/\/\ CASA FRANCISCANA FICA! Exigimos que a Prefeitura de SP preserve convênio c/ o serviço


/\/\ CASA FRANCISCANA FICA! Exigimos que a Prefeitura de SP preserve convênio c/ o serviço
O problema
Como cidadãos(as) de São Paulo, não aceitamos a decisão do Sr. Prefeito Ricardo Nunes de interromper o convênio que permite o funcionamento do Núcleo Casa Franciscana.
O local atende 350 pessoas diariamente, com acesso a café da manhã, almoço, lanche, banho, contato c/ familiares, regularização de documentos e as mais diversas demandas de assistência social. O Sr. Prefeito decide interromper também as 80 vagas de acolhimento masculino (jantar e banho) que são oferecidas pela Operação Baixas Temperaturas. As vagas são escassas no território e existe uma demanda enorme de pessoas que não chegam a obter acolhimento, com risco acentuado de morte por hipotermia.
O TRABALHO REALIZADO PELA CASA FRANCISCANA CUSTA EM MÉDIA 700 REAIS POR PESSOA POR MÊS PARA A PREFEITURA DE SÃO PAULO.
Como cidadãos(as) de São Paulo, testemunhamos diariamente a situação crítica da população sem domicílio fixo, vivendo em situação de rua. Pessoas com fome na cidade mais rica da América Latina, em seu maior orçamento da história; pessoas descalças que percorrem grandes distâncias para sobreviver às condições de hostilidade declarada e violência ordinária, em atualização da cena racial de impossibilidade da justiça. Com a consolidação da arquitetura urbana aporofóbica, essas pessoas não encontram espaço na cidade para higiene ou descanso do corpo, verificando-se a restrição severa do sono e comprometimento agudo das atividades fisiológicas.
O contexto de extrema desigualdade que se afigura em nossa cidade não é mero resultado de um desenvolvimento demográfico desordenado em um ambiente ecológico insuficiente para a demanda populacional. Conforme nos ensinou Josué de Castro sobre o problema da fome que permanece no Brasil, estamos diante de um problema político, capaz de exprimir a crise ética e humanitária que se instalou no processo de "cracolandização" perpetrado pela força da ordem na região central de São Paulo.
Exigimos que o Sr. Prefeito Ricardo Nunes se apresente em reunião com os movimentos sociais para discutir a ampliação efetiva do cuidado às pessoas sem domicílio fixo vivendo em situação de risco sanitário nos logradouros e vias públicas da Grande Metrópole Brasileira. A incapacidade para o diálogo em benefício dos menos favorecidos atestará a falência do Estado de seguridade social, no ente federado de maior PIB na distribuição nacional.
Vivemos o capitalismo da violência, em que a morte e a subjugação racial se tornaram negócios lucrativos, com recurso à "banalidade do terror" e o mal como força política, como resultado da concentração do bolsonarismo em São Paulo. Exigimos que a Prefeitura e o Estado de São Paulo cessem imediatamente com toda violência contra o povo, incluindo as formas de violência simbólica como a humilhação pública e a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais organizados pela sociedade civil.
EXIGIMOS QUE A PREFEITURA DE SÃO PAULO ASSEGURE A APLICAÇÃO DO DIREITO COMUM À POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA, INCLUINDO O DIREITO À MORADIA, À ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E DE QUALIDADE, E O DIREITO À SAÚDE INTEGRAL, ALÉM DO RESPEITO AO PRECEITO FUNDAMENTAL DA DIGNIDADE HUMANA.
PELA INTERRUPÇÃO DA POLÍTICA DE CERCAMENTO E DESPOSSESSÃO VERIFICADA NO CICLO RUA-CÁRCERE-INTERNAÇÃO-ABRIGO-PENSÃO A QUE ESTÃO SUBMETIDOS OS PENITENTES URBANOS.
PELO FIM DA VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL DIFUSA COMO TÉCNICA ADMINISTRATIVA DE GESTÃO DA POPULAÇÃO NOS TERRITÓRIOS.
Aguardamos, com esperança, por uma abertura da Prefeitura e do Governo do Estado de São Paulo para a construção de uma linha de cuidado para egressos da economia criminal e inclusão da população sem domicílio fixo em um percurso de saída da moradia precária.
EXIGIMOS POLÍTICAS PÚBLICAS DE ASSISTÊNCIA E CUIDADO PARA A POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA! Pela ampliação da agenda de direitos humanos, direito ao corpo e direito à cidade!
2.340
O problema
Como cidadãos(as) de São Paulo, não aceitamos a decisão do Sr. Prefeito Ricardo Nunes de interromper o convênio que permite o funcionamento do Núcleo Casa Franciscana.
O local atende 350 pessoas diariamente, com acesso a café da manhã, almoço, lanche, banho, contato c/ familiares, regularização de documentos e as mais diversas demandas de assistência social. O Sr. Prefeito decide interromper também as 80 vagas de acolhimento masculino (jantar e banho) que são oferecidas pela Operação Baixas Temperaturas. As vagas são escassas no território e existe uma demanda enorme de pessoas que não chegam a obter acolhimento, com risco acentuado de morte por hipotermia.
O TRABALHO REALIZADO PELA CASA FRANCISCANA CUSTA EM MÉDIA 700 REAIS POR PESSOA POR MÊS PARA A PREFEITURA DE SÃO PAULO.
Como cidadãos(as) de São Paulo, testemunhamos diariamente a situação crítica da população sem domicílio fixo, vivendo em situação de rua. Pessoas com fome na cidade mais rica da América Latina, em seu maior orçamento da história; pessoas descalças que percorrem grandes distâncias para sobreviver às condições de hostilidade declarada e violência ordinária, em atualização da cena racial de impossibilidade da justiça. Com a consolidação da arquitetura urbana aporofóbica, essas pessoas não encontram espaço na cidade para higiene ou descanso do corpo, verificando-se a restrição severa do sono e comprometimento agudo das atividades fisiológicas.
O contexto de extrema desigualdade que se afigura em nossa cidade não é mero resultado de um desenvolvimento demográfico desordenado em um ambiente ecológico insuficiente para a demanda populacional. Conforme nos ensinou Josué de Castro sobre o problema da fome que permanece no Brasil, estamos diante de um problema político, capaz de exprimir a crise ética e humanitária que se instalou no processo de "cracolandização" perpetrado pela força da ordem na região central de São Paulo.
Exigimos que o Sr. Prefeito Ricardo Nunes se apresente em reunião com os movimentos sociais para discutir a ampliação efetiva do cuidado às pessoas sem domicílio fixo vivendo em situação de risco sanitário nos logradouros e vias públicas da Grande Metrópole Brasileira. A incapacidade para o diálogo em benefício dos menos favorecidos atestará a falência do Estado de seguridade social, no ente federado de maior PIB na distribuição nacional.
Vivemos o capitalismo da violência, em que a morte e a subjugação racial se tornaram negócios lucrativos, com recurso à "banalidade do terror" e o mal como força política, como resultado da concentração do bolsonarismo em São Paulo. Exigimos que a Prefeitura e o Estado de São Paulo cessem imediatamente com toda violência contra o povo, incluindo as formas de violência simbólica como a humilhação pública e a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais organizados pela sociedade civil.
EXIGIMOS QUE A PREFEITURA DE SÃO PAULO ASSEGURE A APLICAÇÃO DO DIREITO COMUM À POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA, INCLUINDO O DIREITO À MORADIA, À ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E DE QUALIDADE, E O DIREITO À SAÚDE INTEGRAL, ALÉM DO RESPEITO AO PRECEITO FUNDAMENTAL DA DIGNIDADE HUMANA.
PELA INTERRUPÇÃO DA POLÍTICA DE CERCAMENTO E DESPOSSESSÃO VERIFICADA NO CICLO RUA-CÁRCERE-INTERNAÇÃO-ABRIGO-PENSÃO A QUE ESTÃO SUBMETIDOS OS PENITENTES URBANOS.
PELO FIM DA VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL DIFUSA COMO TÉCNICA ADMINISTRATIVA DE GESTÃO DA POPULAÇÃO NOS TERRITÓRIOS.
Aguardamos, com esperança, por uma abertura da Prefeitura e do Governo do Estado de São Paulo para a construção de uma linha de cuidado para egressos da economia criminal e inclusão da população sem domicílio fixo em um percurso de saída da moradia precária.
EXIGIMOS POLÍTICAS PÚBLICAS DE ASSISTÊNCIA E CUIDADO PARA A POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA! Pela ampliação da agenda de direitos humanos, direito ao corpo e direito à cidade!
2.340
Os tomadores de decisão
Mensagens de apoiadores
Compartilhar este abaixo-assinado
Abaixo-assinado criado em 17 de junho de 2025