🎯 CARTA ABERTA AOS BISPOS DO BRASIL: Súplica em defesa da Pátria e do povo brasileiro

Assinantes recentes:
Cleuza Amaral de Moura e outras 19 pessoas assinaram recentemente.

O problema

Reverendíssimos Senhores Bispos do Brasil,

 

Nós, fiéis leigos católicos, individualmente e através de instituições representativas do laicato, conscientes da nossa missão batismal e do chamado à corresponsabilidade na vida eclesial e social, por meio desta carta desejamos manifestar, com profundo respeito, a nossa — já indisfarçável — inquietação diante do momento gravíssimo que atravessamos.

Movidos pelo amor à Igreja e à Pátria, e profundamente unidos ao Santo Padre, o Papa Leão XIV, Sucessor de Pedro, bem como a todo o clero brasileiro, a quem devemos respeito e obediência, dirigimos estas linhas não como “julgamento” ou belicismo, mas como um apelo sincero e urgente.

Vivemos em tempos de confusão moral, inversão de valores, perseguição a inocentes, silenciamento de vozes legítimas, cerceamento da liberdade religiosa e um crescente abismo entre a verdade e a realidade pública — cada vez mais sombria. Sendo assim, muitos dos fiéis se sentem órfãos de uma palavra profética que ilumine, denuncie e anuncie, com caridade, mas também — e sobretudo — com coragem, a verdade, como é e sempre foi missão da Igreja em todos os tempos e lugares.

Não ignoramos o peso que recai sobre os ombros de Vossas Excelências, pastores de um rebanho tão numeroso quanto o deste vasto território. Sabemos que discernir, agir e falar exige, sim, prudência, caridade e fidelidade ao Santo Evangelho. Contudo, justamente por isso, confiamos na sempre necessária assistência do Espírito Santo e ansiamos por uma palavra clara, firme e encorajadora, que nos ajude a discernir os sinais dos tempos e a resistir ao mal com fé, esperança e amor.

“Não tenhais medo!”
(São João Paulo II, cf. Jo 6,20)

“Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho.”
(1Cor 9,16)

 

É com esse espírito que rogamos à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil — CNBB —, às Dioceses, na pessoa de cada um dos seus Bispos, e ao clero de modo geral, quer seja individualmente (como uma “voz que clama no deserto”), quer de forma conjunta ou institucional, que:

1º) Denunciem, sem receio, os abusos reiterados que temos assistido e dos quais somos vítimas, por parte do Supremo Tribunal Federal que, ao extrapolar de forma acentuada sua função de guardião da Constituição Federal e usurpar competências, tem gerado, reiteradamente, desarmonia, sofrimento e insegurança ao povo brasileiro, por meio de rompantes autoritários;

2º) Deem voz aos injustiçados do “08 de janeiro”, e aos perseguidos políticos de forma geral, que têm sofrido abusos sistemáticos e recebido condenações absurdas e desproporcionais (para não dizer, seletivas), ao passo que todos assistimos, perplexos, ao triunfo da impunidade, onde assassinos, traficantes e corruptos têm recebido tratamento notadamente mais brando por parte da Justiça;

3º) Reajam à censura prévia e injusta, por meio da qual se tenta calar um espectro político inteiro da Nação, sob alegações de “discurso de ódio” ou disseminação de “fake news”, revelando com isso uma parcialidade inegável e profundamente preocupante;

4º) Não silenciem diante das injustiças clamorosas que se abatem sobre tantos brasileiros — inclusive clérigos — caluniados ou perseguidos injustamente, apenas por professarem a fé, defenderem valores inegociáveis ou trazerem à luz verdades "incômodas" do evangelho;

5º) Fortaleçam, os fiéis, com orientações seguras e coerentes, especialmente frente à cultura da morte, à ideologia de gênero, à relativização da verdade, ao pensamento único e à politização abusiva do Judiciário;

6º) Lembrem-se dos muitos cidadãos brasileiros que, diante de perseguições implacáveis, têm sido forçados a abandonar suas famílias e trabalhos, buscando autoexílio — situação essa já reconhecida por alguns países de destino e por parte da mídia internacional;

7º) Despertem os fiéis e a sociedade em geral para o risco real da consolidação de uma tirania judiciária que vem se estabelecendo de forma cada vez mais evidente em nosso país — realidade absolutamente estranha à nossa história, identidade e cultura;

8º) Reafirmem à Nação que a Igreja é Mãe e Mestra, e que sua missão transcende a política, mas jamais se ausenta da história — sobretudo quando estão em jogo a dignidade humana e a liberdade de consciência (segundo o entendimento da Igreja) de toda uma coletividade;

Excelências Reverendíssimas, esta carta expressa o clamor de filhos que, amando profundamente a Igreja, confiam em seus pastores como faróis no meio da tempestade. Não pedimos respostas fáceis, nem discursos ideológicos, mas gestos proféticos e corajosos, que inspirem os corações a permanecerem firmes na fé e na Verdade, mesmo em meio às trevas. A verdade do Evangelho não se cala diante da opressão, da mentira ou do medo.

Como ensina o Catecismo da Igreja Católica (§1807):

“A justiça é a constante e firme vontade de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido.”

A coragem, quando unida à caridade e à verdade, é luz para os povos e consolo para os que sofrem. Por isso, imploramos que a Igreja no Brasil, através de seus pastores, reacenda nos corações a esperança, fortaleça os que estão abatidos e ilumine os que se sentem perdidos.

Queremos caminhar juntos, como membros do mesmo Corpo. Mas para não nos perdermos no caminho, precisamos escutar a voz dos nossos pastores. Que o Espírito Santo vos conduza em cada discernimento e vos fortaleça com os dons da sabedoria, da fortaleza e do temor de Deus, unindo-nos na verdade, na caridade e na justiça. 

Que esta carta seja acolhida como expressão de submissão e apreço de filhos para com seus pais na fé. Na esperança de um novo tempo de fidelidade, verdade e liberdade, firmamo-nos na comunhão com a Santa Igreja e com seus legítimos pastores. Que Maria Santíssima, Rainha do Clero, interceda junto ao seu Filho por cada um de vós.

 

Paz e Bem!

Iniciativa União Apostólica Cardeal Leme

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Thiago CostaCriador do abaixo-assinadoUACL - União Apostólica Cardeal Leme

1.556

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O problema

Reverendíssimos Senhores Bispos do Brasil,

 

Nós, fiéis leigos católicos, individualmente e através de instituições representativas do laicato, conscientes da nossa missão batismal e do chamado à corresponsabilidade na vida eclesial e social, por meio desta carta desejamos manifestar, com profundo respeito, a nossa — já indisfarçável — inquietação diante do momento gravíssimo que atravessamos.

Movidos pelo amor à Igreja e à Pátria, e profundamente unidos ao Santo Padre, o Papa Leão XIV, Sucessor de Pedro, bem como a todo o clero brasileiro, a quem devemos respeito e obediência, dirigimos estas linhas não como “julgamento” ou belicismo, mas como um apelo sincero e urgente.

Vivemos em tempos de confusão moral, inversão de valores, perseguição a inocentes, silenciamento de vozes legítimas, cerceamento da liberdade religiosa e um crescente abismo entre a verdade e a realidade pública — cada vez mais sombria. Sendo assim, muitos dos fiéis se sentem órfãos de uma palavra profética que ilumine, denuncie e anuncie, com caridade, mas também — e sobretudo — com coragem, a verdade, como é e sempre foi missão da Igreja em todos os tempos e lugares.

Não ignoramos o peso que recai sobre os ombros de Vossas Excelências, pastores de um rebanho tão numeroso quanto o deste vasto território. Sabemos que discernir, agir e falar exige, sim, prudência, caridade e fidelidade ao Santo Evangelho. Contudo, justamente por isso, confiamos na sempre necessária assistência do Espírito Santo e ansiamos por uma palavra clara, firme e encorajadora, que nos ajude a discernir os sinais dos tempos e a resistir ao mal com fé, esperança e amor.

“Não tenhais medo!”
(São João Paulo II, cf. Jo 6,20)

“Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho.”
(1Cor 9,16)

 

É com esse espírito que rogamos à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil — CNBB —, às Dioceses, na pessoa de cada um dos seus Bispos, e ao clero de modo geral, quer seja individualmente (como uma “voz que clama no deserto”), quer de forma conjunta ou institucional, que:

1º) Denunciem, sem receio, os abusos reiterados que temos assistido e dos quais somos vítimas, por parte do Supremo Tribunal Federal que, ao extrapolar de forma acentuada sua função de guardião da Constituição Federal e usurpar competências, tem gerado, reiteradamente, desarmonia, sofrimento e insegurança ao povo brasileiro, por meio de rompantes autoritários;

2º) Deem voz aos injustiçados do “08 de janeiro”, e aos perseguidos políticos de forma geral, que têm sofrido abusos sistemáticos e recebido condenações absurdas e desproporcionais (para não dizer, seletivas), ao passo que todos assistimos, perplexos, ao triunfo da impunidade, onde assassinos, traficantes e corruptos têm recebido tratamento notadamente mais brando por parte da Justiça;

3º) Reajam à censura prévia e injusta, por meio da qual se tenta calar um espectro político inteiro da Nação, sob alegações de “discurso de ódio” ou disseminação de “fake news”, revelando com isso uma parcialidade inegável e profundamente preocupante;

4º) Não silenciem diante das injustiças clamorosas que se abatem sobre tantos brasileiros — inclusive clérigos — caluniados ou perseguidos injustamente, apenas por professarem a fé, defenderem valores inegociáveis ou trazerem à luz verdades "incômodas" do evangelho;

5º) Fortaleçam, os fiéis, com orientações seguras e coerentes, especialmente frente à cultura da morte, à ideologia de gênero, à relativização da verdade, ao pensamento único e à politização abusiva do Judiciário;

6º) Lembrem-se dos muitos cidadãos brasileiros que, diante de perseguições implacáveis, têm sido forçados a abandonar suas famílias e trabalhos, buscando autoexílio — situação essa já reconhecida por alguns países de destino e por parte da mídia internacional;

7º) Despertem os fiéis e a sociedade em geral para o risco real da consolidação de uma tirania judiciária que vem se estabelecendo de forma cada vez mais evidente em nosso país — realidade absolutamente estranha à nossa história, identidade e cultura;

8º) Reafirmem à Nação que a Igreja é Mãe e Mestra, e que sua missão transcende a política, mas jamais se ausenta da história — sobretudo quando estão em jogo a dignidade humana e a liberdade de consciência (segundo o entendimento da Igreja) de toda uma coletividade;

Excelências Reverendíssimas, esta carta expressa o clamor de filhos que, amando profundamente a Igreja, confiam em seus pastores como faróis no meio da tempestade. Não pedimos respostas fáceis, nem discursos ideológicos, mas gestos proféticos e corajosos, que inspirem os corações a permanecerem firmes na fé e na Verdade, mesmo em meio às trevas. A verdade do Evangelho não se cala diante da opressão, da mentira ou do medo.

Como ensina o Catecismo da Igreja Católica (§1807):

“A justiça é a constante e firme vontade de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido.”

A coragem, quando unida à caridade e à verdade, é luz para os povos e consolo para os que sofrem. Por isso, imploramos que a Igreja no Brasil, através de seus pastores, reacenda nos corações a esperança, fortaleça os que estão abatidos e ilumine os que se sentem perdidos.

Queremos caminhar juntos, como membros do mesmo Corpo. Mas para não nos perdermos no caminho, precisamos escutar a voz dos nossos pastores. Que o Espírito Santo vos conduza em cada discernimento e vos fortaleça com os dons da sabedoria, da fortaleza e do temor de Deus, unindo-nos na verdade, na caridade e na justiça. 

Que esta carta seja acolhida como expressão de submissão e apreço de filhos para com seus pais na fé. Na esperança de um novo tempo de fidelidade, verdade e liberdade, firmamo-nos na comunhão com a Santa Igreja e com seus legítimos pastores. Que Maria Santíssima, Rainha do Clero, interceda junto ao seu Filho por cada um de vós.

 

Paz e Bem!

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Thiago CostaCriador do abaixo-assinadoUACL - União Apostólica Cardeal Leme

Os tomadores de decisão

CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
Presidente Dom Jaime Spengler

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Abaixo-assinado criado em 21 de julho de 2025