A proibição de celulares nas escolas.

O problema

No começo deste ano, Luiz Inácio sancionou a lei que proíbe o uso de celulares nas escolas. A decisão foi amplamente rejeitada por nós, estudantes. Houve uma votação sobre o tema, mas o problema é que permitiram que adultos votassem — muitos dos quais nem terminaram o ensino básico. E são essas pessoas que decidem o que é melhor para um ambiente que elas nem frequentam mais.

 

Só quem sente na pele a realidade escolar entende o impacto dessa lei. Estudantes tímidos, introvertidos ou com ansiedade social encontravam no celular um refúgio em meio ao caos. Agora, sem ele, o silêncio virou solidão. Dizem que a lei ajuda na socialização e no rendimento escolar. A verdade? Ninguém ficou mais sociável, ninguém ficou mais inteligente. Só mais triste. Mais isolado. Mais invisível.

 

Ao invés de atacar o celular, por que não melhorar o ambiente escolar de verdade? Por que não aplicar regras justas, contratar mais monitores, investir em ensino de qualidade?

 

Essa lei é exclusionista. Não resolve nenhum problema. Só mascara muitos.

 

Para provar isso, aqui estão alguns dos acontecimentos recentes na minha escola — e, spoiler: nada disso foi causado pelo celular:

 

1. Uso de drogas nos corredores.

 

 

2. Um aluno foi espancado e mordido.

 

 

3. Bullying frequente.

 

 

4. Xingamentos normalizados e ignorados.

 

 

5. Meu caso: entrei atrasada no ano letivo, pedi ajuda aos professores e fui ignorada.

 

 

6. Atos sexuais ocorrendo nos banheiros.

 

 

7. Invasão dos banheiros femininos por meninos (e o contrário também).

 

8. Automutilação em sala de aula.

 

Esses são só alguns exemplos. A situação está fora de controle — e ao invés de enfrentarem os verdadeiros problemas, decidiram simplesmente cortar os celulares, como se isso fosse mágica.

 

Por favor, escutem quem está dentro das escolas. A gente não precisa de mais repressão. A gente precisa de ajuda.

 

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O problema

No começo deste ano, Luiz Inácio sancionou a lei que proíbe o uso de celulares nas escolas. A decisão foi amplamente rejeitada por nós, estudantes. Houve uma votação sobre o tema, mas o problema é que permitiram que adultos votassem — muitos dos quais nem terminaram o ensino básico. E são essas pessoas que decidem o que é melhor para um ambiente que elas nem frequentam mais.

 

Só quem sente na pele a realidade escolar entende o impacto dessa lei. Estudantes tímidos, introvertidos ou com ansiedade social encontravam no celular um refúgio em meio ao caos. Agora, sem ele, o silêncio virou solidão. Dizem que a lei ajuda na socialização e no rendimento escolar. A verdade? Ninguém ficou mais sociável, ninguém ficou mais inteligente. Só mais triste. Mais isolado. Mais invisível.

 

Ao invés de atacar o celular, por que não melhorar o ambiente escolar de verdade? Por que não aplicar regras justas, contratar mais monitores, investir em ensino de qualidade?

 

Essa lei é exclusionista. Não resolve nenhum problema. Só mascara muitos.

 

Para provar isso, aqui estão alguns dos acontecimentos recentes na minha escola — e, spoiler: nada disso foi causado pelo celular:

 

1. Uso de drogas nos corredores.

 

 

2. Um aluno foi espancado e mordido.

 

 

3. Bullying frequente.

 

 

4. Xingamentos normalizados e ignorados.

 

 

5. Meu caso: entrei atrasada no ano letivo, pedi ajuda aos professores e fui ignorada.

 

 

6. Atos sexuais ocorrendo nos banheiros.

 

 

7. Invasão dos banheiros femininos por meninos (e o contrário também).

 

8. Automutilação em sala de aula.

 

Esses são só alguns exemplos. A situação está fora de controle — e ao invés de enfrentarem os verdadeiros problemas, decidiram simplesmente cortar os celulares, como se isso fosse mágica.

 

Por favor, escutem quem está dentro das escolas. A gente não precisa de mais repressão. A gente precisa de ajuda.

 

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Abaixo-assinado criado em 12 de maio de 2025