Acabem com a burocratização da educação superior (Resolução CNE/CES nº 7)


Acabem com a burocratização da educação superior (Resolução CNE/CES nº 7)
O problema
A Resolução CNE n. 7/2018, que estabelece a obrigatoriedade de projetos de extensão no ensino superior, traz consigo uma série de problemas que afetam diretamente os estudantes, especialmente aqueles de cursos na modalidade EAD (Educação a Distância). Embora a proposta de extensão tenha uma relevância acadêmica e social inegável, as dificuldades enfrentadas pelos alunos para cumprir com as exigências são muitas e, em muitos casos, desanimadoras.
Um dos maiores desafios é encontrar instituições dispostas a fazer parceria com os estudantes. Muitas vezes, os responsáveis por essas instituições são inacessíveis, estão sempre ocupados, quase nunca aparecem ou simplesmente não demonstram interesse em participar de atividades voltadas à educação. A humilhação de ter que esperar horas para ser atendido, apenas para conseguir uma oportunidade de falar sobre o projeto, é algo comum. O desinteresse e a burocracia desses processos tornam extremamente desgastante conseguir o mínimo apoio necessário para a realização do projeto.
Além disso, as faculdades EAD, que deveriam ser aliadas nesse processo, falham em fornecer qualquer tipo de suporte significativo aos seus alunos. Instituições de ensino a distância muitas vezes criam projetos de extensão sem considerar a realidade de seus alunos, deixando a responsabilidade de implementação completamente nas mãos dos acadêmicos. Não há infraestrutura, orientação ou apoio financeiro, o que faz com que muitos estudantes tenham que gastar do próprio bolso para cumprir as exigências. O compromisso das faculdades parece limitado ao recebimento das mensalidades, sem qualquer envolvimento no sucesso dos projetos de extensão que impõem.
Essa falta de apoio tem levado muitos acadêmicos a desistirem de seus cursos. Imagine a frustração de alguém que luta para pagar as mensalidades, recebendo um salário mínimo, e se depara com dificuldades quase intransponíveis para realizar um projeto de extensão. Perder um ano de mensalidades por não conseguir cumprir as exigências desse tipo de projeto é uma realidade devastadora para muitos.
Outro problema é o desinteresse generalizado da sociedade nos temas propostos pelas instituições. Isso torna ainda mais difícil encontrar público e parceiros que se engajem nas atividades de extensão. Empresas e instituições muitas vezes se recusam a assinar e carimbar documentos, temendo responsabilidades legais, ou simplesmente não têm a estrutura necessária para apoiar tais iniciativas.
Sem apoio da universidade, da sociedade e do governo, o aluno EAD fica à mercê de sua própria capacidade de improvisar, sacrificando tempo, dinheiro e vida pessoal para conseguir cumprir as exigências. Os responsáveis por essas resoluções, em sua maioria, não vivenciam a mesma realidade dos estudantes e, por isso, conseguem facilmente impor projetos que mais burocratizam e dificultam o ensino superior, do que realmente promovem a educação de qualidade.
Está claro que o sistema, tal como está, beneficia apenas as faculdades, que continuam recebendo suas mensalidades, enquanto deixam o peso e a responsabilidade do projeto nas costas dos estudantes. O objetivo parece ser não a formação de profissionais qualificados, mas sim a manutenção de um sistema que burocratiza, dificulta e impede a conclusão de um curso superior para muitos.
Diante do exposto, gostaria que esta reclamação não fosse tratada como apenas mais uma entre tantas, mas que recebesse a devida atenção e fosse encaminhada para instâncias superiores dentro da Câmara de Educação Superior, colegiado do Conselho Nacional de Educação - CNE. Este é um problema sério que afeta não apenas nossa formação, mas a de milhares de estudantes em todo o país.
Agradecemos antecipadamente pela atenção dispensada a este caso e aguardo ansiosamente por uma resposta que traga soluções efetivas para esta questão.
Visando uma melhor compreensão sobre o assunto, aqui consta um trabalho acadêmico sobre a Resolução Nº 7, de 18 de dezembro de 2018: RESOLUÇÃO CNE N. 7/2018 E A BUROCRATIZAÇÃO DA
EDUCAÇÃO SUPERIOR: APONTAMENTOS SOBRE A DIRETRIZ
RELATIVA APENAS À EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA (link: http://educa.fcc.org.br/pdf/regae/v11n20/2318-1338-regae-11-20-e71374.pdf

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O problema
A Resolução CNE n. 7/2018, que estabelece a obrigatoriedade de projetos de extensão no ensino superior, traz consigo uma série de problemas que afetam diretamente os estudantes, especialmente aqueles de cursos na modalidade EAD (Educação a Distância). Embora a proposta de extensão tenha uma relevância acadêmica e social inegável, as dificuldades enfrentadas pelos alunos para cumprir com as exigências são muitas e, em muitos casos, desanimadoras.
Um dos maiores desafios é encontrar instituições dispostas a fazer parceria com os estudantes. Muitas vezes, os responsáveis por essas instituições são inacessíveis, estão sempre ocupados, quase nunca aparecem ou simplesmente não demonstram interesse em participar de atividades voltadas à educação. A humilhação de ter que esperar horas para ser atendido, apenas para conseguir uma oportunidade de falar sobre o projeto, é algo comum. O desinteresse e a burocracia desses processos tornam extremamente desgastante conseguir o mínimo apoio necessário para a realização do projeto.
Além disso, as faculdades EAD, que deveriam ser aliadas nesse processo, falham em fornecer qualquer tipo de suporte significativo aos seus alunos. Instituições de ensino a distância muitas vezes criam projetos de extensão sem considerar a realidade de seus alunos, deixando a responsabilidade de implementação completamente nas mãos dos acadêmicos. Não há infraestrutura, orientação ou apoio financeiro, o que faz com que muitos estudantes tenham que gastar do próprio bolso para cumprir as exigências. O compromisso das faculdades parece limitado ao recebimento das mensalidades, sem qualquer envolvimento no sucesso dos projetos de extensão que impõem.
Essa falta de apoio tem levado muitos acadêmicos a desistirem de seus cursos. Imagine a frustração de alguém que luta para pagar as mensalidades, recebendo um salário mínimo, e se depara com dificuldades quase intransponíveis para realizar um projeto de extensão. Perder um ano de mensalidades por não conseguir cumprir as exigências desse tipo de projeto é uma realidade devastadora para muitos.
Outro problema é o desinteresse generalizado da sociedade nos temas propostos pelas instituições. Isso torna ainda mais difícil encontrar público e parceiros que se engajem nas atividades de extensão. Empresas e instituições muitas vezes se recusam a assinar e carimbar documentos, temendo responsabilidades legais, ou simplesmente não têm a estrutura necessária para apoiar tais iniciativas.
Sem apoio da universidade, da sociedade e do governo, o aluno EAD fica à mercê de sua própria capacidade de improvisar, sacrificando tempo, dinheiro e vida pessoal para conseguir cumprir as exigências. Os responsáveis por essas resoluções, em sua maioria, não vivenciam a mesma realidade dos estudantes e, por isso, conseguem facilmente impor projetos que mais burocratizam e dificultam o ensino superior, do que realmente promovem a educação de qualidade.
Está claro que o sistema, tal como está, beneficia apenas as faculdades, que continuam recebendo suas mensalidades, enquanto deixam o peso e a responsabilidade do projeto nas costas dos estudantes. O objetivo parece ser não a formação de profissionais qualificados, mas sim a manutenção de um sistema que burocratiza, dificulta e impede a conclusão de um curso superior para muitos.
Diante do exposto, gostaria que esta reclamação não fosse tratada como apenas mais uma entre tantas, mas que recebesse a devida atenção e fosse encaminhada para instâncias superiores dentro da Câmara de Educação Superior, colegiado do Conselho Nacional de Educação - CNE. Este é um problema sério que afeta não apenas nossa formação, mas a de milhares de estudantes em todo o país.
Agradecemos antecipadamente pela atenção dispensada a este caso e aguardo ansiosamente por uma resposta que traga soluções efetivas para esta questão.
Visando uma melhor compreensão sobre o assunto, aqui consta um trabalho acadêmico sobre a Resolução Nº 7, de 18 de dezembro de 2018: RESOLUÇÃO CNE N. 7/2018 E A BUROCRATIZAÇÃO DA
EDUCAÇÃO SUPERIOR: APONTAMENTOS SOBRE A DIRETRIZ
RELATIVA APENAS À EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA (link: http://educa.fcc.org.br/pdf/regae/v11n20/2318-1338-regae-11-20-e71374.pdf

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Abaixo-assinado criado em 3 de junho de 2024