Pelo Tratamento Completo do Esgoto da Zona Sul do Rio de Janeiro

O problema

Este se trata do mais emblemático exemplo do problema do NÃO tratamento de esgoto no Brasil! Ele afeta não apenas o oceano no Rio de Janeiro (na praia mais famosa do planeta), como também de todas as cidades litorâneas do país. E a solução é comum a todas as cidades brasileiras! Além da água de reuso limpa, que pode ser vendida pelos municípios para as indústrias (gerando renda), outro subproduto do tratamento de esgoto é riquíssimo em nutrientes. O lodo gerado pelo tratamento adequado de esgoto é ideal para a recuperação de terras degradadas e arenosas, de forma que voltem a ser agriculturáveis. Esse lodo é usado na Europa e na América do Norte desde a década de 1970. No Brasil, uma lei permitindo seu uso para a agricultura foi finalmente aprovada em 2020! O material não mais irá acabar nos lixões. Portanto, o tratamento adequado do esgoto oferece também a resposta para revigorar áreas para a agricultura, acabar com a dependência brasileira de insumos agrícolas importados (adubos e fertilizantes químicos) e proteger as florestas brasileiras do desmatamento! Vamos tornar este exemplo carioca uma lição para o Brasil! 

O emissário submarino de Ipanema, o primeiro do país, foi inaugurado em 1975 e, desde então, despeja 7.000 litros por segundo de esgoto in natura de toda a Zona Sul do Rio de Janeiro a 3,6 km da praia de Ipanema, ou seja: esgoto sem tratamento algum, que inclui carga orgânica. Não se trata simplesmente de qualquer praia, mas, sim, daquela que é considerada a praia urbana número 1 do mundo. Assim, se você mora ou trabalha nos 17 bairros que constituem a Zona Sul do Rio de Janeiro (Botafogo, Catete, Copacabana, Cosme Velho, Flamengo, Gávea, Humaitá, Ipanema, Jardim Botânico, Lagoa, Laranjeiras, Leblon, Leme, Rocinha, São Conrado, Urca, Vidigal) mais o Centro da cidade, tudo o que você joga na privada, pia ou tanque será injetado diretamente no mar pelo emissário: são aproximadamente 7.000 litros de esgoto sem tratamento por segundo. Isso não somente causa danos ao meio ambiente, como representa riscos de saúde para banhistas e frequentadores das praias da Zona Sul. Tratam-se de métodos medievais de se lidar com o esgoto em pleno século XXI.

A tubulação leva diretamente ao mar produtos de difícil decomposição e altamente poluentes. Segundo Jorge Briard, diretor de produção e operação da CEDAE, "o único tipo de tratamento preliminar feito no esgoto lançado em Ipanema é o gradeamento, [em que apenas] o material grosseiro é retirado." Segundo Paulo Rosman, professor de Engenharia Costeira e Ambiental do Instituto Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a falta de tratamento do esgoto despejado em Ipanema é uma "vergonha total" e "como não há nenhum tratamento de resíduos miúdos, absorventes, cotonetes ou preservativos, por exemplo, não são filtrados." Ele complementa que "qualquer objeto com diâmetro igual ou inferior ao de uma bola de tênis passa pela única grade instalada na tubulação".

Segundo o biólogo Carlos Rangel, Supervisor de monitoramento do Projeto Ilhas do Rio, "o esgoto afeta profundamente o Monumento Natural das Ilhas Cagarras." "Segundo ele, 83% das coletas feitas pela equipe do projeto na região mostraram índices de oxigênio inferiores ao valor mínimo previsto pela resolução federal para águas destinadas à recreação e à proteção de comunidades aquáticas. Biólogos também detectaram a presença de metais pesados em aves e mexilhões." Já segundo o presidente da CEDAE, trata-se de uma “total insanidade” "pensar em fazer tratamento primário no esgoto que chega ao emissário de Ipanema."

Atualmente, a Zona Sul possui ao menos uma área capaz de abrigar uma estação de tratamento do esgoto provindo do Centro e 17 bairros da Zona Sul: o Golf e Country Club em São Conrado, clube elitista que atende uma parcela mínima da população carioca e que é mais marcado pela exclusão social que pelos serviços prestados à população como um todo. Com um projeto arrojado de engenharia e arquitetura, seria possível construir ali uma estação ultramoderna que não somente faça o tratamento do esgoto, mas que também viabilize o reuso da água para fins como irrigação, lavagem de vias e calçadas, e produção industrial. Um projeto ambicioso poderia, inclusive, permitir a co-existência de uma estação de tratamento de última geração para a população do Rio de Janeiro como um todo e seus milhões de visitantes e do clube de golfe para a elite. O lodo gerado pode ser destinado à recuperação de áreas para a agricultura em regiões do estado.

Uma cidade que se candidatou e ganhou a competição para sediar os Jogos Olímpicos de 2016 não pode continuar despejando 7.000 litros por segundo de esgoto in natura em sua praia mais famosa. Por favor, assine e compartilhe. 

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Aaron TorresCriador do abaixo-assinado

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O problema

Este se trata do mais emblemático exemplo do problema do NÃO tratamento de esgoto no Brasil! Ele afeta não apenas o oceano no Rio de Janeiro (na praia mais famosa do planeta), como também de todas as cidades litorâneas do país. E a solução é comum a todas as cidades brasileiras! Além da água de reuso limpa, que pode ser vendida pelos municípios para as indústrias (gerando renda), outro subproduto do tratamento de esgoto é riquíssimo em nutrientes. O lodo gerado pelo tratamento adequado de esgoto é ideal para a recuperação de terras degradadas e arenosas, de forma que voltem a ser agriculturáveis. Esse lodo é usado na Europa e na América do Norte desde a década de 1970. No Brasil, uma lei permitindo seu uso para a agricultura foi finalmente aprovada em 2020! O material não mais irá acabar nos lixões. Portanto, o tratamento adequado do esgoto oferece também a resposta para revigorar áreas para a agricultura, acabar com a dependência brasileira de insumos agrícolas importados (adubos e fertilizantes químicos) e proteger as florestas brasileiras do desmatamento! Vamos tornar este exemplo carioca uma lição para o Brasil! 

O emissário submarino de Ipanema, o primeiro do país, foi inaugurado em 1975 e, desde então, despeja 7.000 litros por segundo de esgoto in natura de toda a Zona Sul do Rio de Janeiro a 3,6 km da praia de Ipanema, ou seja: esgoto sem tratamento algum, que inclui carga orgânica. Não se trata simplesmente de qualquer praia, mas, sim, daquela que é considerada a praia urbana número 1 do mundo. Assim, se você mora ou trabalha nos 17 bairros que constituem a Zona Sul do Rio de Janeiro (Botafogo, Catete, Copacabana, Cosme Velho, Flamengo, Gávea, Humaitá, Ipanema, Jardim Botânico, Lagoa, Laranjeiras, Leblon, Leme, Rocinha, São Conrado, Urca, Vidigal) mais o Centro da cidade, tudo o que você joga na privada, pia ou tanque será injetado diretamente no mar pelo emissário: são aproximadamente 7.000 litros de esgoto sem tratamento por segundo. Isso não somente causa danos ao meio ambiente, como representa riscos de saúde para banhistas e frequentadores das praias da Zona Sul. Tratam-se de métodos medievais de se lidar com o esgoto em pleno século XXI.

A tubulação leva diretamente ao mar produtos de difícil decomposição e altamente poluentes. Segundo Jorge Briard, diretor de produção e operação da CEDAE, "o único tipo de tratamento preliminar feito no esgoto lançado em Ipanema é o gradeamento, [em que apenas] o material grosseiro é retirado." Segundo Paulo Rosman, professor de Engenharia Costeira e Ambiental do Instituto Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a falta de tratamento do esgoto despejado em Ipanema é uma "vergonha total" e "como não há nenhum tratamento de resíduos miúdos, absorventes, cotonetes ou preservativos, por exemplo, não são filtrados." Ele complementa que "qualquer objeto com diâmetro igual ou inferior ao de uma bola de tênis passa pela única grade instalada na tubulação".

Segundo o biólogo Carlos Rangel, Supervisor de monitoramento do Projeto Ilhas do Rio, "o esgoto afeta profundamente o Monumento Natural das Ilhas Cagarras." "Segundo ele, 83% das coletas feitas pela equipe do projeto na região mostraram índices de oxigênio inferiores ao valor mínimo previsto pela resolução federal para águas destinadas à recreação e à proteção de comunidades aquáticas. Biólogos também detectaram a presença de metais pesados em aves e mexilhões." Já segundo o presidente da CEDAE, trata-se de uma “total insanidade” "pensar em fazer tratamento primário no esgoto que chega ao emissário de Ipanema."

Atualmente, a Zona Sul possui ao menos uma área capaz de abrigar uma estação de tratamento do esgoto provindo do Centro e 17 bairros da Zona Sul: o Golf e Country Club em São Conrado, clube elitista que atende uma parcela mínima da população carioca e que é mais marcado pela exclusão social que pelos serviços prestados à população como um todo. Com um projeto arrojado de engenharia e arquitetura, seria possível construir ali uma estação ultramoderna que não somente faça o tratamento do esgoto, mas que também viabilize o reuso da água para fins como irrigação, lavagem de vias e calçadas, e produção industrial. Um projeto ambicioso poderia, inclusive, permitir a co-existência de uma estação de tratamento de última geração para a população do Rio de Janeiro como um todo e seus milhões de visitantes e do clube de golfe para a elite. O lodo gerado pode ser destinado à recuperação de áreas para a agricultura em regiões do estado.

Uma cidade que se candidatou e ganhou a competição para sediar os Jogos Olímpicos de 2016 não pode continuar despejando 7.000 litros por segundo de esgoto in natura em sua praia mais famosa. Por favor, assine e compartilhe. 

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Aaron TorresCriador do abaixo-assinado

Os tomadores de decisão

Cláudio Castro
Cláudio Castro
Governador do Rio de Janeiro
Leonardo Elias Soares
Leonardo Elias Soares
Diretor Presidente da CEDAE
Eduardo Paes (Prefeito do Rio de Janeiro)
Eduardo Paes (Prefeito do Rio de Janeiro)
Prefeito do Rio de Janeiro

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Abaixo-assinado criado em 21 de setembro de 2014