Kampanya güncellemesiApoiamos Dani Dayan como Embaixador de Israel no BrasilO frio da geladeira diplomática
Szyja LorberCuritiba, Brezilya
Jan 6, 2016
Importante artigo de Sergio Niskier, presidente da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria do RJ, analisa a questão e apresenta novos e interessantes argumentos para o Brasil conceder o credenciamento a Dani Dayan como Embaixador de Israel no Brasil. O FRIO DA GELADEIRA DIPLOMÁTICA Por Sérgio Niskier – Presidente da Câmara de Comércio Brasil-Israel do RJ Quero me referir ao caso do embaixador nomeado de Israel, Dany Dayan. É clara a posição brasileira de DOIS ESTADOS PARA DOIS POVOS. Nosso País sempre defendeu o direito de Israel viver em fronteiras seguras, assim como o futuro Estado Palestino. O Brasil já se manifestou contrariamente à posições de Israel, sem que isto fosse considerado uma afronta. Isto nunca impediu, que Israel ofertasse ao Brasil, como o faz para vários países, inclusive árabes, a participação em programas de Intercâmbio Técnico-Cientifico do PROJETO MASHAV. Israel tem recebido bolsistas brasileiros, para os mais variados treinamentos nas áreas de Administração Municipal, Combate às Drogas, Cooperativismo, Segurança, Ensino a Distância, Técnicas Agrícolas, e outros Já estiveram aqui diplomatas, de direita, esquerda, centro, judeus, não judeus, homens, mulheres, heterossexuais, gays, moradores de todas as regiões, de várias profissões e idades, todos representando a diversidade e a democracia do Estado Judeu. Nenhum embaixador aqui esteve representando a si próprio. Considerar que Israel, não tivesse controle sobre seus embaixadores e enviasse irresponsavelmente um cidadão para vir aqui, fazer proselitismo com seus posicionamentos pessoais, e não representar apenas os interesses do Estado, é uma grave afronta. Acabamos de ver a partida de um embaixador poeta, druso, morador das montanhas de Haifa. Ninguém perguntou onde ele morava para ter o agreement. Nosso governo não considerou, que ele viria para cá, fazer sua própria política pessoal, que ninguém perguntou qual era. Ninguém quis saber a qual partido político se filiou. A diplomacia israelense respeita todas as regras do seu Ministério do Exterior e às convenções internacionais, assim como os nossos diplomatas às regras do Itamaraty. Nenhum diplomata brasileiro está autorizado a fazer política própria, nos seus interesses ideológicos ou partidários. Por que considerar que em Israel o oposto impera, e seus diplomatas vem aqui para serem porta voz de suas próprias opiniões? Como o governo brasileiro tem a ousadia de imaginar que um mês depois de Reda M ansur, que serviu ao mesmo governo que indicou Dany Dayan, o governo pudesse indicar um diplomata para ser o oposto do que foi o anterior? As instruções diplomáticas não mudaram. O trabalho de reaproximação, da visita a quase todos os Estados, da ampliação das vendas brasileiras, gerando um saldo positivo para o Brasil de quase 1 bilhão de dólares, não seria alterada pela indicação de um empresário de TI, com fluência em nossa língua, e conhecimentos de nossa região. Só mesmo na estreiteza dos Garcias , pode caber um pensamento de mudança de rumos diplomáticos, que justificassem esta atitude brasileira. Nenhum diplomata de Israel, de todas as tendências políticas, descumpriu obrigações dos cargos, ou criou qualquer embaraço. Sempre se referiram com respeito absoluto, ao posicionamento brasileiro. Todas as vezes que foram confrontados com polêmicas decisões brasileiras, disseram que as relações entre países, tem pontos de opiniões divergentes, mas que isto faz parte do crescimento das relações, onde cada um tem a oportunidade de apresentar seus pontos de vista nas conversas bilaterais, e mesmo sem concordar integralmente, nunca foram suficientes para impedir que Israel oferte o melhor de si, nas trocas de todos os níveis que aqui se apresentam. Gerar uma crise por conta de uma falha de divulgação precipitada do nome de Dany Dayan, usada como desculpa, de um caso que poderia ser sanado com uma carta da chancelaria de Israel ao Itamaraty, é inconsequente. Na verdade, o ocorrido foi a capitulação mais uma vez, de nosso governo, para a política do ódio e do confronto, perpetrada por assessores de baixa qualidade e por deputados com linguajar agressivo. Acuaram nosso governo usando argumentação e ofensas totalmente descabidas. Nenhuma dúvida das verdadeiras razões nos é permitido ter, a partir de declarações, artigos e editoriais, como por exemplo do ex-Ministro de Relações Exteriores e da Defesa, Celso Amorim recém publicado. O Brasil tem posição crítica com relação às colônias e as condena. Pede que haja o entendimento entre palestinos e israelenses. E o Brasil poderia ser um pais que ajudasse a aproximação dos dois lados deste trágico conflito, graças a confiança de ambos. Ao trazer para dentro de nossas fronteiras o conflito de lá, perdemos nossa capacidade de melhor interlocutor. A esta situação se incorpora a aceitação de pressões do BDS. O uso “esperto” de um manifesto de judeus ditos progressistas, que aplaudem a atitude de recusa de Dany Dayan, como se fosse a posição da comunidade judaica brasileira, só trouxe mais lenha a esta fogueira. Tal manifesto foi usado por um parlamentar do PMDB depois de violento discurso onde qualifica os israelenses como ladrões e nazistas, para encaminhar à Presidente Dilma, moção apoiada por parlamentares do PSDB e PT. A partir daí, a porta da geladeira diplomática ficou travada. Vozes que pretensamente defendem a justiça, são usadas para validar a ofensa e a afronta diplomática brasileira. É bonito ver que nosso país respeita os princípios que defende. Será mesmo esta uma decisão ideológica e diplomática consistente? Nosso país não dá o agrément para países que tem pena de morte, que censuram a imprensa, que tem seus regimes políticos na ditadura ou na monarquia, que discriminam inclusive com violência homossexuais, mulheres, negros, que atacam sua população civil com armas químicas proibidas, que ameaçam claramente países amigos do Brasil, com sua destruição. Será isto verdade, ou o é apenas quando se trata do Estado de Israel? Não há porque amplificar esta crise, e não debelá-la com a inteligência que temos. Podemos ser contrários a várias posições de governos, podemos desejar que hajam mudanças, podemos expressar todos estes desejos, podemos opinar sobre qualquer coisa referente a qualquer lugar do mundo. Temos esta liberdade em nosso País. Mas não podemos causar danos a nós próprios. Que haja responsabilidade em todos, para a construção das saídas desta crise.
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