

Carta "Por mais amazônidas presentes no debate sobre Amazônia"


Carta "Por mais amazônidas presentes no debate sobre Amazônia"
O problema
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por meio da Fundação Alexandre de Gusmão, e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação estão realizando uma série de encontros preparatórios para Cúpula da Amazônia, prevista para agosto deste ano. Dentro dessa programação, ocorrerá o seminário “Desenvolvimento Sustentável na Amazônia”, no período de 16 a 18 de maio próximo, em Brasília. Trata-se de uma iniciativa de grande relevância, para tratar de uma agenda sócio-bio-econômica-ecológica diante de tantos desafios que ameaçam a Pan-Amazônia e as diversas populações que nela habitam.
Contudo, é importante ressaltar que esse esforço deve compreender as mais diferentes interpretações existentes no território amazônico em diálogo com o mundo. Porém, até então, a feição adotada nos encontros previstos não parece refletir essa pluralidade de percepções e mostra uma sub-representação do corpo de reflexão científica, cultural e política acumulado nas instituições e organismos que experimentam essa região, algumas delas há mais de 100 anos como, por exemplo, o Museu Paraense Emílio Goeldi.
Cabe enfatizar que a presença de um professor da Universidade Federal do Pará na sobredita reunião preparatória é alentadora, entretanto, as indicações do governo federal no conjunto dessa reflexão mereceriam ser sopesadas com outras instituições de pesquisa e de ensino, bem como com as representações políticas das populações desta região.
A percepção que se tem é de que há baixa escuta daqueles que irão sofrer, em última análise, as consequências da futura implantação de programas que, porventura, sejam frutos dessas discussões. Com efeito, perseveram procedimentos e métodos de compor a política pública sem a devida recepção daqueles que estão no território vivenciando os descalabros gerados pelas intervenções do Estado, sobretudo, nos últimos quatro anos
Além disso, convém lembrar que já se tem a gestão do Fundo Amazônia, sediada fora da Amazônia, composto exclusivamente com agentes externos à região, pois quase não há assento nem das instituições de ensino e de pesquisa, nem de governos de estados e de municípios, tanto quanto das representações políticas das populações que aqui vivem.
Há tempo ainda de conceber melhor realização desta reunião, assegurando, desde o início, a representação política, científica e cultural na conformação da pauta dessa discussão.
Faculdade de História/Universidade Federal do Pará
1. Fernando Arthur de Freitas Neves.
2. Edilza Joana Oliveira Fontes.
3. José Maia Bezerra Neto.
4. Pere Petit.
5. Erinaldo Vicente Cavalcanti
6. Maurício Costa
7. Cristina Donza cancela
8. Décio de Alencar Guzmán
9. Dionísio Baró
10. Ipojucan Dias Campos
11. Márcio Couto Henrique
12. Agenor Sarraf Pacheco
13. Antonio Otaviano Vieira Junior
14. Rafael Elias de Queiroz Ferreira
15. Karl Arenz
16. José Alves de Souza Júnior
17. Franciane Lacerda
18. Rafael Chambouleyron
19. Wilma Coelho
20. Mauro Cesar Coelho
21. Lívia L. Silva Forte Maia
O problema
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por meio da Fundação Alexandre de Gusmão, e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação estão realizando uma série de encontros preparatórios para Cúpula da Amazônia, prevista para agosto deste ano. Dentro dessa programação, ocorrerá o seminário “Desenvolvimento Sustentável na Amazônia”, no período de 16 a 18 de maio próximo, em Brasília. Trata-se de uma iniciativa de grande relevância, para tratar de uma agenda sócio-bio-econômica-ecológica diante de tantos desafios que ameaçam a Pan-Amazônia e as diversas populações que nela habitam.
Contudo, é importante ressaltar que esse esforço deve compreender as mais diferentes interpretações existentes no território amazônico em diálogo com o mundo. Porém, até então, a feição adotada nos encontros previstos não parece refletir essa pluralidade de percepções e mostra uma sub-representação do corpo de reflexão científica, cultural e política acumulado nas instituições e organismos que experimentam essa região, algumas delas há mais de 100 anos como, por exemplo, o Museu Paraense Emílio Goeldi.
Cabe enfatizar que a presença de um professor da Universidade Federal do Pará na sobredita reunião preparatória é alentadora, entretanto, as indicações do governo federal no conjunto dessa reflexão mereceriam ser sopesadas com outras instituições de pesquisa e de ensino, bem como com as representações políticas das populações desta região.
A percepção que se tem é de que há baixa escuta daqueles que irão sofrer, em última análise, as consequências da futura implantação de programas que, porventura, sejam frutos dessas discussões. Com efeito, perseveram procedimentos e métodos de compor a política pública sem a devida recepção daqueles que estão no território vivenciando os descalabros gerados pelas intervenções do Estado, sobretudo, nos últimos quatro anos
Além disso, convém lembrar que já se tem a gestão do Fundo Amazônia, sediada fora da Amazônia, composto exclusivamente com agentes externos à região, pois quase não há assento nem das instituições de ensino e de pesquisa, nem de governos de estados e de municípios, tanto quanto das representações políticas das populações que aqui vivem.
Há tempo ainda de conceber melhor realização desta reunião, assegurando, desde o início, a representação política, científica e cultural na conformação da pauta dessa discussão.
Faculdade de História/Universidade Federal do Pará
1. Fernando Arthur de Freitas Neves.
2. Edilza Joana Oliveira Fontes.
3. José Maia Bezerra Neto.
4. Pere Petit.
5. Erinaldo Vicente Cavalcanti
6. Maurício Costa
7. Cristina Donza cancela
8. Décio de Alencar Guzmán
9. Dionísio Baró
10. Ipojucan Dias Campos
11. Márcio Couto Henrique
12. Agenor Sarraf Pacheco
13. Antonio Otaviano Vieira Junior
14. Rafael Elias de Queiroz Ferreira
15. Karl Arenz
16. José Alves de Souza Júnior
17. Franciane Lacerda
18. Rafael Chambouleyron
19. Wilma Coelho
20. Mauro Cesar Coelho
21. Lívia L. Silva Forte Maia
Abaixo-assinado encerrado
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Abaixo-assinado criado em 16 de maio de 2023