Apoiamos Dani Dayan como Embaixador de Israel no Brasil

O problema

Desde agosto do ano passado a nomeação do diplomata Dani Dayan para a Embaixada de Israel no Brasil, feita pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, eleito democraticamente pelo povo de Israel – a única nação democrática do Oriente Médio – encontra-se aguardando a concessão do agrément, documento necessário para que ele possa exercer sua missão no País.

A imprensa publicou que uma carta com 200 assinaturas de judeus brasileiros, progressistas — explicando melhor, esquerdistas — foi entregue à presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN), deputada Jô Moraes (PCdoB/MG), pelo deputado Carlos Marun (PMDB/MS), em 4/11. A carta diz “apoiar um futuro de paz entre israelenses e palestinos e aponta para o fato de que a proteção das relações entre Brasil e Israel passa pela não admissão de um representante do Estado de Israel que tenha um envolvimento histórico com a ocupação e defesa da anexação dos territórios palestinos”.

Entretanto, o número 200 não é verdadeiro! A lista tinha só 71 nomes. Mentiras sempre têm pernas curtas e a verdade acaba aparecendo. Mas, mesmo que fossem duzentos judeus brasileiros e progressistas, eles representam 150 mil judeus que vivem no Brasil? Eles seriam só 0,1333%. Como são só 71, haveria alguma lógica e sentido dizer que 0,0473% desses judeus falam em nome de toda a comunidade judaica brasileira? É evidente que não! Já o PCdoB, da deputada Jô Moraes, é um partido que escolheu ser contra Israel e basta entrar em seu site na internet - o Vermelho - para constatar isso. Por sua vez, os deputados Marun e Ackel, o que entregou a carta e o que se manifestou sobre ela, não parecem ser imparciais na questão, uma vez que ambos têm origem árabe, e por isso também se posicionam contra Israel e o credenciamento do diplomata Dani Dayan. Os termos rudes, grosseiros e mentirosos com os quais se referiram a Israel, demonstra que estão a serviço do movimento BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções), que finge lutar por justiça, mas cujo objetivo real é a destruição de Israel, um país que o Brasil ajudou a criar através do grande brasileiro Oswaldo Aranha, quando presidiu a histórica Assembleia Geral das Nações Unidas de 29 de novembro de 1.947, quando a ONU promoveu a Partilha da Palestina.

O que o atual governo brasileiro e sua diplomacia tacanha estão fazendo é uma gravíssima interferência na soberania de outro país, que é uma democracia plena, com liberdade religiosa e de pensamento. Na prática, querem indicar eles próprios o Embaixador de Israel! Isso não só fere a Convenção de Viena de 1965 que regula as relações diplomáticas entre os países como trata-se de uma tentativa vergonhosa de convencer a opinião pública de que não concedem o credenciamento a Dayan, baseados nas falsas premissas da Carta dos 71 progressistas: 1 - a de que assim procedendo estariam contribuindo para a paz no Oriente Médio; 2 – que Dayan tem envolvimento histórico com a ocupação e a defesa da anexação dos territórios palestinos. No primeiro caso, ninguém em Israel conhece melhor a questão palestina do que Dayan. Portanto, é hoje a pessoa mais abalizada entre os israelenses para explicar e até conduzir os entendimentos com os palestinos para a negociação de um processo de paz, desde que os palestinos mudem de ideia e concordem em negociar. No segundo caso, não existe ocupação, pois o território está em disputa, ainda que pertença aos judeus de acordo com a convenção de San Remo da Liga das Nações, e corroborada pela ONU, bem como confirmada pela da Resolução nº 242 das Nações Unidas (veja mais abaixo as explicações disto nesta petição). É uma ofensa a toda a comunidade judaica brasileira afirmar que a solução do conflito no Oriente Médio "passa pela não aceitação de seu nome para a Embaixada de Israel". Pelo contrário, as ideias inovadoras de Dayan — que até o jornalista Guga Chacra em comentário feito na Globo News considera pró-palestinas e podem ajudar a solucionar o problema — deveriam ser ouvidas também aqui no Brasil. (Veja o comentário de Guga Chacra em vídeo, que está em http://g1.globo.com/globo-news/globo-news-em-pauta/videos/t/todos-os-videos-/v/governo-israelense-pressiona-o-brasil-a-aceitar-novo-embaixador/4703967/).

Discriminá-lo por não trilhar o caminho na esquerda israelense chega a ser indecoroso. E é um verdadeiro acinte esta clara política de dois pesos e duas medidas em relação a Israel. Países como o Irã, Sudão e Síria, cujos governos cometem barbaridades contra suas populações civis, com massacres, perseguições, expulsões, execuções públicas e violações de mulheres, têm seus embaixadores aceitos imediatamente, a despeito dos torpes comportamentos dos ditadores de seus países. E outros países, como a China, Turquia e a Rússia, que de fato ocupam território alheio, como o Tibete, o norte do Chipre e a Crimeia, não são boicotados, assim como a recentemente credenciada embaixadora da Venezuela em Brasília foi aceita dias após o prefeito de uma grande cidade da Venezuela ser preso por fazer oposição ao governo bolivariano e antidemocrático de Maduro. Em novembro de 2015 a presidente Dilma recebeu como embaixador do Sri Lanka, o sr. Jagat Jayasuriya, um militar que está sendo acusado de atrocidades e crimes de guerra (http://www.tamilguardian.com/search_results.asp). Todos estes países, recebem o apoio do Brasil nos organismos internacionais. Já para Israel, que tem alto nível de respeito aos Direitos Humanos, o tratamento destinado pelos governantes do PT é o de um país pária.

Interesses inconfessáveis e mesquinhos do assessor da Presidência da República para as Relações Exteriores, sr. Marco Aurélio Garcia, comandam a política externa do Brasil. Foi esta mesma triste figura que orientou a presidente Dilma a propor na ONU o diálogo com os assassinos sanguinários do Estado Islâmico! Essa deplorável diplomacia, ditada pelo PT e pelo PCdoB, demonstra a que diminuto nanismo ficou reduzido a outrora histórica e tradicional diplomacia no Itamaraty de grandes nomes da estatura de um Alexandre Gusmão, de um Ruy Barbosa, de um Barão do Rio Branco, de Oswaldo Aranha e de San Tiago Dantas. Com tal atitude, somada a uma série de posições anteriores adotadas sempre que o governo de Israel dá algum passo, seja em que sentido for, revelam que os reais motivos dessa prolongada desfeita diplomática têm origem em preconceito que a comunidade judaica brasileira julgava enterrada na História da humanidade após a Segunda Guerra Mundial, o antissemitismo. No Brasil multicultural de 2016 ainda persiste, surpreendentemente. E o que é pior, vindo de parte do governo, que é quem deveria dar o melhor exemplo. Contudo, neste caso específico, o preconceito não se refere somente à etnia, mas também à liberdade de pensamento e de ideias. É desta forma que o Brasil pretende ser democrático, impedindo que representantes de outros países exerçam seus direitos e difundam suas ideias por pensarem de outra forma?

O governo brasileiro estaria recusando o credenciamento de Dayan com a alegação de que ele foi presidente do Conselho de Yesha, que representa os assentamentos na Judeia e na Samaria. A área está em disputa entre israelenses e palestinos, e embora o Brasil, assim como algumas outras nações, considere o território sob ocupação, preferindo ignorar os termos da Resolução nº 242, de 22 de novembro de 1967 da ONU e também os da Conferência de San Remo, de 16 a 20 de abril de 1920, na Itália, ambas garantem a posse dessas terras aos judeus (a Resolução Nº 242 diz claramente sobre a retirada das forças armadas israelenses de territórios. Ela não diz “dos territórios”. Portanto, isto significa “de nem todos os territórios”). Trata-se, evidentemente, de uma visão diplomática estreita, primária, que beira o infantilismo político, aquele que opta por boicotes, bloqueios e violência ao invés de aceitar as diferentes ideias, debates e estudos a respeito. Na verdade, substituíram a tradicional diplomacia brasileira pela política partidária do PT. Dayan foi nomeado em substituição a um embaixador de Israel de origem árabe. Se isso não é suficiente para denotar o espírito democrático, humanitário e multicultural de Israel, recordamos que, em 22 de setembro último, três líderes políticos israelenses, inclusive dois da oposição, ou seja, que discordam do pensamento de Dayan, solicitaram ao Embaixador do Brasil, Henrique Sardinha Pinto que ratifique o nome indicado por Netanyahu para a Embaixada de Israel, diante da reticência da presidente brasileira, Dilma Rousseff, em dar as credenciais a ele.

São eles, Yuli Edelstein, presidente do parlamento israelense e membro do partido governante Likud, assim como os líderes dos partidos União Sionista e Yesh Atid, Isaac Herzog (que disputou as eleições com Netanyahu) e Yair Lapid. Os pedidos foram realizados por iniciativa própria e separadamente, e todos eles pediram ao governo brasileiro que ignore as recomendações de ex-diplomatas israelenses críticos aos assentamentos, que foram os que iniciaram essa odiosa e inútil controvérsia, à qual a presidente Dilma, ouvindo assessores aceitou. Lapid destacou que, embora não esteja de acordo com as opiniões políticas de Dayan, acredita que será um bom embaixador e que como israelense considera inaceitável que haja tentativa de influência estrangeira em uma decisão governamental. Já Edelstein, que vive nos assentamentos, disse não lembrar de nenhum funcionário brasileiro que o tenha boicotado, nem quando era ministro nem agora como presidente do Poder Legislativo, e que o Brasil não deveria fazê-lo com Dayan.

Por sua vez, a vice-ministra israelense de Relações Exteriores, Tzipi Hotoveli, defendeu a nomeação com o argumento de que "Dayan é a pessoa correta para representar Israel no Brasil neste momento. Sua trajetória pública e sua ideologia devem ser uma vantagem e não uma desvantagem, quando for representar a postura do atual governo, que apoia nosso direito de nos assentarmos na Judeia e Samaria", nomes bíblicos e originais dos territórios, e não Cisjordânia como a mídia convencionou denominar atendendo os reclamos palestinos.

Dayan tem 59 anos, nasceu na Argentina, foi presidente do Conselho da Judeia e Samária de 2007 a 2013, organismo que representa os assentamentos. É um líder político, empresário, diplomata e advogado. Foi descrito pelo jornal The New York Times, contumaz crítico de Israel, como “pragmático e o líder mais eficaz que os colonos tiveram”. Seus textos são publicados, além do The New York Times, no Los Angeles Times, The Boston Globe, dos EUA; The Guardian, na Inglaterra; no Haaretz, The Times of Israel e The Jerusalem Post, de Israel.

Na verdade, Dani Dayan é uma das personalidades políticas israelenses que mais conhece a questão palestina e tem ideias inovadoras para se chegar a um acordo de paz entre israelenses e palestinos. Não o credenciar, além de injusto, é impedir que ele mostre ao Brasil como o país pode de fato contribuir para a paz na região.

Também recordamos as advertências que altos oficiais do Exército brasileiro já fizeram ao governo, conforme noticiado no jornal Folha de S. Paulo, de 21/12/2015, de que “a decisão de Brasília de postergar indefinidamente a aprovação do novo embaixador israelense no país, Dani Dayan, está sendo considerada um erro estratégico por militares brasileiros. Segundo um integrante do alto escalão das Forças Armadas, o impasse diplomático pode atrapalhar a transferência da tecnologia entre os dois países, fundamental em alguns contratos militares”.

Ainda citando a mesma fonte, o jornal observa em sua notícia que “é falta de visão geopolítica e de objetividade de ações. Para as Forças Armadas ficou uma situação muito sensível, pois nossa parceria com empresas israelenses de alta tecnologia é muito grande. Israel é um dos poucos países com transferência total de ‘know how’, inclusive com os ‘key-codes’ (códigos-chave) dos armamentos, afirmou o militar à Folha”.

No dia 19 de janeiro de 2016, caiu a máscara de Marco Aurélio Garcia. Em entrevista à emissora estatal de televisão, TV Brasil, no programa Espaço Público, ele disse que "Israel deu um 'passo em falso' ao indicar o diplomata Dani Dayan para o cargo de embaixador no Brasil. A indicação causou polêmica pelo fato de Dayan ser morador da Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel desde 1967, e ser contrário à criação de um Estado Palestino", declarou ele.

Depois de insistir na surrada desculpa de que Israel divulgou o nome de Dayan antes de pedir seu credenciamento, Garcia disse que "a política externa israelense está sendo influenciada por componentes ideológicos que estão dificultando a formulação de relações internacionais mais respeitosas. O caso era que ele [Dayan] tem condições muito marcadas em dois temas caríssimos para a política externa brasileira e para a política internacional, que são os assentamentos [judeus em territórios palestinos], condenados pela imensa maioria dos países das Nações Unidas e inclusive por nós, e o fato de que ele se opõe a formação de um Estado Palestino”. Dessa forma, então, segurança, defesa, sobrevivência e legitimidade da posse da terra por Israel são classificadas de "componentes ideológicos" por quem posa de eminência da justiça internacional, quando na realidade tem uma indigência moral, pois atribui ao outro a influência ideológica com qual caracteriza sua postura discriminatória contra judeus.

O assessor da Presidência na mesma entrevista também mostrou sua irritação com Israel, principalmente por causa da reação a uma nota arbitrária do Itamaraty, de 2014, que teve sua participação, condenando apenas Israel nas operações militares contra os terroristas do Hamas em Gaza que lançaram milhares de mísseis sobre a população civil israelense. Naquela ocasião, o porta-voz diplomático chamou o Brasil de “anão diplomático” e "país irrelevante".

Marco Aurélio Garcia tentou vincular esse episódio — desencadeado por ele próprio — com a indicação de Dani Dayan para Embaixador de Israel em Brasília. Essa lógica transversa dele, de dizer que Dayan não pode ser embaixador porque reside na Cisjordânia e discorda do Estado palestino na ótica que o Brasil vê, abre a chance de qualquer país rejeitar um embaixador brasileiro alegando ser contra o representante de um governo que permitiu e está envolvido na maior roubalheira de dinheiro público da história de uma nação, além de acusá-lo de promover a morte da população por falta de atendimento à saúde no Brasil.

Essa mesma política que recebe embaixadores de países que "dão passos em falso" desrespeitando os direitos humanos, assassinando populações, invadindo e ocupando outros territórios, e cometendo atrocidades e crimes de guerra, não aceita um embaixador porque ele, como judeu, defende os legítimos assentamentos em Israel, um país democrático que respeita os direitos humanos. Isso é pura discriminação.

Assine agora esta petição e junte-se aos que apoiam Dani Dayan como Embaixador de Israel no Brasil. Ajude a resgatar a amizade existente entre estas duas nações.

 

 

 

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Szyja LorberCriador do abaixo-assinado
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O problema

Desde agosto do ano passado a nomeação do diplomata Dani Dayan para a Embaixada de Israel no Brasil, feita pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, eleito democraticamente pelo povo de Israel – a única nação democrática do Oriente Médio – encontra-se aguardando a concessão do agrément, documento necessário para que ele possa exercer sua missão no País.

A imprensa publicou que uma carta com 200 assinaturas de judeus brasileiros, progressistas — explicando melhor, esquerdistas — foi entregue à presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN), deputada Jô Moraes (PCdoB/MG), pelo deputado Carlos Marun (PMDB/MS), em 4/11. A carta diz “apoiar um futuro de paz entre israelenses e palestinos e aponta para o fato de que a proteção das relações entre Brasil e Israel passa pela não admissão de um representante do Estado de Israel que tenha um envolvimento histórico com a ocupação e defesa da anexação dos territórios palestinos”.

Entretanto, o número 200 não é verdadeiro! A lista tinha só 71 nomes. Mentiras sempre têm pernas curtas e a verdade acaba aparecendo. Mas, mesmo que fossem duzentos judeus brasileiros e progressistas, eles representam 150 mil judeus que vivem no Brasil? Eles seriam só 0,1333%. Como são só 71, haveria alguma lógica e sentido dizer que 0,0473% desses judeus falam em nome de toda a comunidade judaica brasileira? É evidente que não! Já o PCdoB, da deputada Jô Moraes, é um partido que escolheu ser contra Israel e basta entrar em seu site na internet - o Vermelho - para constatar isso. Por sua vez, os deputados Marun e Ackel, o que entregou a carta e o que se manifestou sobre ela, não parecem ser imparciais na questão, uma vez que ambos têm origem árabe, e por isso também se posicionam contra Israel e o credenciamento do diplomata Dani Dayan. Os termos rudes, grosseiros e mentirosos com os quais se referiram a Israel, demonstra que estão a serviço do movimento BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções), que finge lutar por justiça, mas cujo objetivo real é a destruição de Israel, um país que o Brasil ajudou a criar através do grande brasileiro Oswaldo Aranha, quando presidiu a histórica Assembleia Geral das Nações Unidas de 29 de novembro de 1.947, quando a ONU promoveu a Partilha da Palestina.

O que o atual governo brasileiro e sua diplomacia tacanha estão fazendo é uma gravíssima interferência na soberania de outro país, que é uma democracia plena, com liberdade religiosa e de pensamento. Na prática, querem indicar eles próprios o Embaixador de Israel! Isso não só fere a Convenção de Viena de 1965 que regula as relações diplomáticas entre os países como trata-se de uma tentativa vergonhosa de convencer a opinião pública de que não concedem o credenciamento a Dayan, baseados nas falsas premissas da Carta dos 71 progressistas: 1 - a de que assim procedendo estariam contribuindo para a paz no Oriente Médio; 2 – que Dayan tem envolvimento histórico com a ocupação e a defesa da anexação dos territórios palestinos. No primeiro caso, ninguém em Israel conhece melhor a questão palestina do que Dayan. Portanto, é hoje a pessoa mais abalizada entre os israelenses para explicar e até conduzir os entendimentos com os palestinos para a negociação de um processo de paz, desde que os palestinos mudem de ideia e concordem em negociar. No segundo caso, não existe ocupação, pois o território está em disputa, ainda que pertença aos judeus de acordo com a convenção de San Remo da Liga das Nações, e corroborada pela ONU, bem como confirmada pela da Resolução nº 242 das Nações Unidas (veja mais abaixo as explicações disto nesta petição). É uma ofensa a toda a comunidade judaica brasileira afirmar que a solução do conflito no Oriente Médio "passa pela não aceitação de seu nome para a Embaixada de Israel". Pelo contrário, as ideias inovadoras de Dayan — que até o jornalista Guga Chacra em comentário feito na Globo News considera pró-palestinas e podem ajudar a solucionar o problema — deveriam ser ouvidas também aqui no Brasil. (Veja o comentário de Guga Chacra em vídeo, que está em http://g1.globo.com/globo-news/globo-news-em-pauta/videos/t/todos-os-videos-/v/governo-israelense-pressiona-o-brasil-a-aceitar-novo-embaixador/4703967/).

Discriminá-lo por não trilhar o caminho na esquerda israelense chega a ser indecoroso. E é um verdadeiro acinte esta clara política de dois pesos e duas medidas em relação a Israel. Países como o Irã, Sudão e Síria, cujos governos cometem barbaridades contra suas populações civis, com massacres, perseguições, expulsões, execuções públicas e violações de mulheres, têm seus embaixadores aceitos imediatamente, a despeito dos torpes comportamentos dos ditadores de seus países. E outros países, como a China, Turquia e a Rússia, que de fato ocupam território alheio, como o Tibete, o norte do Chipre e a Crimeia, não são boicotados, assim como a recentemente credenciada embaixadora da Venezuela em Brasília foi aceita dias após o prefeito de uma grande cidade da Venezuela ser preso por fazer oposição ao governo bolivariano e antidemocrático de Maduro. Em novembro de 2015 a presidente Dilma recebeu como embaixador do Sri Lanka, o sr. Jagat Jayasuriya, um militar que está sendo acusado de atrocidades e crimes de guerra (http://www.tamilguardian.com/search_results.asp). Todos estes países, recebem o apoio do Brasil nos organismos internacionais. Já para Israel, que tem alto nível de respeito aos Direitos Humanos, o tratamento destinado pelos governantes do PT é o de um país pária.

Interesses inconfessáveis e mesquinhos do assessor da Presidência da República para as Relações Exteriores, sr. Marco Aurélio Garcia, comandam a política externa do Brasil. Foi esta mesma triste figura que orientou a presidente Dilma a propor na ONU o diálogo com os assassinos sanguinários do Estado Islâmico! Essa deplorável diplomacia, ditada pelo PT e pelo PCdoB, demonstra a que diminuto nanismo ficou reduzido a outrora histórica e tradicional diplomacia no Itamaraty de grandes nomes da estatura de um Alexandre Gusmão, de um Ruy Barbosa, de um Barão do Rio Branco, de Oswaldo Aranha e de San Tiago Dantas. Com tal atitude, somada a uma série de posições anteriores adotadas sempre que o governo de Israel dá algum passo, seja em que sentido for, revelam que os reais motivos dessa prolongada desfeita diplomática têm origem em preconceito que a comunidade judaica brasileira julgava enterrada na História da humanidade após a Segunda Guerra Mundial, o antissemitismo. No Brasil multicultural de 2016 ainda persiste, surpreendentemente. E o que é pior, vindo de parte do governo, que é quem deveria dar o melhor exemplo. Contudo, neste caso específico, o preconceito não se refere somente à etnia, mas também à liberdade de pensamento e de ideias. É desta forma que o Brasil pretende ser democrático, impedindo que representantes de outros países exerçam seus direitos e difundam suas ideias por pensarem de outra forma?

O governo brasileiro estaria recusando o credenciamento de Dayan com a alegação de que ele foi presidente do Conselho de Yesha, que representa os assentamentos na Judeia e na Samaria. A área está em disputa entre israelenses e palestinos, e embora o Brasil, assim como algumas outras nações, considere o território sob ocupação, preferindo ignorar os termos da Resolução nº 242, de 22 de novembro de 1967 da ONU e também os da Conferência de San Remo, de 16 a 20 de abril de 1920, na Itália, ambas garantem a posse dessas terras aos judeus (a Resolução Nº 242 diz claramente sobre a retirada das forças armadas israelenses de territórios. Ela não diz “dos territórios”. Portanto, isto significa “de nem todos os territórios”). Trata-se, evidentemente, de uma visão diplomática estreita, primária, que beira o infantilismo político, aquele que opta por boicotes, bloqueios e violência ao invés de aceitar as diferentes ideias, debates e estudos a respeito. Na verdade, substituíram a tradicional diplomacia brasileira pela política partidária do PT. Dayan foi nomeado em substituição a um embaixador de Israel de origem árabe. Se isso não é suficiente para denotar o espírito democrático, humanitário e multicultural de Israel, recordamos que, em 22 de setembro último, três líderes políticos israelenses, inclusive dois da oposição, ou seja, que discordam do pensamento de Dayan, solicitaram ao Embaixador do Brasil, Henrique Sardinha Pinto que ratifique o nome indicado por Netanyahu para a Embaixada de Israel, diante da reticência da presidente brasileira, Dilma Rousseff, em dar as credenciais a ele.

São eles, Yuli Edelstein, presidente do parlamento israelense e membro do partido governante Likud, assim como os líderes dos partidos União Sionista e Yesh Atid, Isaac Herzog (que disputou as eleições com Netanyahu) e Yair Lapid. Os pedidos foram realizados por iniciativa própria e separadamente, e todos eles pediram ao governo brasileiro que ignore as recomendações de ex-diplomatas israelenses críticos aos assentamentos, que foram os que iniciaram essa odiosa e inútil controvérsia, à qual a presidente Dilma, ouvindo assessores aceitou. Lapid destacou que, embora não esteja de acordo com as opiniões políticas de Dayan, acredita que será um bom embaixador e que como israelense considera inaceitável que haja tentativa de influência estrangeira em uma decisão governamental. Já Edelstein, que vive nos assentamentos, disse não lembrar de nenhum funcionário brasileiro que o tenha boicotado, nem quando era ministro nem agora como presidente do Poder Legislativo, e que o Brasil não deveria fazê-lo com Dayan.

Por sua vez, a vice-ministra israelense de Relações Exteriores, Tzipi Hotoveli, defendeu a nomeação com o argumento de que "Dayan é a pessoa correta para representar Israel no Brasil neste momento. Sua trajetória pública e sua ideologia devem ser uma vantagem e não uma desvantagem, quando for representar a postura do atual governo, que apoia nosso direito de nos assentarmos na Judeia e Samaria", nomes bíblicos e originais dos territórios, e não Cisjordânia como a mídia convencionou denominar atendendo os reclamos palestinos.

Dayan tem 59 anos, nasceu na Argentina, foi presidente do Conselho da Judeia e Samária de 2007 a 2013, organismo que representa os assentamentos. É um líder político, empresário, diplomata e advogado. Foi descrito pelo jornal The New York Times, contumaz crítico de Israel, como “pragmático e o líder mais eficaz que os colonos tiveram”. Seus textos são publicados, além do The New York Times, no Los Angeles Times, The Boston Globe, dos EUA; The Guardian, na Inglaterra; no Haaretz, The Times of Israel e The Jerusalem Post, de Israel.

Na verdade, Dani Dayan é uma das personalidades políticas israelenses que mais conhece a questão palestina e tem ideias inovadoras para se chegar a um acordo de paz entre israelenses e palestinos. Não o credenciar, além de injusto, é impedir que ele mostre ao Brasil como o país pode de fato contribuir para a paz na região.

Também recordamos as advertências que altos oficiais do Exército brasileiro já fizeram ao governo, conforme noticiado no jornal Folha de S. Paulo, de 21/12/2015, de que “a decisão de Brasília de postergar indefinidamente a aprovação do novo embaixador israelense no país, Dani Dayan, está sendo considerada um erro estratégico por militares brasileiros. Segundo um integrante do alto escalão das Forças Armadas, o impasse diplomático pode atrapalhar a transferência da tecnologia entre os dois países, fundamental em alguns contratos militares”.

Ainda citando a mesma fonte, o jornal observa em sua notícia que “é falta de visão geopolítica e de objetividade de ações. Para as Forças Armadas ficou uma situação muito sensível, pois nossa parceria com empresas israelenses de alta tecnologia é muito grande. Israel é um dos poucos países com transferência total de ‘know how’, inclusive com os ‘key-codes’ (códigos-chave) dos armamentos, afirmou o militar à Folha”.

No dia 19 de janeiro de 2016, caiu a máscara de Marco Aurélio Garcia. Em entrevista à emissora estatal de televisão, TV Brasil, no programa Espaço Público, ele disse que "Israel deu um 'passo em falso' ao indicar o diplomata Dani Dayan para o cargo de embaixador no Brasil. A indicação causou polêmica pelo fato de Dayan ser morador da Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel desde 1967, e ser contrário à criação de um Estado Palestino", declarou ele.

Depois de insistir na surrada desculpa de que Israel divulgou o nome de Dayan antes de pedir seu credenciamento, Garcia disse que "a política externa israelense está sendo influenciada por componentes ideológicos que estão dificultando a formulação de relações internacionais mais respeitosas. O caso era que ele [Dayan] tem condições muito marcadas em dois temas caríssimos para a política externa brasileira e para a política internacional, que são os assentamentos [judeus em territórios palestinos], condenados pela imensa maioria dos países das Nações Unidas e inclusive por nós, e o fato de que ele se opõe a formação de um Estado Palestino”. Dessa forma, então, segurança, defesa, sobrevivência e legitimidade da posse da terra por Israel são classificadas de "componentes ideológicos" por quem posa de eminência da justiça internacional, quando na realidade tem uma indigência moral, pois atribui ao outro a influência ideológica com qual caracteriza sua postura discriminatória contra judeus.

O assessor da Presidência na mesma entrevista também mostrou sua irritação com Israel, principalmente por causa da reação a uma nota arbitrária do Itamaraty, de 2014, que teve sua participação, condenando apenas Israel nas operações militares contra os terroristas do Hamas em Gaza que lançaram milhares de mísseis sobre a população civil israelense. Naquela ocasião, o porta-voz diplomático chamou o Brasil de “anão diplomático” e "país irrelevante".

Marco Aurélio Garcia tentou vincular esse episódio — desencadeado por ele próprio — com a indicação de Dani Dayan para Embaixador de Israel em Brasília. Essa lógica transversa dele, de dizer que Dayan não pode ser embaixador porque reside na Cisjordânia e discorda do Estado palestino na ótica que o Brasil vê, abre a chance de qualquer país rejeitar um embaixador brasileiro alegando ser contra o representante de um governo que permitiu e está envolvido na maior roubalheira de dinheiro público da história de uma nação, além de acusá-lo de promover a morte da população por falta de atendimento à saúde no Brasil.

Essa mesma política que recebe embaixadores de países que "dão passos em falso" desrespeitando os direitos humanos, assassinando populações, invadindo e ocupando outros territórios, e cometendo atrocidades e crimes de guerra, não aceita um embaixador porque ele, como judeu, defende os legítimos assentamentos em Israel, um país democrático que respeita os direitos humanos. Isso é pura discriminação.

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Szyja LorberCriador do abaixo-assinado

Os tomadores de decisão

Presidente do Brasil Dilma Roussef, Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty)
Presidente do Brasil Dilma Roussef, Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty)
e Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN)
e Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN)

Atualizações do abaixo-assinado

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Abaixo-assinado criado em 25 de dezembro de 2015