Autismo Não é uma Doença, Remova o 'Ismo' Seus direitos não vão mudar com isso.

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O problema

Eu, Roger Yokoyama, defensor dos direitos das pessoas no espectro autista, venho respeitosamente solicitar a sua atenção para uma importante questão que diz respeito à forma como a sociedade, os meios de comunicação e a comunidade médica se referem aos indivíduos no espectro autista.

É com grande convicção que lhes peço que considerem a mudança do termo "autismo" para "autisticidade". Essa mudança de terminologia é fundamental para que possam ser compreendidos e respeitados como seres humanos únicos, em vez de serem estigmatizados como portadores de uma "doença".

Historicamente, o termo "autismo" foi inicialmente associado a uma perspectiva que considerava o autismo como uma condição patológica ou uma doença. O termo foi cunhado pelo psiquiatra suíço Eugen Bleuler em 1911, e ele o usou para se referir a uma forma de isolamento extremo e introversão observada em pacientes com esquizofrenia. Nesse contexto, o "autismo" era visto como um sintoma de uma doença mental.


Sabe-se hoje que o autismo não é uma doença, mas sim uma característica neurodivergente que faz parte da diversidade humana. Assim como a homossexualidade, que anteriormente era erroneamente chamada de "homossexualismo", o termo "autismo" com o sufixo "ismo" carrega uma conotação negativa e patologizante, que não reflete a realidade.


A comunidade científica e profissionais de saúde têm reconhecido cada vez mais que o autismo não deve ser tratado como uma condição a ser curada, mas sim como uma parte integrante da identidade das pessoas no espectro. Inúmeros estudos científicos apoiam essa visão, destacando a importância de aceitar e apoiar a neurodiversidade em vez de tentar "curar" o autismo.


Um exemplo disso é o estudo publicado no Journal of Autism and Developmental Disorders (Jornal de Transtorno do Espectro Autista e do Desenvolvimento) em 2020, que enfatiza a necessidade de uma abordagem centrada na pessoa e respeitosa à diversidade neurodivergente. Outro estudo, na revista Nature em 2017, destacou que o autismo é, em grande parte, uma variação natural da genética humana, e não uma patologia a ser erradicada.


A mudança para o termo "autisticidade" reflete um respeito pela individualidade e pela diversidade de experiências dentro do espectro autista. Isso também contribuirá para combater o estigma e a discriminação que muitos enfrentam diariamente.


Portanto, peço a sua consideração atenta a essa mudança de terminologia. Ao adotar uma linguagem mais inclusiva, o governo do Brasil, pode liderar o caminho na promoção da aceitação, respeito e igualdade para as pessoas no espectro autista. Esta é uma questão de justiça, direitos humanos e reconhecimento da diversidade.


Conclamo o apoio dos cidadãos brasileiros e de todos aqueles que valorizam a inclusão e a justiça social a assinarem esta petição, a fim de que possamos avançar em direção a uma sociedade mais inclusiva e consciente das necessidades e potenciais das pessoas com “autisticidade" termo desta petição.

*Quero deixar claro que eu não sou um especialista da saúde ou das letras, esse texto não tem a pretensão de ser um paper científico com as referências precisamente indicadas, (inclusive peço a quem puder, que se pronuncie e me ajude a enriquecer esse texto), o que quero é levar à sociedade o conhecimento e a conscientização da nossa luta pela dignidade inclusiva, para que um dia talvez nem precisem mais de uma denominação própria para serem compreendidos e aceitos.

PARA PESQUISAR:
 

1. American Psychiatric Association (APA): O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) publicado pela APA categoriza o autismo como um transtorno do neurodesenvolvimento, não como uma doença.


2. Organização Mundial da Saúde (OMS): A OMS reconhece o Transtorno do Espectro Autista (TEA) como um transtorno do desenvolvimento, e não como uma doença.


3. Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC): O CDC dos Estados Unidos também categoriza o autismo como um transtorno do desenvolvimento.


4. Instituto Nacional de Saúde Mental (NIMH): O NIMH, uma agência dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, descreve o autismo como um transtorno do desenvolvimento.


5. Artigos científicos: Muitos artigos científicos publicados em revistas respeitadas, como o "Journal of Autism and Developmental Disorders", "Autism Research", entre outras, abordam o autismo como um transtorno do desenvolvimento e não como uma doença.

6.GUERRA AO AUTISMO: DA VIOLÊNCIA SIMBÓLICA À URGÊNCIA LEGAL Luana Adriano Araújo


A compreensão do autismo evoluiu significativamente ao longo do tempo, e a perspectiva predominante é que o autismo é uma condição neurológica complexa que afeta o desenvolvimento do cérebro. É importante enfatizar que essa compreensão não implica que as pessoas com autismo não precisem de apoio, tratamento ou compreensão. Pelo contrário, o reconhecimento do autismo como um transtorno do desenvolvimento é fundamental para garantir que as necessidades das pessoas autistas sejam atendidas de maneira apropriada e respeitosa.

AUTISTICIDADE

1. Prefixo "autist-": O prefixo "autist-" é derivado da palavra "autismo," que se refere à condição do espectro autista. O prefixo "autist-" é usado para formar palavras relacionadas ao autismo.

2. Sufixo "-icidade": O sufixo "-icidade" é um sufixo derivado do latim "-icitas" e é usado para formar substantivos abstratos que descrevem uma qualidade, estado ou característica. Por exemplo, "felicidade" descreve o estado de ser feliz, "velocidade" descreve a qualidade de ser rápido.

Portanto, "autisticidade" é uma palavra formada por meio da combinação do prefixo "autist-" (derivado de "autismo") e do sufixo "-icidade" para criar um substantivo abstrato que descreve a qualidade, estado ou característica relacionada ao indivíduo no espectro autista.

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Roger YokoyamaCriador do abaixo-assinadoDefensor dos neuroatipicos

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