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Petitioning CEMIT - Centro de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (PE) Dra. Rosangela Lessa and 4 others

Cemit e Governo do Estado de Pernambuco: Interditem a Praia de Boa Viagem até a Instalação das Telas de Proteção !

Em 21 anos são 59 ataques de tubarão, com 24 vítimas fatais, a última morte registrada ocorreu em 22/07/2013, trata-se da estudante Bruna Gobbi,18 anos,primeira vítima feminina.

Letter to
CEMIT - Centro de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (PE) Dra. Rosangela Lessa
Secretário de Defesa Social (PE) Wilson Salles Damázio
Chefe de Gabinete, Secretária de Defesa Social (PE) Claudio Antonio Delgado de Borba
and 2 others
Ouvidor, Secretária de Defesa Social (PE) Thomas Edison Xavier Leite de Oliveira
Governador de Pernambuco Eduardo Campos
Cemit e Governo do Estado de Pernambuco.

No Dia 22 de julho de 2013, por volta das 13h30min, a turista Bruna Gobbi foi atacada por um tubarão na Praia de Boa Viagem, Recife, Pernambuco após ser arrastada pela correnteza. A Bruna embarcou na quinta – feira, dia 18 e regressaria no dia 24 quarta – feira, o motivo da viagem foi rever os avós maternos que ela não via há mais de 10 anos.
Segundo os relatos dos primos que estavam com a Bruna, era um dia muito quente e a praia estava lotada, eles então foram abordados pelos bombeiros a respeito da correnteza, mas afirmam que não foram alertados do risco de ataque de tubarões,segundo o site G1.com, a placa mais próxima do local do acidente fica a 100 metros de distância.
Bruna Gobbi foi socorrida, levada a UPA e logo depois transferida para o Hospital da Restauração, durante o percurso teve várias paradas cardíacas, perdeu muito sangue, chegou ao bloco cirúrgico por volta das 15h00min, em um estado extremamente grave, com uma lesão muito extensa, pedaços da musculatura e do tecido ósseo foram perdidos, sua perna esquerda foi amputada 15 centímetros acima do joelho.
Infelizmente Bruna morreu ainda na segunda – feira por volta das 23h30min.
Segundo especialistas, os ataques de tubarão no litoral recifense são resultado do impacto ambiental provocado pela construção do Porto de Suape, Outro fator que contribui para o aparecimento de tubarões na área da Praia de Boa Viagem: são as correntes marinhas que direcionam os animais para esse trecho de 20 quilômetros; e nesse ponto os animais encontram dois canais de águas profundas, e quando o tubarão se desvia da rota migratória comum e entra nesses canais, há grande risco de contato com pessoas. Como o ser humano não faz parte do cardápio alimentar dos tubarões, a maior parte dos ataques acontece por engano: quando a água está turva, o tubarão que está à caça de alimento não consegue perceber a diferença entre uma pessoa e um peixe grande. Só para esclarecer os animais, neste caso os tubarões não tem culpa do que aconteceu, agem por extinto, são movidos pela natureza, culpa tem as autoridades por não tomarem providências efetivas, se somente as placas de aviso fossem efetivas teríamos o número de 59 vítimas ??? Acredito que não !!!
A reincidência dos ataques só comprova que outras medidas precisam ser tomadas urgentemente !!! As placas existem sim, mas já demonstraram não ser suficientes. Então estamos esperando o que para cobrar providências ???
Por isso é importante a Interdição da Praia de Boa Viagem, em determinados períodos do ano,como no inverno quando o clima é mais chuvoso e as águas mais turvas,em que a probabilidade de ataques é mais alta até que providências de segurança aos banhistas como as redes de proteção sejam efetivadas.
Um projeto para a instalação de uma tela de proteção contra tubarões na Praia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, esbarra na burocracia para sair do papel. Proposta pela ONG Instituto Praia Segura em novembro de 2011, a rede de 400 metros seria montada em um trecho em frente ao Edifício Castelinho, nas proximidades da área onde foi registrado o ataque à turista paulistana Bruna Silva Gobbi,e um ano e meio após a apresentação para a colocação do material, o local continua descoberto devido à lentidão do governo de Pernambuco em aprovar. As telas propostas para o litoral da capital pernambucana seguem modelo adotado em 17 praias de Hong Kong, na China.
O presidente do Instituto Propesca, o engenheiro de pesca Bruno Pantoja, também já tentou várias vezes mostrar ao Cemit o projeto criado pela entidade para a problemática dos tubarões, mas nunca foi recebido, conforme afirma ao site G1. O projeto do Propesca é o “Mar para todos”, e a linha principal de atuação é a criação de uma barreira física com a instalação de telas rígidas, retráteis, de dupla galvanização, com material anti-incrustante, em pontos da costa metropolitana. A ideia do projeto é formar uma área de 250 metros reservada e segura aos banhistas, e deixar o resto do mar para o tubarão. Essa tela não oferece risco à captura de qualquer animal, serve apenas para intervir na passagem. Também seriam colocados os chamados shark shields, equipamentos que emitem impulsos eletromagnéticos que afastam tubarões da tela, e sonares para detecção em tempo real de animais que entrem no raio de prospecção, ainda segundo Pantoja, "as pessoas clamam por segurança nas praias, e o Estado está sendo omisso, colocando apenas placas informativas..."
É necessário que haja também campanhas educativas visando alertar banhistas e turistas sobre os riscos reais de ataques de tubarões,
Treinamento dos guarda- vidas e investimentos em segurança e pesquisas.
Outro ponto que deve ser esclarecido é que os representantes do Estado de Pernambuco e da Cemit alegam que a Bruna e seus primos ignoraram os avisos e as placas, colocando assim em risco suas vidas, para esta questão eu só tenho a dizer que a Bruna foi vítima, não suicida. Se ela realmente soubesse do risco, ela nunca teria entrado aquele mar, onde ficaram, seus sonhos, seus planos, seu futuro, sua vida!!!
Segundo o comerciante Fábio Ferreira, que trabalha perto de onde a jovem Bruna Gobbi foi atacada, "Diariamente, você vê muita gente desrespeitando o mar e avançando além dos arrecifes, é algo normal. Você vê inúmeras pessoas quase se afogar, mas no caso da jovem ela foi puxada, ela não avançou”, diz Ferreira.
Com esse abaixo assinado queremos reivindicar medidas imediatas para prevenir novos ataques, alertar sobre o perigo e também esclarecer algumas dúvidas, como por exemplo:
Porque a Praia de Boa Viagem durante o mês de férias, período em que o número de turistas aumenta, não tinha nenhum posto médico, nenhuma ambulância de sobreaviso para atender emergências???
Porque os Bombeiros (Guarda- Vidas) ao verificarem a gravidade e extensão do ferimento não direcionaram a Bruna diretamente ao Hospital da Restauração??? Será que essa demora no atendimento não comprometeu ainda mais seu estado de saúde???
Acompanhando, através das imagens gravadas por populares, o socorro prestado à turista que veio a Pernambuco de férias, o cirurgião especializado em emergências João Veiga viu falhas no atendimento inicial. "Foi um procedimento extremamente equivocado, uma conduta que merece críticas. Há perda de tempo porque não foi feito de maneira esquematizada. Agora, já que não podemos mais resgatá-la da morte, temos que usar o exemplo para aprender", afirma.
Para o médico, algumas medidas poderiam ter minimizado a gravidade do estado de saúde da Bruna,"o bombeiro deveria ter feito um torniquete para evitar a perda de sangue logo quando saiu da praia. O procedimento correto também é agasalhar o paciente, aquecendo-o imediatamente, e colocar os membros para cima, com tronco e cabeça para baixo, para o pouco de sangue que sobra ir para o coração e a cabeça.Além disso, um paciente nesse estado deve ser levado imediatamente para um ambiente hospitalar, não pré - hospitalar (UPA), como ocorreu".
De acordo com João Veiga, é melhor esperar o transporte adequado do paciente para a unidade hospitalar. "Às vezes, a remoção mal feita pode piorar o quadro. Sou a favor de aguardar o transporte, já que é uma conduta máxima do atendimento de urgência", explica.
Outra questão que eu gostaria de deixar para que vocês pensem, falam-se das placas que alertam a respeito do perigo de ataques de tubarões, como se as mesmas fosse suficientes e efetivas, mas e quanto a uma criança não alfabetizada, ou um analfabeto???
O Estado de Pernambuco tem mostrado repudio a ideia de interdição das áreas com iminente risco, com receio de afastar os turistas, porém é necessário que se tome uma atitude. Quantos mais precisarão morrer??? Quantos mais ficarão mutilados até que algo seja feito, até que uma atitude seja tomada???
"É dever do Estado adotar ações que visem à proteção do meio ambiente e defesa da saúde, integridade física e bem estar da população", segundo o promotor de justiça Ricardo Coelho.
Em memória de todas as vítimas fatais, principalmente da nossa querida BRUNA GOBBI e em solidariedade a todos que ficaram mutilados eu peço a sua ajuda.

DESDE JÁ AGRADEÇO, A COLABORAÇÃO E SOLIDARIEDADE DE TODOS !!!
#nãofoiemvão
#vaivalerapena