Queremos o voto impresso também!

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Queremos o voto impresso também. Somos contra a utilização apenas de uma Urna Eletrônica ultrapassada, sem confiabilidade, que não pode ser auditada, que só é utilizada aqui no Brasil, e que foi descartada e proibida por diversos países.

Máquinas de Votação tem diferentes características de usabilidade, segurança, eficiência e precisão. Podem ser mais ou menos acessíveis aos eleitores e ter ou não supervisão das eleições por parte do público.

1ª. Geração – Máquinas DRE - Direct Recording Electronic voting machines

Só existe gravação em meio digital eletrônico para posterior apuração. Devido a essa característica, são equipamentos eleitorais cuja confiabilidade do resultado apurado é diretamente dependente da confiabilidade técnica do próprio software neles instalado. Não é possível uma Auditoria.

2ª. Geração – Máquinas IVVR - Independent Voter-Verifiable Record ou

Máquinas VVPAT - Voter Verifiable Paper Audit Trail

A principal característica dessas máquinas de votar de segunda geração é que registram o voto em duas vias independentes - uma virtual/digital e outra material/em papel - para que se possa fazer uma auditoria do resultado por meio independente do software do equipamento. Equipamentos eleitorais com IVVR ou VVPAT podem ser implementados por digitalização do voto escrito pelo eleitor (voto escaneado) ou por impressão do voto em máquinas DRE (voto impresso conferível pelo eleitor).

3ª. Geração – utiliza o sistema Scantegrity

Este novo modelo, ou terceira geração de máquinas de votar, é caracterizada pelo uso de voto escaneado e criptografado com recursos técnicos tais que permite ao próprio eleitor acompanhar e conferir a correta apuração do seu voto, independentemente de confiar no software, mas sem que possa revelar o próprio voto para terceiros.

Utilização no Mundo

Brasil – Começou a utilizar as Máquinas DRE de 1ª. Geração em 2000. É o único país no mundo que ainda utiliza este tipo de equipamento, considerado não confiável pelos outros países.

India – Começou a utilizar as Máquinas DRE de 1ª. Geração em 1990. A implantação das Máquinas VVPAT de 2ª. Geração se iniciaram em 2011.

Holanda – Começaram a usar as Máquinas DRE de 1ª. Geração em 1991. Porém em 2008, depois de 17 anos, o uso de máquinas DRE, sem comprovantes impresso do voto foram proibidas, por falta de confiabilidade.

Alemanha - Em março de 2009,máquinas DRE[2] de 1ª geração, sem voto impresso, foram declaradas inconstitucionais na Alemanha pela mais alta corte judicial do país, por não atenderem o Princípio da Publicidade no processo eleitoral, isto,é, por não permitirem ao eleitor conferir o destino do seu voto sem precisar de conhecimento técnicos especializados.

Bélgica - a adoção de urnas de 2ª geração com voto impresso ocorreu em 2012.

Rússia - Na eleição presidencial na Rússia, em fevereiro de 2008, foi utilizado um modelo de máquina de votar com voto escaneado, de 2ª geração, para uso em recontagens regulares.

EUA - em 2007, foi reeditada a norma técnica para equipamentos eleitorais "Voluntary Voting System Guidelines" [3] pelo órgãos federais norte-americanos EAC (Election Assistance Commission) e NIST (National Institute of Standards and Technology) na qualmáquinas DRE sem voto impressoforam descredenciadas por não atenderem o "Princípio da Independência do Software em Sistemas Eleitorais". A reedição de 2009 dessa norma técnica[12] mantém a exigência de sistemas de 2ª geração. Até agosto de 2008, trinta e nove estados dos EUA, três estados do México e algumas províncias do Canadá criaram leis que exigem o voto impresso conferido pelo eleitor em urnas eletrônicas e não autorizam que a identificação biométrica do eleitor seja feita na própria máquina de votar.

Argentina - Em 2011 iniciou a implantação de equipamentos eletrônicos Vot-Ar[14] de 3ª geração, com registro simultâneos impresso e digital do voto.

México - em 2012, estão sendo feitas eleições com urnas eletrônicas de 2ª geração com voto impresso na Província de Jalisco.

Equador - as urnas brasileiras utilizadas em 2004 foram abandonadas e passou-se a usar urnas de 2ª geração (modelos da Venezuela e da Rússia) e de 3ª geração (modelo da Argentina) nas eleições provinciais de fevereiro de 2014. 

Venezuela - em 2004, foi adotado o "modelo DRE com voto impresso", de 2ª geração. 

Paraguai - foram feitas experiências com as urnas eletrônicas brasileirasentre 2003 a 2006, mas em 2008 o seu uso foi proibido por falta de confiança no equipamento pelos partidos de oposição.

Em resumo, as Urnas Eletrônicas utilizadas aqui no Brasil, e somente aqui, mais em nenhum outro país no mundo, foram PROIBIDAS na Holanda e Paraguai, consideradas INCONSTITUCIONAIS pela Alemanha e DESCREDENCIADAS nos EUA. Porque foram consideradas não confiáveis e não auditáveis. Porque será que o STF proibiu o voto impresso, que daria mais confiabilidade nas eleições?



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