Direito à saúde para pessoas trans já! Precisamos de UTI para o IEDE!

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Sou um homem trans e, assim como o personagem Ivan, da telenovela global A Força do Querer, desejei e necessitei realizar alguns procedimentos cirúrgicos para me sentir como realmente sou.

Neste momento, 60 pessoas (mulheres trans, travestis, homens trans e transmasculines) ainda aguardam para realizar suas cirurgias de redesignação sexual no Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE).

O IEDE, localizado no Rio de Janeiro, onde funciona um ambulatório trans, tem atendido diversas pessoas trans, duas novas por semana e outras já eram atendidas pelo serviço. E, mesmo no ano de 2020, que tivemos que conviver com a pandemia da covid-19, nossos atendimentos lá não foram suspensos

O Instituto possui uma equipe multidisciplinar qualificada, mas apenas um cirurgião plástico. Esta unidade de saúde não está credenciada pelo SUS para realizar cirurgias, pois não possui uma UTI e nem uma equipe para auxiliar a/o cirurgiã/o. As cirurgias de redesignação sexual são consideradas de alta complexidade. Portanto, ter uma equipe cirúrgica de suporte, é essencial. 

Em 2020, o IEDE conseguiu uma parceria com o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (Unirio) para realizar as cirurgias por lá. Mas, por conta da pandemia, este hospital tornou-se referência no combate à covid-19 e não está mais disponível para esta assistência ao IEDE

Não podemos continuar assim, sem uma opção de hospital que proporcione as cirurgias que tanto precisamos. As pessoas trans necessitam ter seu direito à saúde garantido. Por isso, solicitamos à Secretaria Estadual de Saúde do Estado do Rio de Janeiro que ajude o IEDE a construir uma UTI e ao Ministério da Saúde que credencie o instituto para que ele possa ofertar as cirurgias.

- Jordhan Lessa - Coordenador do Núcleo Setorial do Ibrat Maricá-RJ