Café Pela Democracia

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Café pela Democracia

Em tempos de ânimos e discussões obtusas nós, profissionais envolvidos com a cadeia do café especial em todo o Brasil, nos vemos sem outra alternativa que não assumir posição de maneira clara e afirmativa por intermédio deste documento, assinalando tão simplesmente o nosso compromisso com a democracia.

Para nós, esta cadeia dos cafés especiais, formada em grande parte por pequenos e médios produtores e empresas, simboliza um futuro que leva em consideração os cuidados com os impactos ambientais na produção de alimentos, a remuneração justa para quem produz, a atenção com o alimento em seus diversos processos de transformação até a apresentação ao consumidor final, além do respeito e a promoção de igualdade e da garantia de direitos trabalhistas dentro das cafeterias que comercializam o produto final.

Exercemos aqui o direito democrático de nos posicionarmos contrários(as) às propostas do candidato Jair Bolsonaro que em nosso entendimento disseminam o ódio, a intolerância e que vão contra esses princípios básicos que entendemos como pilares para nossa comunidade.

Estaríamos nos omitindo se não defendêssemos causas sobre raça e LGBT+, em especial, por termos muitos entre nós, dos dois lados do balcão, nesse momento em que suas vidas estão sendo ameaçadas.

Sabemos que não estamos sós, tanto no Brasil quanto globalmente. Em episódio recente, um importante veículo midiático de nosso meio se manifestou contrário a realização de evento internacional que seria sediado num país com legislação homofóbica: trata-se do manifesto da Sprudge a respeito do Campeonato Mundial de Baristas no Bahrein. Nesse documento, os editores da Sprudge enaltecem a diversidade entre os/as profissionais do café especial. Os próprios integrantes da SCA (Specialty Coffee Association) também se posicionaram contra o evento e parte do mesmo foi transferido, veja só, para o Brasil.

Em resumo, acreditamos:
- No respeito à CLT e em direitos trabalhistas assegurados e fortalecidos.

- Garantia de condições e direitos iguais para mulheres, homens, LGBT+ independentemente de raça e condições econômicas.

- Em uma cadeia produtiva justa, compromissada com o desenvolvimento sustentável, respeito ao meio ambiente e orientada pelos princípios de dignidade humana, remunerando de maneira adequada, dando visibilidade aos/as pequenos(as) produtores(as)  e garantindo uma vida de qualidade pra todos(as) os(as) envolvidos(as) na produção do café especial

Por fim, temos a crença de que cafés são pontos de encontro entre pessoas e portanto, espaços de diálogo e debate de ideias. E assim precisamos preservá-los. Isso torna-se mais difícil se o contexto no qual os cafés estão inseridos é antidemocrático e avesso ao diálogo, pois sabemos que, historicamente, projetos autoritários não toleram a livre circulação de ideias, uma das bases da democracia: o intocável direito de ser oposição com liberdade de expressão.

Com vista nesses princípios acreditamos que a canditura do professor Fernando Haddad, seja a única com a qual compartilhamos uma visão de futuro em comum.

 

*O autoritarismo amarga a sua xícara*



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