Decision Maker

Metrô - São Paulo

  • Companhia do Metropolitano de São Paulo

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Petitioning Metrô - São Paulo, ViaQuatro - Metrô São Paulo (Imprensa), Eduardo Guedes (Assessor de Imprensa), Thaís Antonelli (Assessora de Imprensa), Vinicius Traldi (Assessor de Imprensa)

Metrô: treine seus seguranças para combater assédio no Carnaval! #CarnavalSemAssédio

O Carnaval está chegando e São Paulo já se tornou o maior destino do país nesta época do ano. Mais uma vez, as estações de metrô devem ficar lotadas de foliões indo e vindo dos blocos de rua, o que gera um alerta importante para o aumento de casos de assédio sexual dentro dos vagões, nas plataformas, escadarias e demais acessos das estações. Estou junto com a Catraca Livre, na campanha #CarnavalSemAssédio, e quero lutar contra isso!  Meu nome é Kátia, sou psicóloga e participei dessa campanha no ano passado, quando pude acolher e orientar mulheres em situações de assédio nos blocos. No metrô, vi cenas de “brincadeiras” que identifiquei como assédio, embora o problema seja ainda muito velado. Uma ocorrência na estação Sacomã, da Linha 2-Verde do Metrô, me chamou mais atenção.  Um rapaz e uma mulher trans discutiam muito até que ele a agrediu com um tapa no rosto, a puxou pelo braço e fez ameaças. Eles estavam próximos à catraca, onde ficam os funcionários, mas ninguém se prontificou a ajudar. Eu mesma fui até o local e chamei o funcionário, que não queria “se meter”. Tive que insistir para que algo fosse feito e ele chamasse os seguranças. Em outra estação, uma moça levou uma cabeçada no nariz porque não quis beijar um rapaz. Ela saiu sangrando e o homem chegou a ser detido. Os seguranças, entretanto, não têm nenhuma ação para inibir que esse tipo de assédio aconteça. Os casos que presenciei mostram que os funcionários do Metrô não são bem treinados para lidar com tais situações.  Percebo muito receio por parte de alguns deles, principalmente mulheres. Somente no ano passado, foram feitas 208 queixas de abuso sexual aos canais de denúncia do Metrô. Esse dado comprova que o órgão precisa ir além das campanhas de estímulo a denúncias das vítimas, precisa treinar seus funcionários a combater os casos. As mulheres e os LGTBs devem se sentir seguros dentro das estações do metrô. Eles têm direito ao divertimento no Carnaval e não podem ficar vulneráveis na ida aos blocos ou na volta para casa porque o Metrô não capacita seus funcionários e seguranças a identificarem e agirem adequadamente e com prontidão aos casos de assédio sexual. Eu e a Catraca Livre, por meio da campanha #CarnavalSemAssédio, queremos que o Metrô faça alguma coisa. Junte-se a nós nessa campanha e assine esta petição! Divulgue aos seus amigos!  

Katia Braz, com Catraca Livre
16,479 supporters
Metrô: treine seus seguranças para combater assédio no Carnaval! #CarnavalSemAssédio

O assédio e a importunação sexual são problemas que atingem a sociedade e não acontecem apenas nos trens e estações do metrô. Nesses locais, o Metrô oferece uma estrutura que envolve funcionários capacitados e tecnologia, como sistema de câmeras, para prevenir e atuar em benefício de todos os passageiros, em qualquer circunstância. Prova disso, é que em 70% dos casos de assédio nas dependências do Metrô, os suspeitos são detidos e encaminhados para a delegacia. Não se trata apenas de coibição, o Metrô foi pioneiro em encarar esse problema com a criação de um programa de combate ao assédio que envolve ações, campanhas para o estímulo a denúncia e, principalmente, a conscientização de seus funcionários que devem acolher as vítimas prioritariamente e acionar a rede de colaboradores para identificar os suspeitos. E a empresa não se furta a melhorar, por isso frequentemente são feitas outras ações que alertam aos passageiros e também aos funcionários da empresa sobre como agir nessas situações, como inclusive vem sendo feito neste carnaval com a campanha “Não é Não”. O Metrô se tornou referência no combate a essa prática e está aberto a aperfeiçoar sua atuação, transmitindo novos conhecimentos aos seus funcionários. Mas não se trata apenas de uma instituição agir contra o assédio e abuso. Esse é um problema que deve ser encarado por todos e, sempre que vista situações inadequadas, as pessoas podem comunicar aos colaboradores do Metrô ou enviar mensagens pelo SMS-Denuncia (973332252) ou aplicativo de celular MetrôConecta. Ações como essas colaboram com a identificação dos suspeitos para o registro de Boletim de Ocorrência que pode gerar na prisão dos infratores e redução dos casos. A prática do respeito sempre foi uma bandeira do Metrô.

8 months ago