Abaixo-assinado encerrado

Que la UE no presione para disposiciones ADPIC Plus en el TLC

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(versão em português abaixo)

 

¡LA SALUD NO SE NEGOCIA!

 

Latinoamérica, 2 de febrero de 2012.

 

Estimados miembros del Equipo Negociador de la Unión Europea;

Les escribimos como redes de personas que viven con VIH y ONG de América Latina y el Caribe para solicitarles que cesen en sus pretensiones en la negociación del tratado de libre comercio (TLC) que se está llevando a cabo entre India y la Unión Europea. Esta negociación claramente favorece a la industria farmacéutica y coloca las ganancias financieras – en el nombre del libre comercio – por encima de los derechos humanos.

India desempeña un papel clave en la producción y suministro de medicamentos esenciales - no sólo para los ciudadanos indios- sino para todos aquellos que los necesitan en los países de América Latina y el Caribe. El referido acuerdo podría  dar fin al importante rol de India como proveedor de medicamentos asequibles para las personas que viven con el VIH en todo el mundo.

En nuestra anterior nota de fecha 8 de noviembre de 2010 les hicimos saber sobre nuestras preocupaciones en torno a las negociaciones, sin embargo al mantenerse el texto del acuerdo en absoluto secreto, no nos es posible confiar en la respuesta anterior de la Unión Europea que indica que nada en el acuerdo podría afectar el acceso a los medicamentos.

Aunque el texto del acuerdo no se ha dado a conocer, toda vez que las negociaciones se llevan a cabo a puertas cerradas – a pesar del impacto que tendrá en toda la población no solo en India sino en todo el mundo en desarrollo – algunas disposiciones se tornaron públicas. Por ello es que  expresamos nuestra profunda preocupación respecto a la presión que la Unión Europea continúa ejerciendo para lograr la inclusión de niveles más altos de protección de los derechos de propiedad intelectual en el TLC.

Las disposiciones que se buscan -conocidas como  ADPIC Plus van mucho más allá de los estándares internacionales de protección que se establecieron en los acuerdos ADPIC de la Organización Mundial del Comercio (OMC), violando el principio internacional de primacía de los derechos humanos y el compromiso de garantizar el acceso universal a medicamentos esenciales.

La presión por la inclusión de disposiciones  ADPIC Plus demuestra el desprecio por la vida de millones de personas de todo el mundo que actualmente dependen de los medicamentos que provienen de India. La interrupción de los tratamientos causará daños irreparables que acelerarán la resistencia a los medicamentos, una situación que ya está comprometida gracias a las patentes y otras provisiones de propiedad intelectual que limitan el acceso a medicamentos de segunda y tercera línea debido a los altos precios que mantienen los monopolios farmacéuticos. La adopción de las propuestas de la Unión Europea tornaría aun más difícil el acceso a estos medicamentos.

 En particular demandamos:

Que se eliminen:

·         Las normas sobre inversión, que permiten a las compañías extranjeras demandar al gobierno indio adoptar políticas nacionales de salud,  como son las medidas para reducir los precios de los medicamentos.

·         Las medidas de frontera, ya que permitirán negar el acceso a medicamentos  en otros países en desarrollo, atento a que autorizan a los oficiales de aduana a incautar medicamentos genéricos en tránsito.

·         Las medidas cautelares, que atentan contra la independencia del poder judicial indio para proteger el derecho a la salud de los ciudadanos sobre los beneficios de las compañías farmacéuticas.

·         Otras medidas de observancia de la propiedad intelectual, ya que ponen a terceros, tales como los proveedores de tratamiento en situación de riesgo de ser perseguidos a través de acciones policiales y judiciales.

·         Y que no se traiga nuevamente a la mesa de negociación medidas tales como:

·         La exclusividad de datos, ya que retrasará el registro de medicamentos genéricos y no permitirá la colocación en el mercado de versiones asequibles de dosis pediátricas y las combinaciones de "drogas no patentadas". ¡ESTA MEDIDA NO ES REQUERIDA POR EL ACUERDO SOBRE LOS ADPIC!

·         La extensión del plazo de las patentes, ya que prolonga la vigencia de las patentes más allá de los 20 años requeridos por el acuerdo sobre ADPIC.

 

Exigimos a la Unión Europea que deje de lado esta agresiva y vergonzosa agenda, de tal manera que se pueda garantizar que la industria de medicamentos genéricos de India pueda continuar con su rol de proveedor de medicamentos de bajo costo y calidad garantizada a América Latina, Asia y África.

 

Exigimos que todas las disposiciones ADPIC Plus sean retiradas de las negociaciones y que el texto del TLC se haga público.

Así mismo, exigimos que la Unión Europea no presione al MERCOSUR para que se adopten disposiciones ADPIC Plus en el TLC en negociación entre ambos bloques regionales y que las propuestas de la Unión Europea se hagan públicas. 

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SAÚDE NÃO É NEGOCIÁVEL!

 

América Latina, 2 de fevereiro de 2012.

 

Estimados membros da Equipe Negociadora da União Europeia;

 

Escrevemos-lhes como redes de pessoas que vivem com HIV e ONGs da América Latina e do Caribe para solicitar-lhes que parem com suas pretensões na negociação do Tratado de Livre Comércio (TLC) que está em andamento entre Índia e União Euopeia. Esta negociação claramente favorece a indústria farmacêutica e coloca os lucros financeiros – em nome do livre comércio – acima dos direitos humanos.

A Índia desempenha um papel chave na produção e abastecimento de medicamentos essenciais, não só para os cidadãos indianos, mas também para todos aqueles que deles necessitam nos países da América Latina e do Caribe. O referido acordo poderia dar fim ao importante papel da Índia como provedora de medicamentos acessíveis às pessoas que vivem com HIV em todo o mundo.

Em nossa nota anterior, que data do dia 8 de novembro de 2010, expusemos nossas preocupações em torno das negociações. Entretanto, como o texto do acordo está em absoluto segredo, não é possível confiar na resposta anterior da União Europeia que indica que nada no acordo poderia afetar o acesso aos medicamentos.

Mesmo tendo consequências para a população da Índia e todo o mundo em desenvolvimento, as negociações ocorrem a portas e o texto do acordo não é divulgado. No entanto, algumas disposições se tornaram públicas. Por isso, expressamos nossa profunda preocupação a respeito da pressão que a União Europeia continua exercendo para conseguir a inclusão de níveis mais altos de proteção dos direitos de propriedade intelectual no TLC.

Os dispositivos que se buscam – conhecidas como TRIPS-plus vão muito mais além dos padrões internacionais de proteção estabelecidos nos Acordo TRIPS da Organização Mundial do Comércio (OMC), violando o princípio internacional da primazia dos direitos humanos e o compromisso de garantir o acesso universal a medicamentos essenciais. 

A pressão pela inclusão de dispositivos TRIPS-plus demonstra o desprezo pela vida de milhões de pessoas de todo o mundo que atualmente dependem dos medicamentos que provêm da Índia. A interrupção dos tratamentos causará danos irreparáveis que acelerarão a resistência aos medicamentos, uma situação que já está comprometida graças às patentes e outras provisões de propriedade intelectual que limitam o acesso a medicamentos de segunda e terceira linha, devido aos altos preços que mantêm os monopólios farmacêuticos. A adoção das propostas da União Europeia tornaria ainda mais difícil o acesso a estes medicamentos.

 

Em particular demandamos:

Que se eliminem:

·         Normas sobre investimentos, que permitem às companhias estrangeiras acionar juducialmente o governo indiano por adote políticas nacionais de saúde, como são as medidas para reduzir os preços dos medicamentos.

·         Medidas de fronteira, que permitirão negar o acesso a medicamentos em outros países em desenvolvimento, tendo em conta que autorizam os oficiais da aduana a confiscar medicamentos genéricos em trânsito.

·         Medidas cautelares, que atentam contra a independência do poder judiciário indiano para proteger o direito à saúde dos cidadãos sobre os lucros das companhias farmacêuticas.

·         Outras medidas de enforcement da propriedade intelectual, já que colocam a terceiros, tais como os provedores de tratamento em situação de risco, de serem perseguidos através de ações policiais e judiciais.

E que não se traga novamente à mesa de negociação medidas tais como:

·         A exclusividade de dados, que atrasa o registro de medicamentos genéricos e não permite a colocação no mercado de versões acessíveis, de doses pediátricas e de combinações de medicamentos em domínio público. ESTA MEDIDA NÃO É REQUERIDA PELO ACORDO TRIPS!

·         A extensão do prazo das patentes, que prolonga a vigência das patentes para além dos 20 anos requeridos pelo Acordo TRIPS.

 

Exigimos à União Europeia que deixe de lado esta agenda agressiva e vergonhosa, de maneira que a indústria de medicamentos genéricos da Índia possa continuar com seu papel provedor de medicamentos de baixo custo e qualidade garantida à América Latina, Ásia e África.

 

Exigimos que todas os dispositivos TRIPS-plus sejam retiradas das negociações e que o texto do acordo venha a público.

 

Da mesma forma, exigimos que a União Europeia não pressione o MERCOSUL para que adotem dispositivos TRIPS-plus no TLC na negociação entre os blocos regionais e que as propostas da União Europeia venham a público.

 

 

 



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