Vitória

Carta aberta e abaixo-assinado pela revogação da IN 01/2017 da ABEE

Este abaixo-assinado foi vitorioso com 91 apoiadores!


Carta Aberta e Abaixo Assinado pela Anulação Imediata da Instrução Normativa n° 01/2017 da Associação Brasileira de Escalada Esportiva (ABEE)

Este documento é uma manifestação pública e voluntária dos escaladores abaixo assinados, em repúdio à Instrução Normativa Nº 01/2017 da ABEE, e em nome destes solicita a anulação imediata da referida IN.

A Instrução Normativa N° 01, de 26 de abril de 2017, da ABEE “Estabelece critérios sobre quais membros podem fruir de licença internacional, dos auxílios financeiros, apoios, bolsas, ajuda de custo e outros elementos que configuram benefícios direcionados aos atletas, concedidos ou repassados, diretamente ou indiretamente, pela ABEE.”

A ABEE tem o direito de estabelecer suas próprias normas em relação ao acesso e disponibilização de recursos, auxílios, apoios e semelhantes, no âmbito dos seus associados, porém, a IN 01 acaba alcançando toda comunidade de escaladores ao incluir em seu artigo 2º, os incisos III e IV, conforme texto abaixo:

"Art. 2 – Não será concedida licença internacional e qualquer auxílio financeiro como apoio, bolsa, ajuda de custo ou qualquer outro elemento que configure benefício direcionado ao atleta, em favor do associado ABEE que se inscreva ou participe dos seguintes eventos no presente ano de 2017:

III– Eventos de Escalada Esportiva nacionais, estaduais ou regionais não reconhecidos pela ABEE;

IV– Eventos de Escalada Esportiva com caráter de estabelecer ranking nacional, estadual ou regional homólogo ao da ABEE;"

Considerando que a ABEE é atualmente a única instituição brasileira filiada à International Federation of Sport Climbing (IFSC), é compreensível que os atletas interessados em competir internacionalmente precisem obrigatoriamente estar qualificados no ranking da ABEE, o que implica competir necessariamente nas etapas organizadas pela Associação. Para este fim, no entanto, em nada contribuem os incisos III e IV do Artigo 2°, que ao restringirem a participação dos atletas em outras competições produzem efeitos desagregadores, na medida em que:

1.     Representam uma orientação no sentido da monopolização do cenário de competições da escalada esportiva no Brasil;

2.     Ferem a liberdade e o direito dos atletas de alto nível associados à ABEE de participarem de competições nas suas cidades e estados de origem;

3.     Dificultam a atuação e desenvolvimento de instituições regionais e estaduais de escalada, cujos eventos deixarão de contar com a participação de atletas que são referência no esporte;

4.     Prejudicam a divulgação, promoção e o desenvolvimento da escalada ao reduzir as oportunidades de visibilidade de atletas que buscam patrocínio;

5.     Limitam a ampliação do mercado para produtos e serviços de escalada esportiva.

A elaboração e divulgação da IN 01 da ABEE, há menos de duas semanas da Abertura de Temporada de Montanha do Rio de Janeiro, quando ocorre o Campeonato Brasileiro de Boulder da CBME em parceria com Federação de Esportes de Montanha do Rio de Janeiro (FEMERJ), é um indício da motivação do documento de fragilizar outras instituições e iniciativas associadas ao montanhismo.

Restringir ao invés de democratizar é um erro que transforma direitos em privilégios e, praticamente sem exceções, resulta em conflitos, elitização e desigualdades. Tal atitude não é compatível com os valores éticos e morais da escalada, do montanhismo, ou do esporte em qualquer categoria. No Rio de Janeiro, a acessibilidade das competições de escalada estaduais da FEMERJ e a nacional da CBME, vem permitindo a inclusão de pessoas de diferentes níveis de renda e faixas etárias na prática da escalada e atraindo novo público para o esporte.

Diante do exposto, a comunidade escaladora vem se posicionar contra a IN Nº 1 da ABEE, especialmente quando a escalada vive um momento de aumento de visibilidade no país e no mundo.  O receio é que a tentativa de restrição que hoje se refere às competições de escalada esportiva estenda-se a outras áreas do esporte, prejudicando o desenvolvimento das instituições, dos profissionais, do público e da prática da escalada com um todo.

Diante disso, nós, abaixo assinados, repudiamos e solicitamos a anulação da IN 01/2017 da ABEE.

 



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