

Declaração do Rio sobre Linguagem Acessível e Participação Inclusiva


Declaração do Rio sobre Linguagem Acessível e Participação Inclusiva
O problema
Introdução
Estamos na cidade do Rio de Janeiro.
Participamos da Conferência Latino-Americana
sobre Linguagem Simples - Leitura Fácil
(CLALS 2025).
Nesta conferência participamos:
● Governos de diferentes países
● Organizações Internacionais
● Universidades
● Organizações da Sociedade Civil
● grupos de pessoas que lutam por seus direitos
na América, Espanha e Portugal.
Nós nos encontramos com um objetivo comum:
defender o direito de entender.
O direito de entender é importante para:
● Dignidade humana:
cada pessoa tem seu valor
e merece ser tratada com respeito.
Informações em linguagem acessível
ajudam a dar esse respeito.
● Inclusão social:
Todas as pessoas devem ter a oportunidade
de participar de suas comunidades.
● Democracia participativa:
As pessoas podem ter sua opinião,
decidir e participar melhor em sua comunidade
quando entendem o que os governos comunicam.
Nós nos comprometemos a trabalhar entre 2025 e 2027.
Queremos construir um plano comum
para fortalecer a linguagem acessível.
Nós acreditamos que a linguagem acessível
é um direito humano transversal.
Isso significa que é necessária
para todos os aspectos da vida.
1. Base desta Declaração
1. Ideias gerais
As ideias gerais desta Declaração surgem de vários acordos internacionais:
● Declaração Universal dos Direitos Humanos
(Assembleia Geral das Nações Unidas,
Resolução 217, 10 de dezembro de 1948).
● Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos
(Assembleia Geral das Nações Unidas,
Resolução 2200, 16 de dezembro de 1966).
● Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais
(Assembleia Geral das Nações Unidas,
Resolução 2200, 16 de dezembro de 1966).
● Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência
(2006).
Especialmente os artigos:
- 9 (Acessibilidade)
- 13 (Acesso à Justiça)
- 21 (Liberdade de expressão e acesso à informação)
- 24 (Educação inclusiva)
- 25 (Saúde)
- 27 (Trabalho e emprego)
- 29 (Participação na vida política e pública)
- 30 (Participação na vida cultural e artística).
● Resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas A/RES/77/25
(2022).
Essa resolução reconhece que o acesso à informação
e a comunicação acessível são fundamentais
para a participação plena.
Também convoca os países da ONU a removerem
barreiras de comunicação e a defender
o acesso a informações de fácil compreensão.
Também convida as agências da ONU
a incluir linguagem acessível nas ações que realizarem.
● Tratado de Marrakech
(Organização Mundial da Propriedade Intelectual, 2013).
Esse tratado reconhece
que pessoas com deficiência
devem poder acessar livros
e outros textos impressos.
Os países devem remover barreiras
ao acesso à informação.
Todas as pessoas devem ter oportunidades iguais
para participar
da vida social e cultural.
● Declaração do México sobre Acesso à Informação
(OEA, 2019).
Essa declaração afirma
que informações claras e acessíveis
são a base da democracia.
● Declaração Universal dos Direitos Linguísticos (Barcelona, 1996)
e Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural (UNESCO, 2001).
Essas duas declarações afirmam
que diferentes línguas
são uma parte importante de nossas culturas.
Por isso, é necessário proteger nossas línguas
e valorizar seu uso em nossas comunidades.
● Declaração de Salamanca (UNESCO, 1994).
Essa declaração afirma
que todas as crianças e jovens
devem aprender em escolas
que incluam todas as pessoas.
Também diz que as escolas
devem oferecer o suporte necessário
para que todos possam estudar juntos.
2. Ideias específicas
Declarações anteriores
focaram em temas separados
como educação, idiomas ou deficiência.
Esta afirmação é diferente
porque propõe unir esses temas
e analisá-los ao mesmo tempo.
Ele também destaca que linguagem acessível
é importante para muitas áreas da vida
E não apenas para um tema específico.
Uma linguagem acessível permite
que todas as pessoas tenham
as mesmas oportunidades de entender, decidir e participar.
Isso favorece uma sociedade mais justa e unida.
Reconhecemos que hoje,
em nossos países,
as principais causas da exclusão social e laboral
são diferenças na educação,
no acesso à tecnologia e na língua.
A acessibilidade cognitiva
é uma ferramenta importante
para todos nós podermos:
● aprender e entender o que lemos
● tomar decisões
● trabalhar e procurar trabalho
● participar de atividades culturais
● exercer nossos direitos em igualdade de condições.
Esta Declaração tem relação
com outros acordos e agendas internacionais:
● UNESCO (Educação 2030)
● CEPAL (Agenda Regional para Inclusão Social)
● MERCOSUR (Plano Estratégico para a Ação Social)
● Nações Unidas (Agenda 2030 e ODS 4, 8, 10, 16 e 17).
Nós propomos que a linguagem acessível
seja um tema presente em todas as políticas
de educação, cultura, tecnologia e digital
de nossos países.
Esta Declaração defende estas ideias:
● Transversalidade:
O direito de entender é o tema central.
Esse direito permite que outros temas sejam analisados
como educação, cultura, trabalho, tecnologia,
comunicação pública e participação no governo.
● Perspectiva ibero-americana e pan-americana
Esta Declaração é dirigida aos países da América
e também à Espanha e Portugal.
Esta Declaração reconhece o espanhol e o português
como línguas que permitem a inclusão nas Américas.
- Diversidade
Também promove a diversidade
de línguas indígenas, crioulas e locais,
porque todas essas línguas
fazem parte da nossa identidade americana
e devem ser respeitadas e valorizadas.
● Abordagem estrutural, não relacionada à saúde
Linguagem acessível não é uma ajuda isolada
para um pequeno grupo ou minoria de pessoas.
A linguagem acessível é feita para toda a sociedade.
É muito importante para atividades e empregos
que precisam avançar com informações e conhecimento.
● Intervenção multi-formato e multicanal
Linguagem acessível
deve estar em diferentes mídias.
Por exemplo:
● textos
● sites e aplicativos
● materiais audiovisuais
● materiais de comunicação.
A linguagem acessível
deve respeitar o design universal
e acesso a tecnologias.
● Governança civil e cooperação regional
A Declaração Incentiva a Criação
da Rede Ibero-Americana e Pan-Americana
de Linguagem Acessível.
Esta Rede será um espaço técnico e plural com:
● organizações da Sociedade Civil
● universidades
● organizações Públicas
● organizações privadas,
● e outros interessados em linguagem acessível.
Esta Declaração não substitui
acordos internacionais anteriores.
Esta Declaração relaciona-se a esses acordos
e os conecta à ideia de linguagem acessível.
Também reforça a ideia de justiça cognitiva:
todas as pessoas devem ter oportunidades iguais
de entender informações
e usar esse conhecimento
para estudar, trabalhar e participar da sociedade.
3. Ideia mais importante
O direito à compreensão
é um direito que permite
que todos os outros direitos sejam exercidos.
Para garantir esse direito, é necessário que:pPaíses
● organizações internacionais
● universidades e centros de estudos
● e organizações da sociedade civil
trabalhem juntos.
Esta Declaração busca construir essa união
e trabalho conjunto com todos os países
da América, Espanha e Portugal.
Esperamos trabalhar
por uma comunicação inclusiva,
participativa e acessível
para todas as pessoas.
2. Situação atual e desafios
● Desigualdades na leitura e escrita
e compreensão da informação em mídia digital
Essas desigualdades continuam sendo
uma barreira para o desenvolvimento inclusivo em nossos países.
● Leis e políticas públicas mal conectadas
Leis e políticas públicas sobre linguagem acessível
ainda não estão bem conectadas entre si.
Por isso, é necessário melhorar a comunicação entre:
● governos
● universidades
● empresas
● e organizações sociais.
● Diferenças no acesso à tecnologia e à linguagem
Diferenças no acesso à tecnologia
e ao acesso à linguagem
ocorrem ao mesmo tempo.
Como resultado, milhões de pessoas
não conseguem acessar conteúdos
que podem entender em seus próprios idiomas
ou em formatos acessíveis.
● Inteligência artificial e automação
A expansão dessas tecnologias
abre oportunidades para inclusão.
Mas também pode haver risco de exclusão
quando as tecnologias não são criadas
pensando na acessibilidade.
● Precisam trabalhar juntos
Reduzir essas diferenças requer
cooperação de longo prazo entre:
- países
- setores
- e comunidades.
A cooperação deve garantir
a troca de conhecimento
e que os países aceitem as mesmas regras
para trabalhar juntos.
3. Ideias que constroem a Declaração
● Direito de entender
Todos têm o direito de receber informações
e comunicar-se em formatos acessíveis:
● oral
● escrito
● materiais digitais
● imagens
● sistemas aumentativos
ou alternativos de comunicação.
Informações acessíveis devem permitir:
● compreender
● decidir
● participar em igualdade de condições.
● Acessibilidade
O design universal propõe criar:
● textos
● ambientes
● tecnologias
● serviços
que todas as pessoas possam usar e entender.
Acessibilidade também inclui:
● ser capaz de entender
para poder se comunicar.
● Participação ativa
As pessoas devem participar
na criação e validação de materiais acessíveis
e comunicação inclusiva.
Isso inclui:
● pessoas com deficiência
● pessoas com dificuldade de leitura ou escrita
● pessoas que falam línguas indígenas
● grupos e comunidades
com experiência técnica ou de vida.
A participação deve ser real
para influenciar decisões importantes
sobre a acessibilidade de conteúdo,
ambientes e políticas públicas.
● Pluralidade linguística
A acessibilidade reconhece
e respeita a diversidade de idiomas:
● espanhol
● português
● inglês
● francês
● línguas indígenas
● línguas de sinais.
Essa diversidade faz parte da identidade cultural
da América, Espanha e Portugal.
Essa diversidade linguística é a base
da comunicação inclusiva.
● Ética profissional
Criação e validação de textos acessíveis
devem ser realizadas com:
● conhecimento
● compromisso
● qualidade comprovada
● reconhecimento justo do trabalho.
● Cooperação regional
Os países do Sul e toda a América
devem trabalhar juntos
para criar regras comuns sobre:
● linguagem acessível
● acessibilidade cognitiva.
Essa cooperação reconhece a relação entre:
● acessibilidade
● educação
● cultura
● trabalho.
A cooperação regional deve:
● reunir diferentes conhecimentos e experiências
● promover o desenho universal
● promover tecnologias acessíveis
● incluir a diversidade de línguas.
4. Compromissos compartilhados
Nós nos comprometemos a:
● Promover políticas e práticas públicas
que reconheçam a linguagem acessível
como um direito humano que atravessa
todos os outros direitos.
- Linguagem acessível é essencial para:
- a educação
- a cultura
- o trabalho
- a igualdade na compreensão
- a participação
- a vida na democracia.
● Incorporar acessibilidade cognitiva
em todas as etapas do projeto de:
- políticas
- serviços
- tecnologias.
Garantir que a criação
e o controle de informações acessíveis
inclua a participação ativa da:
- sociedade civil
- universidades e centros de estudos
- comunidades locais.
● Desenvolver programas acessíveis de alfabetização
e treinamento profissional em:
● leitura fácil
● linguagem simples
● tradução audiovisual.
Esses programas devem ter:
● certificação
● reconhecimento trabalhista
● cooperação técnica entre países.
● Suporte
- pesquisa sobre diferentes temas
- avaliação participativa
- e a produção de evidências sobre compreensão,
impacto e participação.
Essas evidências devem orientar
- políticas públicas
- decisões baseadas no conhecimento
- evidências -boas práticas.
● Promover na região:
- formas de cooperação
- observatórios
- plataformas de treinamento
que garantam a continuidade das políticas linguísticas acessíveis
e seu monitoramento por vários países.
● Criar e fortalecer redes nacionais ibero-americanas e pan-americanas,
como a Rede Pan-Americana de Línguas Acessíveis.
Essas redes devem:
- coordenar esforços
- compartilhar o aprendizado
- promover a inovação social na acessibilidade cognitiva.
● Promover a colaboração e intercâmbios com:
- organizações da Sociedade Civil
- universidades
- instituições acadêmicas em outras regiões.
Promoção dessa cooperação em acordos políticos
que são conhecidas como Sul-Sul e Sul-Norte.
5. Principais linhas de ação 2025–2027
● Defender a educação e a alfabetização acessível
Promover programas educacionais
em linguagem simples e leitura fácil
em todos os níveis educacionais.
● Desenvolver tecnologia acessível e inteligência artificial
Promover a acessibilidade cognitiva para estar presente em:
- plataformas digitais
- softwares
- conteúdo criado com sistemas automáticos.
A tecnologia deve ter um uso ético
e respeitar o direito de entender.
● Apoiar a cultura audiovisual e a mediação
Promover a criação de versões acessíveis e multilíngues de:
- obras culturais
- museus
- mídia
- bibliotecas.
● Garantir comunicação pública
clara, verdadeira e compreendida.
● Fortalecer a cooperação na região.
Construir alianças duradouras entre:
- governos
- universidades
- organizações de pessoas com deficiência
- organizações da sociedade civil
Essa cooperação pode estar dentro das políticas conhecidas
como Sul-Sul e Sul-Norte.
● Promover a linguagem acessível nas Nações Unidas
Para garantir acessibilidade em toda a sua comunicação:
- nos espaços onde os tratados são negociados
por exemplo: CDPD, CRC, HRCt tee e CESCR.
- em agências das Nações Unidas
- na estratégia conhecida como UNDIS.
6. Natureza e acompanhamento
Esta Declaração é feita na cidade do Rio de Janeiro
em 30 de outubro de 2025.
É resultado do acordo entre atores públicos, sociais e acadêmicos
que participaram do CLALS 2025.
Convidamos:
● países
● organizações internacionais
● universidades
● organizações sociais
a disseminar esta Declaração,
implementá-la e avaliar seus princípios.
Também convidamos a:
● apresentar o progresso na
Conferência de Acompanhamento de 2026,
durante a Assembleia Geral das Nações Unidas.
● compartilhar os avanços em 2026
em sessões relacionadas à CRPD,
por exemplo, na reunião do COSP.
7. Significado e projeção
A Declaração do Rio apresenta uma visão
sobre a Linguagem Acessível
dos países da América, Espanha e Portugal.
Essa visão entende linguagem acessível
como um direito humano que atravessa todos os outros direitos
e como uma ferramenta para a participação inclusiva.
A Declaração busca garantir
que nenhuma pessoa fique de fora da:
– plena participação
– educação
– trabalho
– acesso à saúde
– participação na vida pública e privada
– acesso à justiça
– mundo digital.
Essas barreiras não deveriam existir
por falta de compreensão.
A Declaração afirma que entender
não é um privilégio.
Compreender é uma forma concreta
de exercer dignidade e liberdade.

219
O problema
Introdução
Estamos na cidade do Rio de Janeiro.
Participamos da Conferência Latino-Americana
sobre Linguagem Simples - Leitura Fácil
(CLALS 2025).
Nesta conferência participamos:
● Governos de diferentes países
● Organizações Internacionais
● Universidades
● Organizações da Sociedade Civil
● grupos de pessoas que lutam por seus direitos
na América, Espanha e Portugal.
Nós nos encontramos com um objetivo comum:
defender o direito de entender.
O direito de entender é importante para:
● Dignidade humana:
cada pessoa tem seu valor
e merece ser tratada com respeito.
Informações em linguagem acessível
ajudam a dar esse respeito.
● Inclusão social:
Todas as pessoas devem ter a oportunidade
de participar de suas comunidades.
● Democracia participativa:
As pessoas podem ter sua opinião,
decidir e participar melhor em sua comunidade
quando entendem o que os governos comunicam.
Nós nos comprometemos a trabalhar entre 2025 e 2027.
Queremos construir um plano comum
para fortalecer a linguagem acessível.
Nós acreditamos que a linguagem acessível
é um direito humano transversal.
Isso significa que é necessária
para todos os aspectos da vida.
1. Base desta Declaração
1. Ideias gerais
As ideias gerais desta Declaração surgem de vários acordos internacionais:
● Declaração Universal dos Direitos Humanos
(Assembleia Geral das Nações Unidas,
Resolução 217, 10 de dezembro de 1948).
● Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos
(Assembleia Geral das Nações Unidas,
Resolução 2200, 16 de dezembro de 1966).
● Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais
(Assembleia Geral das Nações Unidas,
Resolução 2200, 16 de dezembro de 1966).
● Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência
(2006).
Especialmente os artigos:
- 9 (Acessibilidade)
- 13 (Acesso à Justiça)
- 21 (Liberdade de expressão e acesso à informação)
- 24 (Educação inclusiva)
- 25 (Saúde)
- 27 (Trabalho e emprego)
- 29 (Participação na vida política e pública)
- 30 (Participação na vida cultural e artística).
● Resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas A/RES/77/25
(2022).
Essa resolução reconhece que o acesso à informação
e a comunicação acessível são fundamentais
para a participação plena.
Também convoca os países da ONU a removerem
barreiras de comunicação e a defender
o acesso a informações de fácil compreensão.
Também convida as agências da ONU
a incluir linguagem acessível nas ações que realizarem.
● Tratado de Marrakech
(Organização Mundial da Propriedade Intelectual, 2013).
Esse tratado reconhece
que pessoas com deficiência
devem poder acessar livros
e outros textos impressos.
Os países devem remover barreiras
ao acesso à informação.
Todas as pessoas devem ter oportunidades iguais
para participar
da vida social e cultural.
● Declaração do México sobre Acesso à Informação
(OEA, 2019).
Essa declaração afirma
que informações claras e acessíveis
são a base da democracia.
● Declaração Universal dos Direitos Linguísticos (Barcelona, 1996)
e Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural (UNESCO, 2001).
Essas duas declarações afirmam
que diferentes línguas
são uma parte importante de nossas culturas.
Por isso, é necessário proteger nossas línguas
e valorizar seu uso em nossas comunidades.
● Declaração de Salamanca (UNESCO, 1994).
Essa declaração afirma
que todas as crianças e jovens
devem aprender em escolas
que incluam todas as pessoas.
Também diz que as escolas
devem oferecer o suporte necessário
para que todos possam estudar juntos.
2. Ideias específicas
Declarações anteriores
focaram em temas separados
como educação, idiomas ou deficiência.
Esta afirmação é diferente
porque propõe unir esses temas
e analisá-los ao mesmo tempo.
Ele também destaca que linguagem acessível
é importante para muitas áreas da vida
E não apenas para um tema específico.
Uma linguagem acessível permite
que todas as pessoas tenham
as mesmas oportunidades de entender, decidir e participar.
Isso favorece uma sociedade mais justa e unida.
Reconhecemos que hoje,
em nossos países,
as principais causas da exclusão social e laboral
são diferenças na educação,
no acesso à tecnologia e na língua.
A acessibilidade cognitiva
é uma ferramenta importante
para todos nós podermos:
● aprender e entender o que lemos
● tomar decisões
● trabalhar e procurar trabalho
● participar de atividades culturais
● exercer nossos direitos em igualdade de condições.
Esta Declaração tem relação
com outros acordos e agendas internacionais:
● UNESCO (Educação 2030)
● CEPAL (Agenda Regional para Inclusão Social)
● MERCOSUR (Plano Estratégico para a Ação Social)
● Nações Unidas (Agenda 2030 e ODS 4, 8, 10, 16 e 17).
Nós propomos que a linguagem acessível
seja um tema presente em todas as políticas
de educação, cultura, tecnologia e digital
de nossos países.
Esta Declaração defende estas ideias:
● Transversalidade:
O direito de entender é o tema central.
Esse direito permite que outros temas sejam analisados
como educação, cultura, trabalho, tecnologia,
comunicação pública e participação no governo.
● Perspectiva ibero-americana e pan-americana
Esta Declaração é dirigida aos países da América
e também à Espanha e Portugal.
Esta Declaração reconhece o espanhol e o português
como línguas que permitem a inclusão nas Américas.
- Diversidade
Também promove a diversidade
de línguas indígenas, crioulas e locais,
porque todas essas línguas
fazem parte da nossa identidade americana
e devem ser respeitadas e valorizadas.
● Abordagem estrutural, não relacionada à saúde
Linguagem acessível não é uma ajuda isolada
para um pequeno grupo ou minoria de pessoas.
A linguagem acessível é feita para toda a sociedade.
É muito importante para atividades e empregos
que precisam avançar com informações e conhecimento.
● Intervenção multi-formato e multicanal
Linguagem acessível
deve estar em diferentes mídias.
Por exemplo:
● textos
● sites e aplicativos
● materiais audiovisuais
● materiais de comunicação.
A linguagem acessível
deve respeitar o design universal
e acesso a tecnologias.
● Governança civil e cooperação regional
A Declaração Incentiva a Criação
da Rede Ibero-Americana e Pan-Americana
de Linguagem Acessível.
Esta Rede será um espaço técnico e plural com:
● organizações da Sociedade Civil
● universidades
● organizações Públicas
● organizações privadas,
● e outros interessados em linguagem acessível.
Esta Declaração não substitui
acordos internacionais anteriores.
Esta Declaração relaciona-se a esses acordos
e os conecta à ideia de linguagem acessível.
Também reforça a ideia de justiça cognitiva:
todas as pessoas devem ter oportunidades iguais
de entender informações
e usar esse conhecimento
para estudar, trabalhar e participar da sociedade.
3. Ideia mais importante
O direito à compreensão
é um direito que permite
que todos os outros direitos sejam exercidos.
Para garantir esse direito, é necessário que:pPaíses
● organizações internacionais
● universidades e centros de estudos
● e organizações da sociedade civil
trabalhem juntos.
Esta Declaração busca construir essa união
e trabalho conjunto com todos os países
da América, Espanha e Portugal.
Esperamos trabalhar
por uma comunicação inclusiva,
participativa e acessível
para todas as pessoas.
2. Situação atual e desafios
● Desigualdades na leitura e escrita
e compreensão da informação em mídia digital
Essas desigualdades continuam sendo
uma barreira para o desenvolvimento inclusivo em nossos países.
● Leis e políticas públicas mal conectadas
Leis e políticas públicas sobre linguagem acessível
ainda não estão bem conectadas entre si.
Por isso, é necessário melhorar a comunicação entre:
● governos
● universidades
● empresas
● e organizações sociais.
● Diferenças no acesso à tecnologia e à linguagem
Diferenças no acesso à tecnologia
e ao acesso à linguagem
ocorrem ao mesmo tempo.
Como resultado, milhões de pessoas
não conseguem acessar conteúdos
que podem entender em seus próprios idiomas
ou em formatos acessíveis.
● Inteligência artificial e automação
A expansão dessas tecnologias
abre oportunidades para inclusão.
Mas também pode haver risco de exclusão
quando as tecnologias não são criadas
pensando na acessibilidade.
● Precisam trabalhar juntos
Reduzir essas diferenças requer
cooperação de longo prazo entre:
- países
- setores
- e comunidades.
A cooperação deve garantir
a troca de conhecimento
e que os países aceitem as mesmas regras
para trabalhar juntos.
3. Ideias que constroem a Declaração
● Direito de entender
Todos têm o direito de receber informações
e comunicar-se em formatos acessíveis:
● oral
● escrito
● materiais digitais
● imagens
● sistemas aumentativos
ou alternativos de comunicação.
Informações acessíveis devem permitir:
● compreender
● decidir
● participar em igualdade de condições.
● Acessibilidade
O design universal propõe criar:
● textos
● ambientes
● tecnologias
● serviços
que todas as pessoas possam usar e entender.
Acessibilidade também inclui:
● ser capaz de entender
para poder se comunicar.
● Participação ativa
As pessoas devem participar
na criação e validação de materiais acessíveis
e comunicação inclusiva.
Isso inclui:
● pessoas com deficiência
● pessoas com dificuldade de leitura ou escrita
● pessoas que falam línguas indígenas
● grupos e comunidades
com experiência técnica ou de vida.
A participação deve ser real
para influenciar decisões importantes
sobre a acessibilidade de conteúdo,
ambientes e políticas públicas.
● Pluralidade linguística
A acessibilidade reconhece
e respeita a diversidade de idiomas:
● espanhol
● português
● inglês
● francês
● línguas indígenas
● línguas de sinais.
Essa diversidade faz parte da identidade cultural
da América, Espanha e Portugal.
Essa diversidade linguística é a base
da comunicação inclusiva.
● Ética profissional
Criação e validação de textos acessíveis
devem ser realizadas com:
● conhecimento
● compromisso
● qualidade comprovada
● reconhecimento justo do trabalho.
● Cooperação regional
Os países do Sul e toda a América
devem trabalhar juntos
para criar regras comuns sobre:
● linguagem acessível
● acessibilidade cognitiva.
Essa cooperação reconhece a relação entre:
● acessibilidade
● educação
● cultura
● trabalho.
A cooperação regional deve:
● reunir diferentes conhecimentos e experiências
● promover o desenho universal
● promover tecnologias acessíveis
● incluir a diversidade de línguas.
4. Compromissos compartilhados
Nós nos comprometemos a:
● Promover políticas e práticas públicas
que reconheçam a linguagem acessível
como um direito humano que atravessa
todos os outros direitos.
- Linguagem acessível é essencial para:
- a educação
- a cultura
- o trabalho
- a igualdade na compreensão
- a participação
- a vida na democracia.
● Incorporar acessibilidade cognitiva
em todas as etapas do projeto de:
- políticas
- serviços
- tecnologias.
Garantir que a criação
e o controle de informações acessíveis
inclua a participação ativa da:
- sociedade civil
- universidades e centros de estudos
- comunidades locais.
● Desenvolver programas acessíveis de alfabetização
e treinamento profissional em:
● leitura fácil
● linguagem simples
● tradução audiovisual.
Esses programas devem ter:
● certificação
● reconhecimento trabalhista
● cooperação técnica entre países.
● Suporte
- pesquisa sobre diferentes temas
- avaliação participativa
- e a produção de evidências sobre compreensão,
impacto e participação.
Essas evidências devem orientar
- políticas públicas
- decisões baseadas no conhecimento
- evidências -boas práticas.
● Promover na região:
- formas de cooperação
- observatórios
- plataformas de treinamento
que garantam a continuidade das políticas linguísticas acessíveis
e seu monitoramento por vários países.
● Criar e fortalecer redes nacionais ibero-americanas e pan-americanas,
como a Rede Pan-Americana de Línguas Acessíveis.
Essas redes devem:
- coordenar esforços
- compartilhar o aprendizado
- promover a inovação social na acessibilidade cognitiva.
● Promover a colaboração e intercâmbios com:
- organizações da Sociedade Civil
- universidades
- instituições acadêmicas em outras regiões.
Promoção dessa cooperação em acordos políticos
que são conhecidas como Sul-Sul e Sul-Norte.
5. Principais linhas de ação 2025–2027
● Defender a educação e a alfabetização acessível
Promover programas educacionais
em linguagem simples e leitura fácil
em todos os níveis educacionais.
● Desenvolver tecnologia acessível e inteligência artificial
Promover a acessibilidade cognitiva para estar presente em:
- plataformas digitais
- softwares
- conteúdo criado com sistemas automáticos.
A tecnologia deve ter um uso ético
e respeitar o direito de entender.
● Apoiar a cultura audiovisual e a mediação
Promover a criação de versões acessíveis e multilíngues de:
- obras culturais
- museus
- mídia
- bibliotecas.
● Garantir comunicação pública
clara, verdadeira e compreendida.
● Fortalecer a cooperação na região.
Construir alianças duradouras entre:
- governos
- universidades
- organizações de pessoas com deficiência
- organizações da sociedade civil
Essa cooperação pode estar dentro das políticas conhecidas
como Sul-Sul e Sul-Norte.
● Promover a linguagem acessível nas Nações Unidas
Para garantir acessibilidade em toda a sua comunicação:
- nos espaços onde os tratados são negociados
por exemplo: CDPD, CRC, HRCt tee e CESCR.
- em agências das Nações Unidas
- na estratégia conhecida como UNDIS.
6. Natureza e acompanhamento
Esta Declaração é feita na cidade do Rio de Janeiro
em 30 de outubro de 2025.
É resultado do acordo entre atores públicos, sociais e acadêmicos
que participaram do CLALS 2025.
Convidamos:
● países
● organizações internacionais
● universidades
● organizações sociais
a disseminar esta Declaração,
implementá-la e avaliar seus princípios.
Também convidamos a:
● apresentar o progresso na
Conferência de Acompanhamento de 2026,
durante a Assembleia Geral das Nações Unidas.
● compartilhar os avanços em 2026
em sessões relacionadas à CRPD,
por exemplo, na reunião do COSP.
7. Significado e projeção
A Declaração do Rio apresenta uma visão
sobre a Linguagem Acessível
dos países da América, Espanha e Portugal.
Essa visão entende linguagem acessível
como um direito humano que atravessa todos os outros direitos
e como uma ferramenta para a participação inclusiva.
A Declaração busca garantir
que nenhuma pessoa fique de fora da:
– plena participação
– educação
– trabalho
– acesso à saúde
– participação na vida pública e privada
– acesso à justiça
– mundo digital.
Essas barreiras não deveriam existir
por falta de compreensão.
A Declaração afirma que entender
não é um privilégio.
Compreender é uma forma concreta
de exercer dignidade e liberdade.

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Abaixo-assinado criado em 29 de novembro de 2025