso, defendemos que essas medidas sejam obrigatórias em todas as universidades.

Não queremos depender da boa vontade de cada instituição.

Queremos uma política que reconheça que mães também são estudantes, pesquisadoras, profissionais em formação e produtoras de conhecimento.

O MoveMãe surge dentro dessa discussão justamente para fortalecer essa luta por uma universidade que considere a maternidade em suas políticas de permanência.

Porque não basta garantir o acesso à universidade. É preciso garantir condições para permanecer nela.

E permanência significa poder estudar, se alimentar, cuidar do filho, participar das atividades acadêmicas e concluir a formação sem que a maternidade seja transformada em uma barreira.

Mães não precisam de privilégios.

Mães precisam de condições de permanência

E essas condições precisam ser direito, não exceção. seus estudos e alcançar seus objetivos acadêmicos e profissionais. A educação é um direito de todos, mas sem suporte adequado, muitas mães acabam desistindo de suas aspirações acadêmicas devido à falta de infraestrutura e apoio.

De acordo com dados da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), apenas uma pequena porcentagem de universitários no Brasil tem filhos. Isso mostra uma barreira invisível que impede muitas mães de continuarem seus estudos. Essa barreira não decorre da falta de capacidade ou desejo, mas da ausência de instalações e políticas inclusivas nas universidades.

Propomos soluções claras e práticas para apoiar as mães estudantes, como a criação de espaços designados nas universidades para cuidados infantis, incluindo salas de amamentação e fraldários, além da oferta de creches acessíveis dentro dos campi. Ademais, políticas devem ser implementadas para flexibilizar prazos e currículos, permitindo que mães possam equilibrar melhor suas responsabilidades acadêmicas e familiares.

Esta não é uma luta individual, mas uma causa coletiva que pode impactar positivamente a vida de muitas mães estudantes. Ao assinar esta petição, você está se juntando a nós na busca por um ambiente universitário mais inclusivo e justo, onde mães possam continuar seus estudos sem sacrificar o cuidado e o bem-estar de seus filhos.

Assine a petição e nos ajude a transformar as universidades em lugares onde mães não só sejam bem-vindas, mas também valorizadas e apoiadas.

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Amy RuffinoCriador do abaixo-assinado

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