Câmara dos Deputados, de que lado vocês estão? Pautem já o PL 896/2023.


Câmara dos Deputados, de que lado vocês estão? Pautem já o PL 896/2023.
O problema
A Misoginia mata todos os dias!
De que lado a Câmara dos Deputados está?
Pela urgente votação do PL nº 896/2023: tipificação da misoginia já!
Quantas mulheres ainda precisarão sofrer para que o Brasil leve a sério o ódio contra nós?
Todos os dias, mulheres e meninas são vítimas de violência - dentro de casa, nas ruas, no trabalho e na internet. Não são casos isolados. Não são “exageros”. Trata-se de uma realidade estruturada por desigualdades históricas de gênero, que se expressam em diversas formas de agressão: psicológica, moral, simbólica, física e institucional. E uma das raízes comuns que sustenta tudo isso é a misoginia.
A misoginia, entendida como o ódio, desprezo ou aversão às mulheres. É um fenômeno concreto, socialmente produzido, que sustenta e legitima a violência de gênero. Ela se manifesta em discursos, práticas e estruturas que inferiorizam mulheres e naturalizam sua exclusão, silenciamento e violação de direitos. Muitas vezes, esse processo culmina em sua forma mais extrema: o feminicídio.
Apesar dos avanços legais conquistados nas últimas décadas, como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, ainda há uma lacuna fundamental na legislação brasileira: a ausência de tipificação específica da misoginia. Essa ausência dificulta o enfrentamento direto das raízes da violência e contribui para a perpetuação da impunidade.
O Projeto de Lei 896/2023, de autoria da senadora Ana Paula Lobato, é fundamental para enfrentar essa raiz da violência. Ele propõe a tipificação da misoginia ou seja, reconhecer juridicamente esse ódio como parte central do problema e criar mecanismos mais eficazes para combatê-lo, sendo um passo essencial para o reconhecimento jurídico desse problema e para o fortalecimento das políticas de combate à violência contra as mulheres. Mas, enquanto as mulheres morrem, esse projeto foi silenciado - engavetado. O presidente da Câmara, Hugo Motta, impediu o avanço dessa pauta. E houve quem comemorasse. E houve quem falasse que combater o ódio contra mulheres ameaça a liberdade de expressão. O projeto segue sem avanço, aguardando pautação na Câmara dos Deputados.
A misoginia não é opinião. Não é “liberdade de expressão”.
E precisamos perguntar:
Que futuro queremos deixar para nossas filhas, netas e bisnetas?
A quem interessa não falar sobre a misoginia?
Por que criminalizar aquilo que alimenta a violência gera mais polêmica do que a própria violência contra as mulheres?
Por que discursos de ódio são tolerados enquanto nossas vidas seguem sendo ameaçadas?
Diante do crescimento dos casos de violência de gênero no país e da urgência em enfrentar suas causas estruturais, é inaceitável que uma proposta dessa importância permaneça engavetada.
Nós, cidadãs e cidadãos abaixo-assinados, exigimos da Câmara dos Deputados:
A imediata inclusão do Projeto de Lei nº 896/2023 na pauta de votação do plenário;
A garantia de tramitação com urgência, com designação de relatoria e promoção de debate qualificado;
O compromisso público do Congresso Nacional com o enfrentamento à misoginia como elemento central na luta contra a violência de gênero.
A vida das mulheres não pode esperar. Tipificar a misoginia é reconhecer sua existência, combater suas raízes e impedir que ela continue alimentando a violência que diariamente atinge milhares de brasileiras.
Seguimos em mobilização: pela vida das mulheres, por direitos e por justiça.
A vida das mulheres importa. E não pode esperar.
Assine e compartilhe. Sua voz pode salvar vidas.
União Brasileira de Mulheres

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O problema
A Misoginia mata todos os dias!
De que lado a Câmara dos Deputados está?
Pela urgente votação do PL nº 896/2023: tipificação da misoginia já!
Quantas mulheres ainda precisarão sofrer para que o Brasil leve a sério o ódio contra nós?
Todos os dias, mulheres e meninas são vítimas de violência - dentro de casa, nas ruas, no trabalho e na internet. Não são casos isolados. Não são “exageros”. Trata-se de uma realidade estruturada por desigualdades históricas de gênero, que se expressam em diversas formas de agressão: psicológica, moral, simbólica, física e institucional. E uma das raízes comuns que sustenta tudo isso é a misoginia.
A misoginia, entendida como o ódio, desprezo ou aversão às mulheres. É um fenômeno concreto, socialmente produzido, que sustenta e legitima a violência de gênero. Ela se manifesta em discursos, práticas e estruturas que inferiorizam mulheres e naturalizam sua exclusão, silenciamento e violação de direitos. Muitas vezes, esse processo culmina em sua forma mais extrema: o feminicídio.
Apesar dos avanços legais conquistados nas últimas décadas, como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, ainda há uma lacuna fundamental na legislação brasileira: a ausência de tipificação específica da misoginia. Essa ausência dificulta o enfrentamento direto das raízes da violência e contribui para a perpetuação da impunidade.
O Projeto de Lei 896/2023, de autoria da senadora Ana Paula Lobato, é fundamental para enfrentar essa raiz da violência. Ele propõe a tipificação da misoginia ou seja, reconhecer juridicamente esse ódio como parte central do problema e criar mecanismos mais eficazes para combatê-lo, sendo um passo essencial para o reconhecimento jurídico desse problema e para o fortalecimento das políticas de combate à violência contra as mulheres. Mas, enquanto as mulheres morrem, esse projeto foi silenciado - engavetado. O presidente da Câmara, Hugo Motta, impediu o avanço dessa pauta. E houve quem comemorasse. E houve quem falasse que combater o ódio contra mulheres ameaça a liberdade de expressão. O projeto segue sem avanço, aguardando pautação na Câmara dos Deputados.
A misoginia não é opinião. Não é “liberdade de expressão”.
E precisamos perguntar:
Que futuro queremos deixar para nossas filhas, netas e bisnetas?
A quem interessa não falar sobre a misoginia?
Por que criminalizar aquilo que alimenta a violência gera mais polêmica do que a própria violência contra as mulheres?
Por que discursos de ódio são tolerados enquanto nossas vidas seguem sendo ameaçadas?
Diante do crescimento dos casos de violência de gênero no país e da urgência em enfrentar suas causas estruturais, é inaceitável que uma proposta dessa importância permaneça engavetada.
Nós, cidadãs e cidadãos abaixo-assinados, exigimos da Câmara dos Deputados:
A imediata inclusão do Projeto de Lei nº 896/2023 na pauta de votação do plenário;
A garantia de tramitação com urgência, com designação de relatoria e promoção de debate qualificado;
O compromisso público do Congresso Nacional com o enfrentamento à misoginia como elemento central na luta contra a violência de gênero.
A vida das mulheres não pode esperar. Tipificar a misoginia é reconhecer sua existência, combater suas raízes e impedir que ela continue alimentando a violência que diariamente atinge milhares de brasileiras.
Seguimos em mobilização: pela vida das mulheres, por direitos e por justiça.
A vida das mulheres importa. E não pode esperar.
Assine e compartilhe. Sua voz pode salvar vidas.
União Brasileira de Mulheres

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Abaixo-assinado criado em 28 de abril de 2026