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Procon
Presidente da Coca-Cola Brasil
Xiemar Zarazúa
Presidente da Coca-Cola Brasil
Xiemar Zarazúa
Presidente do CONAR
Gilberto C. Leifert
Secretaria Executiva
Conar
Conar
Assessor
Conar

Conar e Coca-cola: Propaganda enganosa é crime!

Pedimos a remoção imediata da campanha publicitária "Energia Positiva" que está sendo veiculada pela Coca-Cola no Brasil em comerciais de televisão, cinema, outdoors, pontos de venda e plataforma online. Esta campanha foi proibida por órgãos do México e do Reino Unido por ser considerada enganosa e trazer riscos à saúde. A campanha transmite informações erradas aos consumidores, pois promove o consumo maior de calorias para ser gasto com diferentes atividades físicas, e ainda não deixa claro que esse produto contém sódio e outros aditivos químicos que podem acarretar em problemas de saúde. Este tipo de publicidade contribui para agravar a epidemia atual de sobrepeso e obesidade que a população brasileira está sofrendo. 

A denúncia realizada tanto no México quanto no Reino Unido foi focada no risco para a saúde representado pela promoção de um maior consumo de calorias. O mesmo se aplica aqui, considerando que mais de 50% de todos os adultos no Brasil já está acima do peso ideal, pois consome uma quantidade excessiva de calorias e pratica pouca atividade física. Estudos científicos já comprovam que o consumo regular de bebidas açucaradas está associado com o maior risco de desenvolvimento de obesidade, síndrome metabólica e diabetes. A Coca-Cola tenta associar a imagem da sua marca a pessoas saudáveis e exercícios físicos, porém ela é responsável por introduzir no mercado produtos com altas taxas de açúcar, e de sódio, e pouco nutritivos, que contribuem para o aumento da obesidade, diabetes e outros problemas de saúde. Ou seja, muitas calorias vazias e nada de energia positiva!

Não podemos permitir que a Coca-cola continue veiculando um comercial com informações erradas sobre o consumo e o gasto de calorias, pois passa a ideia de que as calorias que a bebida oferece são “boas” e ainda não deixa claro como gastar essas calorias. Vamos pressioná-los a removerem a campanha "Energia Positiva", para que tenham assim mais responsabilidade com os consumidores sobre os riscos de saúde que seus produtos oferecem. 

* Nós somos a Frente pela Regulação da Publicidade de Alimentos, um grupo de entidades da sociedade civil, instituições de pesquisa e outras entidades que visam proteger a saúde da população buscando normas mais fortes para regulamentar a publicidade de alimentos. 


Letter to
Procon
Presidente da Coca-Cola Brasil Xiemar Zarazúa
Presidente da Coca-Cola Brasil Xiemar Zarazúa
and 4 others
Presidente do CONAR Gilberto C. Leifert
Secretaria Executiva Conar
Conar
Assessor Conar
Propaganda enganosa é crime. Portanto, nós abaixo-assinados não aceitamos a decisão do Conselho Nacional de Auto Regulamentação Publicitária (CONAR) em manter a campanha publicitária da marca Coca-cola no Brasil, "Energia Positiva" no ar. Pedimos portanto que:

1) o CONAR reveja a sua decisão e que a campanha da Coca Cola "Energia Positiva" seja imediatamente retirada do ar e dos demais espaços onde está sendo veiculada no momento.

2) a SENACON e os PROCONs tomem providencias em relação a campanha enganosa da Coca Cola "Energia Positiva" para que seja imediatamente retirada do ar e dos demais espaços onde está sendo veiculada no momento, assim como, para que sejam aplicadas as sanções administrativas cabíveis. Evidenciam também a necessidade de que a população e entidades preocupadas com o tema da saúde pública exijam mudanças.

3) a Coca Cola Brasil, que já declarou mudanças em sua política de marketing, mas que ainda não são suficientes, imediatamente retire a campanha "Energia Positiva" do ar e dos demais espaços onde está sendo veiculada no momento.

Mais uma vez nós brasileiros estamos expostos ao veredicto astucioso do CONAR que acaba de arquivar (em 18/07/2013) a reclamação que solicitava pela suspensão da veiculação da campanha publicitária da marca Coca-Cola no Brasil. O CONAR delibera sem nenhum tipo de controle social efetivo e defendendo interesses comerciais e concorrenciais das empresas, e não os interesses dos consumidores ou a saúde da população.

Para o órgão, o brasileiro saberia que o consumo de qualquer produto em excesso pode fazer mal à saúde. Mas isso não é verdade. E fica mais difícil saber que produtos fazem mal se suas publicidades, muitas delas dirigidas ao público infantil, realçam falsos valores positivos, e ocultam seus potenciais malefícios.

Decisões como esta evidenciam o equívoco do Estado em deixar de regulamentar a publicidade de alimentos, e, consequentemente, apostar na autorregulamentação publicitária como única forma de coibir propagandas enganosas e abusivas e fazer cumprir o Código de Defesa do Consumidor. Evidenciam também a necessidade de que a população e entidades preocupadas com o tema da saúde pública exijem que mudanças.

Esta campanha publicitária já foi considerada enganosa e foi retirada do ar no México e no Reino Unido, queremos que ela seja proibida também no Brasil. Esta campanha presta um deserviço à população, enganando o consumidor a consumir uma bebida com alta quantidade de açúcar e com informações erradas sobre o gasto de calorias.