

Vamos melhorar o serviço das corretoras e da B3!


Vamos melhorar o serviço das corretoras e da B3!
O problema
Eu tenho uma parte substancial do meu pequeno patrimônio investido no mercado financeiro, sendo a maior em renda variável (fundos imobiliários, ações). Também opero opções. Construí o que tenho de pouquinho em pouquinho. Fiz diversas compras no mercado fracionário, inclusive várias compras de menos de R$ 10,00. Muitas vezes meus investimentos foram como colocar moedinhas em um cofrinho (porquinho).
Baseado em minha história de investimentos, no quanto sobra de minha renda para investir mensalmente, e em tantas outras pessoas com renda menor do que a minha, gostaria de propor algumas sugestões às corretoras e à B3:
- Para investimentos de baixo valor, a corretagem deve ser proporcional ao valor investido: corretagem = valor investido * 0,1%.
- Não deve haver taxa de custódia.
- Vamos unir o mercado fracionário ao mercado integral.
- Os clientes devem ser capazes de resolver tudo via plataforma, sem a necessidade de contato com ninguém.
- Cada corretora deve aceitar vários ativos diferentes como garantia.
- As corretoras devem permitir que os clientes negociem todos os tipos de opções.
O racional por trás dessas ideias segue abaixo.
1. Para investimentos de baixo valor, a corretagem deve ser proporcional ao valor investido.
A melhor fórmula seria:
corretagem = valor investido * 0,1%
corretagem máxima = R$ 10,00, (ou R$ 5,00, ou R$ 2,50 depende da corretora)
corretagem mínima = R$ 0,01 (ou ZERO, depende da corretora)
A ideia baseia-se nos seguintes pontos:
- O gasto de R$ 10,00 geraria a corretagem de R$ 0,01.
- Haveria mais negócios e mais liquidez.
- Clientes com pouca renda poderiam investir na bolsa.
- Todas as compras (ou quase todas) gerariam corretagem.
- A corretora evitaria a fuga de clientes para outras corretoras com taxa zero.
- É justo que a corretora ganhe alguma coisa pelo serviço prestado.
3. Vamos unir o mercado fracionário ao mercado integral.
Do ponto de vista do cliente, não faz sentido haver dois mercados. O melhor é que houvesse um único mercado no qual fosse possível colocar ordens de compra e venda de qualquer quantidade de ações. Isso traria mais liquidez e o preço seria mais parecido com a média do mercado. Seria ótimo se pudéssemos ver no book de ofertas a melhor ordem de compra de 17 ações a R$ 23,00 contra a melhor ordem de venda de 561 ações a R$ 23,07.
4. Os clientes devem ser capazes de resolver tudo via plataforma, sem a necessidade de contato com ninguém.
Abaixo seguem algumas coisas que os clientes fariam via plataforma, sem pedir autorização para ninguém:
- lançar calls (desde que haja garantia);
- alocar e retirar recursos (ações, CDBs, cotas, etc) da garantia;
- lançar calls cobertas;
- transformar um lançamento descoberto em lançamento coberto e vice-versa;
- lançar puts;
- lançar quaisquer opções autorizadas pela B3, com qualquer liquidez, com qualquer vencimento;
- comprar quaisquer opções autorizadas pela B3;
- alugar suas ações e negociar a taxa de aluguel;
- subscrever uma ação ou FII.
Acredito que o contato (por telefone ou e-mail) só seria feito nos seguintes casos:
- a plataforma não está funcionando por problemas técnicos;
- o cliente deseja tirar dúvidas;
- o cliente prefere conversar com o assessor, por questões pessoais.
Ter que entrar em contato, esperar ser atendido e esperar que o problema seja resolvido não é ágil para os clientes. Quando o problema está resolvido pode ser que a operação não seja mais desejável.
5. Cada corretora deve aceitar vários ativos diferentes como garantia.
Aceitar vários ativos como garantia, principalmente ativos de renda fixa, permitirá que mais pessoas possam operar opções. O que geraria mais renda para a corretora e mais liquidez ao mercado. Todos ganham.
Sugiro que sejam aceitas as seguintes garantias:
- Cotas do tesouro selic.
- Frações de cotas do tesouro selic.
Pode ser que o cliente queira lançar uma PUT assumindo o compromisso de comprar um lote de ações a R$ 1500,00. Nesse caso o cliente não precisaria ter uma cota inteira do tesouro selic para garantir a operação, basta uma fração de cota. - CDBs.
Nem todas as corretoras aceitam CDBs como garantia. Se há algum risco nos CDBs, a corretora poderia exigir apenas CDBs de instituições com baixo risco, apenas CDBs de liquidez diária, apenas CDBs vendidos pela própria corretora. O importante porém é aumentar a quantidade de ativos que possam ser utilizadas como garantia. Se a corretora não vende CDBs, que passe a vender CDBs de instituições sólidas e com liquidez diária. - Cotas de fundos de investimento que investem no Tesouro Selic.
Alguns fundos de investimento investem apenas no Tesouro Selic e têm liquidez diária. As cotas desses fundos deveriam servir de garantia.
6. As corretoras devem permitir que os clientes negociem todos os tipos de opções.
Só para deixar claro:
- Os clientes podem lançar PUTs e CALLs.
- Os clientes podem comprar PUTs e CALLs.
- Os clientes podem lançar e comprar TODAS as PUTs e CALLs autorizadas pela bolsa, inclusive as com baixa liquidez, inclusive as com os vencimentos longos.
Já trabalhei com corretoras que não permitiam que eu lançasse PUTs, só porque não. Já trabalhei com corretoras que não permitiam que eu lançasse PUTs e CALLs de opções pouco líquidas, só porque não. Isso não faz sentido nenhum!
Opções não são necessariamente arriscadas, depende muito do racional por trás da operação feita. Se a corretora teme o risco de lançar uma PUT, exija que haja garantias suficientes e líquidas. Se a corretora teme que o cliente lance um opção pouco líquida, exija que haja garantias para o caso de a opção ser exercida. Agora, se a corretora teme que o cliente quebre: isso não é problema da corretora. Todos são maiores de idade e cada um é responsável pelo risco que está correndo.
O problema
Eu tenho uma parte substancial do meu pequeno patrimônio investido no mercado financeiro, sendo a maior em renda variável (fundos imobiliários, ações). Também opero opções. Construí o que tenho de pouquinho em pouquinho. Fiz diversas compras no mercado fracionário, inclusive várias compras de menos de R$ 10,00. Muitas vezes meus investimentos foram como colocar moedinhas em um cofrinho (porquinho).
Baseado em minha história de investimentos, no quanto sobra de minha renda para investir mensalmente, e em tantas outras pessoas com renda menor do que a minha, gostaria de propor algumas sugestões às corretoras e à B3:
- Para investimentos de baixo valor, a corretagem deve ser proporcional ao valor investido: corretagem = valor investido * 0,1%.
- Não deve haver taxa de custódia.
- Vamos unir o mercado fracionário ao mercado integral.
- Os clientes devem ser capazes de resolver tudo via plataforma, sem a necessidade de contato com ninguém.
- Cada corretora deve aceitar vários ativos diferentes como garantia.
- As corretoras devem permitir que os clientes negociem todos os tipos de opções.
O racional por trás dessas ideias segue abaixo.
1. Para investimentos de baixo valor, a corretagem deve ser proporcional ao valor investido.
A melhor fórmula seria:
corretagem = valor investido * 0,1%
corretagem máxima = R$ 10,00, (ou R$ 5,00, ou R$ 2,50 depende da corretora)
corretagem mínima = R$ 0,01 (ou ZERO, depende da corretora)
A ideia baseia-se nos seguintes pontos:
- O gasto de R$ 10,00 geraria a corretagem de R$ 0,01.
- Haveria mais negócios e mais liquidez.
- Clientes com pouca renda poderiam investir na bolsa.
- Todas as compras (ou quase todas) gerariam corretagem.
- A corretora evitaria a fuga de clientes para outras corretoras com taxa zero.
- É justo que a corretora ganhe alguma coisa pelo serviço prestado.
3. Vamos unir o mercado fracionário ao mercado integral.
Do ponto de vista do cliente, não faz sentido haver dois mercados. O melhor é que houvesse um único mercado no qual fosse possível colocar ordens de compra e venda de qualquer quantidade de ações. Isso traria mais liquidez e o preço seria mais parecido com a média do mercado. Seria ótimo se pudéssemos ver no book de ofertas a melhor ordem de compra de 17 ações a R$ 23,00 contra a melhor ordem de venda de 561 ações a R$ 23,07.
4. Os clientes devem ser capazes de resolver tudo via plataforma, sem a necessidade de contato com ninguém.
Abaixo seguem algumas coisas que os clientes fariam via plataforma, sem pedir autorização para ninguém:
- lançar calls (desde que haja garantia);
- alocar e retirar recursos (ações, CDBs, cotas, etc) da garantia;
- lançar calls cobertas;
- transformar um lançamento descoberto em lançamento coberto e vice-versa;
- lançar puts;
- lançar quaisquer opções autorizadas pela B3, com qualquer liquidez, com qualquer vencimento;
- comprar quaisquer opções autorizadas pela B3;
- alugar suas ações e negociar a taxa de aluguel;
- subscrever uma ação ou FII.
Acredito que o contato (por telefone ou e-mail) só seria feito nos seguintes casos:
- a plataforma não está funcionando por problemas técnicos;
- o cliente deseja tirar dúvidas;
- o cliente prefere conversar com o assessor, por questões pessoais.
Ter que entrar em contato, esperar ser atendido e esperar que o problema seja resolvido não é ágil para os clientes. Quando o problema está resolvido pode ser que a operação não seja mais desejável.
5. Cada corretora deve aceitar vários ativos diferentes como garantia.
Aceitar vários ativos como garantia, principalmente ativos de renda fixa, permitirá que mais pessoas possam operar opções. O que geraria mais renda para a corretora e mais liquidez ao mercado. Todos ganham.
Sugiro que sejam aceitas as seguintes garantias:
- Cotas do tesouro selic.
- Frações de cotas do tesouro selic.
Pode ser que o cliente queira lançar uma PUT assumindo o compromisso de comprar um lote de ações a R$ 1500,00. Nesse caso o cliente não precisaria ter uma cota inteira do tesouro selic para garantir a operação, basta uma fração de cota. - CDBs.
Nem todas as corretoras aceitam CDBs como garantia. Se há algum risco nos CDBs, a corretora poderia exigir apenas CDBs de instituições com baixo risco, apenas CDBs de liquidez diária, apenas CDBs vendidos pela própria corretora. O importante porém é aumentar a quantidade de ativos que possam ser utilizadas como garantia. Se a corretora não vende CDBs, que passe a vender CDBs de instituições sólidas e com liquidez diária. - Cotas de fundos de investimento que investem no Tesouro Selic.
Alguns fundos de investimento investem apenas no Tesouro Selic e têm liquidez diária. As cotas desses fundos deveriam servir de garantia.
6. As corretoras devem permitir que os clientes negociem todos os tipos de opções.
Só para deixar claro:
- Os clientes podem lançar PUTs e CALLs.
- Os clientes podem comprar PUTs e CALLs.
- Os clientes podem lançar e comprar TODAS as PUTs e CALLs autorizadas pela bolsa, inclusive as com baixa liquidez, inclusive as com os vencimentos longos.
Já trabalhei com corretoras que não permitiam que eu lançasse PUTs, só porque não. Já trabalhei com corretoras que não permitiam que eu lançasse PUTs e CALLs de opções pouco líquidas, só porque não. Isso não faz sentido nenhum!
Opções não são necessariamente arriscadas, depende muito do racional por trás da operação feita. Se a corretora teme o risco de lançar uma PUT, exija que haja garantias suficientes e líquidas. Se a corretora teme que o cliente lance um opção pouco líquida, exija que haja garantias para o caso de a opção ser exercida. Agora, se a corretora teme que o cliente quebre: isso não é problema da corretora. Todos são maiores de idade e cada um é responsável pelo risco que está correndo.
Abaixo-assinado encerrado
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Abaixo-assinado criado em 29 de abril de 2020