Carta em apoio ao Analista Ambiental Marco Antônio de Freitas ESEC MURICI em Alagoas não p

O problema

O Servidor Público Federal, Analista Ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, Marco Antônio de Freitas lotado na Estação Ecológica de Murici, Alagoas, tem sido alvo de medidas administrativas que limitaram sua atuação profissional, especialmente na fiscalização de infrações e crimes contra a biodiversidade da Unidade de Conservação onde atua. 

Entre os pesquisadores em Biodiversidade, o geógrafo Marco Antônio de Freitas é conhecido por sua forte atuação para a proteção da natureza. Essa atuação levou Marco a desenvolver seu mestrado e seu doutorado em Zoologia em cursos reconhecidos. Ao longo da carreira, Marco publicou 22 guias de identificação de anfíbios, répteis e mamíferos e 130 artigos científicos, incluindo descrições de sete novas espécies de répteis. Em reconhecimento à sua atuação profissional, a serpente Apostolepis freitasi, a perereca Bokermannohyla sapiranga e a aranha Iridopelma marcoi foram batizadas em sua homenagem.  

Atuando como servidor público nos últimos 15 anos, Marco de Freitas  se concentrou principalmente na gestão, divulgação e conservação da ESEC de Murici, área mais importante do continente americano em relação ao número de espécies de aves endêmicas e ameaçadas de extinção. Como resultado desse trabalho, nos últimos oito anos foram apreendidas na ESEC Murici 274 armas de fogo, 291 armadilhas de disparo, 324 tatuzeiras, 9.220 gaiolas e alçapões e 7.840 aves resgatadas, sendo 41 destas ameaçadas. Como Fiscal Federal do ICMBio, apreendeu quase 16 mil aves em cativeiro ilegal nos estados do Piauí, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. 

Sua exoneração da gestão da ESEC de Murici, compromete décadas de trabalho, favorecendo o desmatamento e a caça dos últimos indivíduos de espécies criticamente ameaçadas de extinção, exclusivas de Murici, conduzidas por criminosos da região que reconhecem nas ações de Marco de Freitas grande obstáculo para a continuidade das atividades ilegais.

Sua presença e constante articulação com os parceiros do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas e Batalhão Polícia Militar Ambiental de Alagoas são prioritários para manutenção, restauração e criação de corredores ecológicos na Mata Atlântica da ESEC, da Área de Proteção Ambiental Estadual de Murici, além dos fragmentos florestais adjacentes, que podem garantir a conservação da biodiversidade única dessa região. 

Isso exposto, nós que somos dedicados à educação, à ciência, à conservação da biodiversidade e à manutenção de serviços ecológicos fundamentais, estamos preocupados com o futuro da ESEC Murici e sua riqueza única e ameaçada, devido ao afastamento do servidor de suas atividades sistemáticas de fiscalização, proteção e gestão.

Essa carta de apoio ao essencial trabalho desenvolvido pelo servidor Marco de Freitas à frente da ESEC Murici, Alagoas é, também, um apelo à direção do ICMBio para que o servidor tenha seus direitos respeitados, com amplo direito de defesa. 

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Reuber BrandãoCriador do abaixo-assinado

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O problema

O Servidor Público Federal, Analista Ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, Marco Antônio de Freitas lotado na Estação Ecológica de Murici, Alagoas, tem sido alvo de medidas administrativas que limitaram sua atuação profissional, especialmente na fiscalização de infrações e crimes contra a biodiversidade da Unidade de Conservação onde atua. 

Entre os pesquisadores em Biodiversidade, o geógrafo Marco Antônio de Freitas é conhecido por sua forte atuação para a proteção da natureza. Essa atuação levou Marco a desenvolver seu mestrado e seu doutorado em Zoologia em cursos reconhecidos. Ao longo da carreira, Marco publicou 22 guias de identificação de anfíbios, répteis e mamíferos e 130 artigos científicos, incluindo descrições de sete novas espécies de répteis. Em reconhecimento à sua atuação profissional, a serpente Apostolepis freitasi, a perereca Bokermannohyla sapiranga e a aranha Iridopelma marcoi foram batizadas em sua homenagem.  

Atuando como servidor público nos últimos 15 anos, Marco de Freitas  se concentrou principalmente na gestão, divulgação e conservação da ESEC de Murici, área mais importante do continente americano em relação ao número de espécies de aves endêmicas e ameaçadas de extinção. Como resultado desse trabalho, nos últimos oito anos foram apreendidas na ESEC Murici 274 armas de fogo, 291 armadilhas de disparo, 324 tatuzeiras, 9.220 gaiolas e alçapões e 7.840 aves resgatadas, sendo 41 destas ameaçadas. Como Fiscal Federal do ICMBio, apreendeu quase 16 mil aves em cativeiro ilegal nos estados do Piauí, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. 

Sua exoneração da gestão da ESEC de Murici, compromete décadas de trabalho, favorecendo o desmatamento e a caça dos últimos indivíduos de espécies criticamente ameaçadas de extinção, exclusivas de Murici, conduzidas por criminosos da região que reconhecem nas ações de Marco de Freitas grande obstáculo para a continuidade das atividades ilegais.

Sua presença e constante articulação com os parceiros do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas e Batalhão Polícia Militar Ambiental de Alagoas são prioritários para manutenção, restauração e criação de corredores ecológicos na Mata Atlântica da ESEC, da Área de Proteção Ambiental Estadual de Murici, além dos fragmentos florestais adjacentes, que podem garantir a conservação da biodiversidade única dessa região. 

Isso exposto, nós que somos dedicados à educação, à ciência, à conservação da biodiversidade e à manutenção de serviços ecológicos fundamentais, estamos preocupados com o futuro da ESEC Murici e sua riqueza única e ameaçada, devido ao afastamento do servidor de suas atividades sistemáticas de fiscalização, proteção e gestão.

Essa carta de apoio ao essencial trabalho desenvolvido pelo servidor Marco de Freitas à frente da ESEC Murici, Alagoas é, também, um apelo à direção do ICMBio para que o servidor tenha seus direitos respeitados, com amplo direito de defesa. 

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Reuber BrandãoCriador do abaixo-assinado

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Abaixo-assinado criado em 30 de outubro de 2024