

Cumprimento da Política de Cotas Trans para Khamai Guarino
O problema
Sou Khamai Guarino, mestranda em Educação na Universidade de Brasília. Nós últimos meses fui impedida de entrar por cotas trans, porque minha documentação tinha sido toda homologada, mas às vésperas da banca de héteroidentificação enviei e-mail pedindo por instruções e descobri que havia sido removida da concorrência, sem me avisarem antes nem por email, nem por lista de divulgação.
Fiquei sem direito a interpor recurso para corrigir a documentação que havia enviado errado e fui vítima de atitudes transfóbicas, como a secretaria do curso me incentivando a desistir das cotas, porque era "apto e capaz" e errando os meus pronomes, mas acabei passando pela ampla concorrência.
Já dentro do mestrado, descobri que só poderia concorrer às bolsas de estudo como cotista quem ingressou por cota e que pessoas trans simplesmente não contavam como cotistas, apesar do que estabelecem as Resoluções da UnB. Tentei diversos contatos com a secretaria e o decanato, mas que lavam as mãos, contam sua versão dos fatos e agem com má fé, agravando meu quadro depressivo e me levando, diversas vezes, a pensar em desistir do curso.
Esse abaixo assinado solicita ao programa de Pós-Graduação em Educação da UnB a inclusão de pessoas trans nas cotas para bolsas de estudo e a alteração do meu enquadramento no programa, para que eu tenha minha identidade reconhecida e possa concorrer às bolsas de estudo como candidata transgênero, com base nas violações anteriores da comissão do processo seletivo em relação aos direitos à interposição de recurso e à notificação dos resultados, conquistados por meio da luta dos movimentos trans pela implementação das cotas.

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O problema
Sou Khamai Guarino, mestranda em Educação na Universidade de Brasília. Nós últimos meses fui impedida de entrar por cotas trans, porque minha documentação tinha sido toda homologada, mas às vésperas da banca de héteroidentificação enviei e-mail pedindo por instruções e descobri que havia sido removida da concorrência, sem me avisarem antes nem por email, nem por lista de divulgação.
Fiquei sem direito a interpor recurso para corrigir a documentação que havia enviado errado e fui vítima de atitudes transfóbicas, como a secretaria do curso me incentivando a desistir das cotas, porque era "apto e capaz" e errando os meus pronomes, mas acabei passando pela ampla concorrência.
Já dentro do mestrado, descobri que só poderia concorrer às bolsas de estudo como cotista quem ingressou por cota e que pessoas trans simplesmente não contavam como cotistas, apesar do que estabelecem as Resoluções da UnB. Tentei diversos contatos com a secretaria e o decanato, mas que lavam as mãos, contam sua versão dos fatos e agem com má fé, agravando meu quadro depressivo e me levando, diversas vezes, a pensar em desistir do curso.
Esse abaixo assinado solicita ao programa de Pós-Graduação em Educação da UnB a inclusão de pessoas trans nas cotas para bolsas de estudo e a alteração do meu enquadramento no programa, para que eu tenha minha identidade reconhecida e possa concorrer às bolsas de estudo como candidata transgênero, com base nas violações anteriores da comissão do processo seletivo em relação aos direitos à interposição de recurso e à notificação dos resultados, conquistados por meio da luta dos movimentos trans pela implementação das cotas.

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Abaixo-assinado criado em 17 de setembro de 2026