As rasuras não podem ser equiparadas a erros ortográficos

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Este abaixo-assinado tem a intenção meramente de informar a Diretoria-Geral do Instituto Rio Branco, sobre fato ocorrido no Concurso de Admissão à Carreira Diplomática deste ano. Trata-se da adoção de critério de correção inédito neste certame: as rasuras, quando a palavra reescrita foi escrita sobre a palavra tachada, foram punidas como se fossem erros de ortografia, sem amparo no edital e contrário a toda prática histórica deste concurso.  

A ideia é alertar aos responsáveis no Instituto Rio Branco, ainda durante o prazo de avaliação dos recursos e antes da publicação do resultado final do concurso de 2018 que deverá ser publicado no dia 27 de novembro, sobre a mudança no critério de correção que, a nosso ver, prejudica o processo de seleção para a carreira diplomática.

Os motivos principais, mais detalhados no e-mail enviado a IRBR, são os seguintes:

1) O critério de pontuação das provas de Redação de Português e de Tradução de inglês foi alterado pela banca corretora de forma substancial, em ponto bem específico e à revelia do Edital e das práticas reiteradas do concurso: a penalização de rasuras. Na prática, ocorre contradição, mantém-se o quesito de apresentação, com subitem de legibilidade, mas se punem as rasuras no quesito de gramática.

2) O edital publicado em 2018, idêntico aos editais de anos anteriores nada dispõe a respeito de mudanças no critério de correção sobre rasuras. . Não há, portanto, previsão regular no Edital deste concurso público.

3) No caso da prova de inglês, as apenações por rasuras foram restritas à seção de Tradução, mas, contraditoriamente, não foram apenadas nas outras seções; na “Redação de inglês”, no “Resumo” e na “Versão” (Tradução do português para o inglês). Tampouco foram apenadas as rasuras da prova de francês e espanhol.

4) Rasuras não podem ser equiparadas a erros de ortografia ou gramática. Evidentemente, não há qualquer previsão ou indicação nas gramáticas igualando rasura a erro ortográfico.

5) A nova forma de correção contradiz o próprio histórico do concurso.Não se tem notícia, em qualquer das provas aplicadas pelo Instituto Rio Branco, de penalizações desta natureza e magnitude no caso de rasuras.

6) Há a questão adicional de punição repetida por um mesmo erro. É o princípio jurídico que veda a punição de um mesmo ato múltiplas vezes. Mesmo que fosse possível equivaler rasuras a erros ortográficos, tal questão deveria ser punida apenas uma vez e não por um ponto inteiro, equiparando gramática a rasura. 

7) Vale ressaltar ainda que as rasuras têm importância capital em prova manuscrita que penaliza o excesso de palavras e com tempo restrito para sua realização.  

8) Se houvesse antes qualquer indicação no sentido de punição das rasuras no edital, é certo que as rasuras não teriam sido feitas. Não parece razoável exigir dos candidatos que antecipem novos critérios de correção. 

9) O processo seletivo fica deficiente, visto que a avaliação da qualidade da escrita – ferramenta essencial ao exercício do cargo de diplomata– perde em rigor, precisão e justiça. 

Este abaixo-assinado tem, como dito, o objetivo único de alertara Diretoria-Geral do Instituto Rio Branco acerca do ocorrido na prova, para que tome as providências que julgar convenientes.

 



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