Abaixo-assinado encerrado

ANIMAIS NA PISTA- DÊ PASSAGEM PARA A VIDA - CHAPADA DOS VEADEIROS

Este abaixo-assinado conseguiu 462 apoiadores!


Segundo estimativas do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras, mais de 475 milhões de animais silvestres são atropelados, por ano, nas rodovias do Brasil. Na GO-118, que liga Brasília à Chapada dos Veadeiros frequentemente presenciamos espécies emblemáticas do Cerrado como o lobo guará, a anta, a raposinha-do-campo e o tamanduá-bandeira, embora constantes na Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção do Ministério do Meio Ambiente como espécies vulneráveis (VU), serem atropeladas ou vemos carniças na beira da estrada! Vários são os relatos de motoristas que quase já sofreram algum acidente, principalmente durante a noite. Para se ter uma idéia, uma informação contida na Cartilha da Câmara dos Deputados (Fauna Silvestre – Dê passagem para a Vida) indica, por exemplo, que entre 30 a 50% dos Lobos Guará, um dos animais mais carismáticos da Chapada dos Veadeiros e do Cerrado, são mortos em razão de atropelamentos.

Pensando nesta problemática, a Associação Amigos da Floresta propõe as seguintes medidas para mitigação:

- Ondulações (quebra-molas)
- Sonorizadores, com placas de advertência . Estes representam baixo ou baixíssimo custo para o Estado, em comparação com a grande maioria de projetos de engenharia ou de colocação de benfeitorias ou de simples manutenção de rodovias.

Vale lembrar que o O artigo 2º, inciso XVIII da Lei nº 9.985 de 18/07/2000 que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), confere amplo respaldo à colocação de redutores e sonorizadores – “zona de amortecimento
é o entorno de uma unidade de conservação, onde as atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas, com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre a unidade...”.

Além disso,o crescimento recente do turismo nacional na Chapada dos Veadeiros é inegável e muito significativo, mas ainda não atende aos padrões internacionais do turismo de observação de fauna silvestre e não se compara à renda direta e indireta gerada em locais como o Pantanal e Bonito no Mato Grosso: a Chapada dos Veadeiros tem potencial para ser um dos mais importantes destinos de ecoturismo do Brasil e do Mundo, sem se render aos encantos enganosos do
turismo barato de massas que avilta o acervo natural e termina por destruí-lo.

Tais iniciativas se bem implementada, poderão abrir as portas da Chapada dos Veadeiros para o turismo internacional, em que turistas de outros países, já habituados à visitação de Parques da África do Sul, Quênia, Nova Zelândia, Estados Unidos e Canadá não apenas apreciarão avistar esses animais em liberdade, mas valorização a preocupação das autoridades locais com o bem estar dos seus animais silvestres – ao contrário, esses turistas estrangeiros, assim como turistas brasileiros mais exigentes, jamais visitarão Parques cheios de animais silvestres despedaçados nas estradas, sob o olhar indiferente da população!

Por tudo o que se disse, requer-se a colocação contínua de redutores e sinalizadores na GO 118, por pelo menos 30 km antes da cidade de Alto Paraíso (sentido Brasília-Alto Paraíso) e 30 km depois dessa cidade e por toda a extensão da GO 239, iniciativa essa que, acreditamos, terá grande repercussão na conservação da fauna da região e na implementação do perfil de um turismo ecológico de qualidade superior, compatível com os cuidados que a fauna magnífica do Cerrado requer e que poderão render grandes divisas para as comunidades locais e para o Estado de Goiás.



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