APOIO FEDERAL EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA PARANAENSE


APOIO FEDERAL EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA PARANAENSE
O problema
Ao Ministro da Educação Camilo Santana, Deputados Federais, Senadores e demais autoridades federais,
É URGENTE O APOIO FEDERAL EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA PARANAENSE
A Educação Pública do Estado do Paraná, sob o governo de Ratinho Jr., sofre a maior crise de sua história e o Ministério da Educação (MEC) apenas assiste de longe, sem qualquer manifestação contrária aos abusos (ou crimes?) do governo ou em apoio aos professores, estudantes e famílias paranaenses.
Até quando o órgão máximo da educação em nosso país, comandado pelo ministro Camilo Santana, vai se abster de sua responsabilidade de defender a educação pública em seu país? Se existem entraves jurídicos a uma ação direta, ainda há MUITO que o poder federal pode fazer em nosso auxílio, querendo fazê-lo.
Hoje é o Estado do Paraná entregando sem diálogo e em regime de injustificável URGÊNCIA a gestão de suas escolas e contratação de professores para empresas privadas, que, sim, afetarão completamente o trabalho pedagógico, com a obsessão imposta por índices de acesso dos estudantes às mais de 10 (DEZ) plataformas online.
Amanhã o mesmo ocorrerá em São Paulo, e logo a educação pública do país todo estará nas mãos de empresários, para quem menor investimento é sinônimo de maior lucro, destituída da criatividade, da liberdade, do olhar humano, do acolhimento às condições individuais de cada aluno e das ricas vivências escolares, que são a verdadeira alma de uma educação para crianças e adolescentes. As 10 competências da BNCC reduzidas ao delírio econômico, não pedagógico, do ensino via telas e inteligência artificial.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê que o direito à educação tem por objetivo promover o pleno desenvolvimento da criança e do adolescente para o exercício da cidadania. Qual é o pleno desenvolvimento que se estabelece a um adolescente de Ensino Médio que precisa acessar mais de DEZ plataformas digitais em sua escola, sob imposição inegociável da Secretaria de Educação? Que em vez de ter aulas dinâmicas e envolventes, precisa responder a perguntinhas infantilizadas na plataforma Quizizz (renomeada no estado do Educatron como “Desafio Paraná”)? Que não pode mais se encantar com o prazer sensorial de uma visita à biblioteca e da escolha e envolvimento com um livro físico, porque é OBRIGADO a ler (ou fingir que leu, na prática) na tela de um celular ou tablet alguma das pouquíssimas opções de livro digital da plataforma Leia Paraná? Na verdade, https://leiaparana.odilo.us/; sim, o “us” no endereço eletrônico é de “United States”, mesmo país que já recebe nosso dinheiro público pelo contrato da plataforma Quizizz.
Que cidadania será essa? Servirá aos interesses de quem? O jovem é sistematicamente treinado a não ter voz. Ninguém na Secretaria de Educação consulta os jovens sobre como este modelo de ensino os tem impactado, mas eis algumas de tantas possíveis observações extraídas da realidade:
Jovens de baixa renda que não possuem aparelhos ou acesso à internet são excluídos e punidos, pois boa parte do trabalho com as plataformas deve ser feito como lição de casa e a Secretaria exige que se atribua nota. Exclusão e punição por dificuldade financeira é o oposto do que se espera da educação pública e fere os direitos da criança. Alunos desmotivados e cansados de executar atividades sem valor educacional, apenas cumprindo por cumprir, fazendo da escola um ambiente sem sentido e maçante.
Estresse, problemas de visão, dores de cabeça, etc. causados pelo excesso de exposição às telas.
Conflitos familiares, pois a escola retira a autonomia de mães, pais e responsáveis quanto ao tempo de tela dos jovens e interfere na dinâmica familiar.
Perda de vivências escolares significativas e das possibilidades de desenvolvimento das habilidades criativas e socioemocionais.
Quanto mais se poderia escrever sobre a negligência e dribles ao ECA em nosso atual sistema de ensino paranaense! Mas sejamos diretos: a Educação Pública do Paraná sucumbe sob os golpes do governador Ratinho Jr., do Secretário de Educação Roni Miranda, do legado do Ex-Secretário (ou Empresário?) da Educação Renato Fedder – que agora fustiga a educação do Estado de São Paulo no mesmo cargo que exerceu aqui.
Ministro Camilo Santana e demais gestores do MEC, Deputados Federais e Senadores que defendem a educação, CADÊ VOCÊS? Ignoram que este mesmo Ratinho Jr., detentor do poder sobre a quase totalidade da mídia paranaense, já está voltando os olhos para Brasília, para o Palácio do Planalto?
Por isso e muito mais, é também em regime de URGÊNCIA que as instâncias e poderes federais se expressem vigorosamente, mobilizem todos os meios disponíveis para defender a educação pública de nosso estado e trazer à tona a verdade do que este governador tem feito por aqui – e pretende, pelo visto, fazer por toda a nossa nação.
AJUDEM-NOS, ENQUANTO HÁ TEMPO. NÃO PERMITAM QUE A EDUCAÇÃO PÚBLICA SEJA NEGOCIADA COMO MERCADORIA.
“E agora não contentes, querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence.” (Bertold Brecht)
Com esperança,
Professores(as), mães, pais e cidadãos paranaenses que se importam com a educação de nossos jovens.
10.070
O problema
Ao Ministro da Educação Camilo Santana, Deputados Federais, Senadores e demais autoridades federais,
É URGENTE O APOIO FEDERAL EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA PARANAENSE
A Educação Pública do Estado do Paraná, sob o governo de Ratinho Jr., sofre a maior crise de sua história e o Ministério da Educação (MEC) apenas assiste de longe, sem qualquer manifestação contrária aos abusos (ou crimes?) do governo ou em apoio aos professores, estudantes e famílias paranaenses.
Até quando o órgão máximo da educação em nosso país, comandado pelo ministro Camilo Santana, vai se abster de sua responsabilidade de defender a educação pública em seu país? Se existem entraves jurídicos a uma ação direta, ainda há MUITO que o poder federal pode fazer em nosso auxílio, querendo fazê-lo.
Hoje é o Estado do Paraná entregando sem diálogo e em regime de injustificável URGÊNCIA a gestão de suas escolas e contratação de professores para empresas privadas, que, sim, afetarão completamente o trabalho pedagógico, com a obsessão imposta por índices de acesso dos estudantes às mais de 10 (DEZ) plataformas online.
Amanhã o mesmo ocorrerá em São Paulo, e logo a educação pública do país todo estará nas mãos de empresários, para quem menor investimento é sinônimo de maior lucro, destituída da criatividade, da liberdade, do olhar humano, do acolhimento às condições individuais de cada aluno e das ricas vivências escolares, que são a verdadeira alma de uma educação para crianças e adolescentes. As 10 competências da BNCC reduzidas ao delírio econômico, não pedagógico, do ensino via telas e inteligência artificial.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê que o direito à educação tem por objetivo promover o pleno desenvolvimento da criança e do adolescente para o exercício da cidadania. Qual é o pleno desenvolvimento que se estabelece a um adolescente de Ensino Médio que precisa acessar mais de DEZ plataformas digitais em sua escola, sob imposição inegociável da Secretaria de Educação? Que em vez de ter aulas dinâmicas e envolventes, precisa responder a perguntinhas infantilizadas na plataforma Quizizz (renomeada no estado do Educatron como “Desafio Paraná”)? Que não pode mais se encantar com o prazer sensorial de uma visita à biblioteca e da escolha e envolvimento com um livro físico, porque é OBRIGADO a ler (ou fingir que leu, na prática) na tela de um celular ou tablet alguma das pouquíssimas opções de livro digital da plataforma Leia Paraná? Na verdade, https://leiaparana.odilo.us/; sim, o “us” no endereço eletrônico é de “United States”, mesmo país que já recebe nosso dinheiro público pelo contrato da plataforma Quizizz.
Que cidadania será essa? Servirá aos interesses de quem? O jovem é sistematicamente treinado a não ter voz. Ninguém na Secretaria de Educação consulta os jovens sobre como este modelo de ensino os tem impactado, mas eis algumas de tantas possíveis observações extraídas da realidade:
Jovens de baixa renda que não possuem aparelhos ou acesso à internet são excluídos e punidos, pois boa parte do trabalho com as plataformas deve ser feito como lição de casa e a Secretaria exige que se atribua nota. Exclusão e punição por dificuldade financeira é o oposto do que se espera da educação pública e fere os direitos da criança. Alunos desmotivados e cansados de executar atividades sem valor educacional, apenas cumprindo por cumprir, fazendo da escola um ambiente sem sentido e maçante.
Estresse, problemas de visão, dores de cabeça, etc. causados pelo excesso de exposição às telas.
Conflitos familiares, pois a escola retira a autonomia de mães, pais e responsáveis quanto ao tempo de tela dos jovens e interfere na dinâmica familiar.
Perda de vivências escolares significativas e das possibilidades de desenvolvimento das habilidades criativas e socioemocionais.
Quanto mais se poderia escrever sobre a negligência e dribles ao ECA em nosso atual sistema de ensino paranaense! Mas sejamos diretos: a Educação Pública do Paraná sucumbe sob os golpes do governador Ratinho Jr., do Secretário de Educação Roni Miranda, do legado do Ex-Secretário (ou Empresário?) da Educação Renato Fedder – que agora fustiga a educação do Estado de São Paulo no mesmo cargo que exerceu aqui.
Ministro Camilo Santana e demais gestores do MEC, Deputados Federais e Senadores que defendem a educação, CADÊ VOCÊS? Ignoram que este mesmo Ratinho Jr., detentor do poder sobre a quase totalidade da mídia paranaense, já está voltando os olhos para Brasília, para o Palácio do Planalto?
Por isso e muito mais, é também em regime de URGÊNCIA que as instâncias e poderes federais se expressem vigorosamente, mobilizem todos os meios disponíveis para defender a educação pública de nosso estado e trazer à tona a verdade do que este governador tem feito por aqui – e pretende, pelo visto, fazer por toda a nossa nação.
AJUDEM-NOS, ENQUANTO HÁ TEMPO. NÃO PERMITAM QUE A EDUCAÇÃO PÚBLICA SEJA NEGOCIADA COMO MERCADORIA.
“E agora não contentes, querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence.” (Bertold Brecht)
Com esperança,
Professores(as), mães, pais e cidadãos paranaenses que se importam com a educação de nossos jovens.
10.070
Os tomadores de decisão
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Abaixo-assinado criado em 4 de junho de 2024
