Contra a reabertura do comércio do DF

O problema

O mundo enfrenta a grave crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Até o momento, o método mais eficaz para evitar o contágio é o isolamento social da população.

No Brasil, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi pioneiro ao suspender aulas e eventos em 14 de março. 5 dias depois, toda a atividade comercial foi suspensa. No dia 28 do mesmo mês, o GDF decretou estado de emergência. Após algumas semanas, contudo, setores do comércio foram pouco a pouco sendo autorizados a reabrirem suas portas. Lotéricas, lojas de conveniência, feiras permanentes, agências bancárias, lojas de móveis e eletroeletrônicos e até óticas. Além de estabelecimentos abertos irregularmente e o comércio informal que nunca deixou de funcionar, reflexos da falta de fiscalização. Com a flexibilização das restrições do comércio, diminui também a adesão ao isolamento social por parte da população, que se sente autorizada a sair de casa devido à quantidade de lojas em funcionamento.

Ao passo que começa-se a diagnosticar e tratar os crescentes novos casos de pessoas infectadas em Brasília, Ibaneis Rocha ignora as recomendações da OMS e anuncia a reabertura do comércio para o início de maio, justamente o período em que é prevista a fase de aceleração da epidemia. Enquanto já são identificadas aglomerações em lojas de móveis e feiras, tal medida incentiva a circulação de pessoas pelas ruas de forma quase que irrestrita, proporcionando uma falsa sensação de que o pior já passou, antes mesmo do pico da doença. 

Ibaneis Rocha atribui a possibilidade de reabertura do comércio à colaboração da população ao acatar as medidas de isolamento, o que permitiria o retorno à "normalidade" com a obrigatoriedade do uso de máscaras. É importante considerar, entretanto, que o risco de contaminação com o uso de máscaras, apesar de baixo, ainda existe. Além disso, os números modestos do novo coronavírus no DF não se devem exclusivamente à adesão da população à quarentena: uma vez que a oferta de testes disponíveis é pequena, há subnotificação de casos e o número de pessoas infectadas pode ser até 5 vezes maior do que o registrado.

Reabrir o comércio agora seria uma forma de atenuar os prejuízos econômicos sofridos por empresas e setores produtivos neste período, mas também arriscaria desnecessariamente vidas de lojistas, funcionários e clientes que estão sendo afetados por tais decisões, assim como de suas famílias e de toda a comunidade. Tentar restabelecer qualquer sensação de "normalidade" tão prematuramente poderia minimizar de forma irresponsável a real gravidade da situação, aumentar o número de vítimas no DF e sobrecarregar o sistema de saúde brasiliense (que também atende demandas de outras regiões). 

A saúde e o bem-estar da população devem ser a prioridade!

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Petterson CostaCriador do abaixo-assinado
Este abaixo-assinado conseguiu 225 apoiadores!

O problema

O mundo enfrenta a grave crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Até o momento, o método mais eficaz para evitar o contágio é o isolamento social da população.

No Brasil, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi pioneiro ao suspender aulas e eventos em 14 de março. 5 dias depois, toda a atividade comercial foi suspensa. No dia 28 do mesmo mês, o GDF decretou estado de emergência. Após algumas semanas, contudo, setores do comércio foram pouco a pouco sendo autorizados a reabrirem suas portas. Lotéricas, lojas de conveniência, feiras permanentes, agências bancárias, lojas de móveis e eletroeletrônicos e até óticas. Além de estabelecimentos abertos irregularmente e o comércio informal que nunca deixou de funcionar, reflexos da falta de fiscalização. Com a flexibilização das restrições do comércio, diminui também a adesão ao isolamento social por parte da população, que se sente autorizada a sair de casa devido à quantidade de lojas em funcionamento.

Ao passo que começa-se a diagnosticar e tratar os crescentes novos casos de pessoas infectadas em Brasília, Ibaneis Rocha ignora as recomendações da OMS e anuncia a reabertura do comércio para o início de maio, justamente o período em que é prevista a fase de aceleração da epidemia. Enquanto já são identificadas aglomerações em lojas de móveis e feiras, tal medida incentiva a circulação de pessoas pelas ruas de forma quase que irrestrita, proporcionando uma falsa sensação de que o pior já passou, antes mesmo do pico da doença. 

Ibaneis Rocha atribui a possibilidade de reabertura do comércio à colaboração da população ao acatar as medidas de isolamento, o que permitiria o retorno à "normalidade" com a obrigatoriedade do uso de máscaras. É importante considerar, entretanto, que o risco de contaminação com o uso de máscaras, apesar de baixo, ainda existe. Além disso, os números modestos do novo coronavírus no DF não se devem exclusivamente à adesão da população à quarentena: uma vez que a oferta de testes disponíveis é pequena, há subnotificação de casos e o número de pessoas infectadas pode ser até 5 vezes maior do que o registrado.

Reabrir o comércio agora seria uma forma de atenuar os prejuízos econômicos sofridos por empresas e setores produtivos neste período, mas também arriscaria desnecessariamente vidas de lojistas, funcionários e clientes que estão sendo afetados por tais decisões, assim como de suas famílias e de toda a comunidade. Tentar restabelecer qualquer sensação de "normalidade" tão prematuramente poderia minimizar de forma irresponsável a real gravidade da situação, aumentar o número de vítimas no DF e sobrecarregar o sistema de saúde brasiliense (que também atende demandas de outras regiões). 

A saúde e o bem-estar da população devem ser a prioridade!

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Petterson CostaCriador do abaixo-assinado

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Abaixo-assinado criado em 18 de abril de 2020