

Instituto Estadual de Educação - Vai ter shortinhos, SIM!


Instituto Estadual de Educação - Vai ter shortinhos, SIM!
O problema
Por questões de saúde da mulher. Por ser desconfortável passar calor. Por não haver motivos palpáveis para a proibição e porque o corpo é nosso e não deve ser ditada a nossa vestimenta!!
Nós, alunas do Instituto Estadual de Educação de Florianópolis, fazemos uma exigência urgente á direção. Exigimos que a instituição deixo no passado o machismo, a objetificação e sexualização dos corpos das alunas; exigimos que deixo no passado a mentalidade de que cabe às mulheres a prevenção de assédios, abusos e estupros; exigimos que, ao invés de ditar o que as meninas podem vestir, ditem o respeito. Ao invés de humilhar meninas por usar shorts em climas quentes, ensine estudantes e professores homem não sexualizar partes normais do corpo feminino. Nós somos adolescentes de 13-17 anos de idade. Se você está sexualizando o nosso corpo, você é o problema. Quando você interrompe a aula de uma menina para forçá-la a mudar de roupa ou mandá-la para casa porque o short dela é "muito curto", você está dizendo que garantir que os meninos tenham um ambiente de aprendizagem livre de "distrações" é mais importante do que garantir a educação dela. Ao invés de humilhar meninas pelos seus corpos, ensinem aos meninos que elas não são objetos sexuais. Ao invés de ensinar que as nossas decências e o nosso valor dependem do comprimento do nosso short ou do tamanho do nosso decote, ensinem aos homens que nós somos a única pessoa responsável pela definição da minha decência e do meu valor. Ensinem aos homens o respeito, desconstrua o pensamento de que uma roupa curta faz com que as mulheres sejam dadas. Discutimos temas atuais, fenômenos sociais, política, racismo em sala de aula, opressão de classe, gênero e raça. Tendo em vista isso, já está na hora de por em prática estes assuntos para compreender e para conviver melhor em sociedade. A prioridade é preparar-nos para o Enem e vestibulares, entendemos... Mas a educação social e política não é algo que podemos deixar de lado. É por meio dela que vamos constituir uma geração melhor que a anterior, é por meio dela que vamos criar um mundo onde mulheres não serão julgadas e humilhadas pelas roupas que escolhem vestir! Segundo relatos, a cada 2 minutos 5 mulheres são espancadas no Brasil e a cada 11 minutos 1 é estrupada no mundo todo. Precisamos mudar isso. Nós alunas do Instituto Estadual de Educação, recusamos a obedecer as regras que reforçam e perpetuam o machismo, a cultura do estupro.Que deixem para atrás as regras arcaicas, que ditam a nossa vestimenta!!
Queremos das os devidos créditos as alunas do Colégio Anchieta de Porto Alegre que por sua iniciativa nos motivaram a lutar nesta corrente contra a misoginia.
O problema
Por questões de saúde da mulher. Por ser desconfortável passar calor. Por não haver motivos palpáveis para a proibição e porque o corpo é nosso e não deve ser ditada a nossa vestimenta!!
Nós, alunas do Instituto Estadual de Educação de Florianópolis, fazemos uma exigência urgente á direção. Exigimos que a instituição deixo no passado o machismo, a objetificação e sexualização dos corpos das alunas; exigimos que deixo no passado a mentalidade de que cabe às mulheres a prevenção de assédios, abusos e estupros; exigimos que, ao invés de ditar o que as meninas podem vestir, ditem o respeito. Ao invés de humilhar meninas por usar shorts em climas quentes, ensine estudantes e professores homem não sexualizar partes normais do corpo feminino. Nós somos adolescentes de 13-17 anos de idade. Se você está sexualizando o nosso corpo, você é o problema. Quando você interrompe a aula de uma menina para forçá-la a mudar de roupa ou mandá-la para casa porque o short dela é "muito curto", você está dizendo que garantir que os meninos tenham um ambiente de aprendizagem livre de "distrações" é mais importante do que garantir a educação dela. Ao invés de humilhar meninas pelos seus corpos, ensinem aos meninos que elas não são objetos sexuais. Ao invés de ensinar que as nossas decências e o nosso valor dependem do comprimento do nosso short ou do tamanho do nosso decote, ensinem aos homens que nós somos a única pessoa responsável pela definição da minha decência e do meu valor. Ensinem aos homens o respeito, desconstrua o pensamento de que uma roupa curta faz com que as mulheres sejam dadas. Discutimos temas atuais, fenômenos sociais, política, racismo em sala de aula, opressão de classe, gênero e raça. Tendo em vista isso, já está na hora de por em prática estes assuntos para compreender e para conviver melhor em sociedade. A prioridade é preparar-nos para o Enem e vestibulares, entendemos... Mas a educação social e política não é algo que podemos deixar de lado. É por meio dela que vamos constituir uma geração melhor que a anterior, é por meio dela que vamos criar um mundo onde mulheres não serão julgadas e humilhadas pelas roupas que escolhem vestir! Segundo relatos, a cada 2 minutos 5 mulheres são espancadas no Brasil e a cada 11 minutos 1 é estrupada no mundo todo. Precisamos mudar isso. Nós alunas do Instituto Estadual de Educação, recusamos a obedecer as regras que reforçam e perpetuam o machismo, a cultura do estupro.Que deixem para atrás as regras arcaicas, que ditam a nossa vestimenta!!
Queremos das os devidos créditos as alunas do Colégio Anchieta de Porto Alegre que por sua iniciativa nos motivaram a lutar nesta corrente contra a misoginia.
Abaixo-assinado encerrado
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Abaixo-assinado criado em 28 de fevereiro de 2016