Petition updateTortura não é patrimônio culturalAção online contra o PLC 24/2016 / Online action against the bill 24/2016

Revolução Animalista
Jun 10, 2016
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O PLC 24/2016 se aprovado vai considerar como patrimônio cultural imaterial do Brasil os rodeios e as vaquejadas. É fato comprovado que os rodeios e vaquejadas causam sofrimento físico e psicológico aos animais, não podemos deixar o PLC 24/2016 ser aprovado pelo Senado Federal, tortura não é patrimônio cultural!
Por favor assinem e divulguem a petição para que o PLC 24/2016 não seja aprovado: https://www.change.org/p/senado-federal-não-ao-pl-1767-2015-no-to-the-bill-1767-2015
Por favor votem CONTRA o PLC 24/2016 no site do senado federal: https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=125802
Se você tem facebook por favor participe e convide seus amigos para este evento: https://www.facebook.com/events/1058538224226315/
Além disso por favor enviem e-mails para os senadores.
Enviar para (caso sua conta de e-mail não aceite todos os endereços de e-mail favor dividir em blocos): asimpre@senado.leg.br; acir@senador.leg.br; aecio.neves@senador.leg.br; aloysionunes.ferreira@senador.leg.br; alvarodias@senador.leg.br; ana.amelia@senadora.leg.br; angela.portela@senadora.leg.br; antonio.anastasia@senador.leg.br; antoniocarlosvaladares@senador.leg.br; armando.monteiro@senador.leg.br; ataides.oliveira@senador.leg.br; benedito.lira@senador.leg.br; cassio.cunha.lima@senador.leg.br; cidinho.santos@senador.leg.br; ciro.nogueira@senador.leg.br; cristovam.buarque@senador.leg.br; dalirio.beber@senador.leg.br; dario.berger@senador.leg.br; davi.alcolumbre@senador.leg.br; edison.lobao@senador.leg.br; eduardo.amorim@senador.leg.br; eduardo.braga@senador.leg.br; elmano.ferrer@senador.leg.br; eunicio.oliveira@senador.leg.br; fatima.bezerra@senadora.leg.br; fernandobezerracoelho@senador.leg.br; fernando.collor@senador.leg.br; garibaldi.alves@senador.leg.br; gladson.cameli@senador.leg.br; gleisi@senadora.leg.br; humberto.costa@senador.leg.br; heliojose@senador.leg.br; ivo.cassol@senador.leg.br; jader.barbalho@senador.leg.br; jorge.viana@senador.leg.br; jose.agripino@senador.leg.br; jose.maranhao@senador.leg.br; josemedeiros@senador.leg; jose.pimentel@senador.leg.br; joao.alberto.souza@senador.leg.br; joao.capiberibe@senador.leg.br; katia.abreu@senadora.leg.br; lasier.martins@senador.leg.br; lindbergh.farias@senador.leg.br; lidice.mata@senadora.leg.br; lucia.vania@senadora.leg.br; magno.malta@senador.leg.br; marcelo.crivella@senador.leg.br; marta.suplicy@senadora.leg.br; omar.aziz@senador.leg.br; otto.alencar@senador.leg.br; paulo.bauer@senador.leg.br; paulopaim@senador.leg.br; paulo.rocha@senador.leg.br; raimundo.lira@senador.leg.br; randolfe.rodrigues@senador.leg.br; reginasousa@senadora.leg.br; reguffe@senador.leg.br; renan.calheiros@senador.leg.br; ricardo.ferraco@senador.leg.br; ricardo.franco@senador.leg.br; roberto.requiao@senador.leg.br; robertorocha@senador.leg.br; romero.juca@senador.leg.br; romario@senador.leg.br; ronaldo.caiado@senador.leg.br; rose.freitas@senadora.leg.br; simone.tebet@senadora.leg.br; sergio.petecao@senador.leg.br; tasso.jereissati@senador.leg.br; telmariomota@senador.leg.br; valdir.raupp@senador.leg.br; vanessa.grazziotin@senadora.leg.br; vicentinho.alves@senador.leg.br; waldemir.moka@senador.leg.br; pinheiro@senador.leg.br; wellington.fagundes@senador.leg.br; wilder.morais@senador.leg.br; zeze.perrella@senador.leg.br
Assunto: PLC 24/2016
Mensagem modelo:
Excelentíssimos senadores,
Venho pedir para que, por favor, votem Contra o PLC 24/2016, que visa declarar rodeios e vaquejadas como patrimônio cultural imaterial do Brasil.
O PLC 24/2016, e os próprios rodeios e vaquejadas, são inconstitucionais. O artigo 225 da Constituição Federal determina que:
Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:
VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.
Os rodeios e vaquejadas violam também o Decreto nº 24.645/34, que diz ser dever do Estado tutelar os animais e a Lei de Crimes Ambientais, que considera esses atos, em seu artigo 32, como crimes de maus-tratos.
Os rodeios e vaquejadas violam a declaração universal dos direitos dos animais, da qual o Brasil é signatário, pois a mesmo determina em seu artigo 10 que:
1. Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.
2. As exibições de animais e os espetáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.
Além disso, não é prerrogativa do Legislativo definir o que será ou não considerado como patrimônio cultural brasileiro, processo que cabe ao Poder Executivo, por meio de um minucioso processo de consulta, inventário, pesquisa e salvaguarda sob responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
É fato também que rodeios não podem ser considerados patrimônio cultural do Brasil, pois surgiram nos EUA.
Nas vaquejadas bois ou bezerros são perseguidos por dois competidores a cavalo e depois tem seus rabos puxados e são derrubados. A cauda dos animais é composta, em sua estrutura óssea, por uma sequência de vértebras, ao ter a cauda puxada o animal pode sofrer luxação das vértebras, ruptura de ligamentos e de vasos sanguíneos, sendo que às vezes a cauda é arrancada. Os bois e bezerros também podem sofrer fraturas, luxações e hemorragias internas por causa da queda. Antes de entrar na arena os bois e bezerros são agredidos no brete levando choques, socos, tapas e tendo seus chifres serrados sem anestesia. Um estudo demonstrou que as vaquejadas também causam lesões e danos irreparáveis aos cavalos utilizados na atividade, o estudo constatou percentual relevante de ocorrência de tendinite, tenossinovite, exostose, miopatias focal e por esforço, fraturas e osteoartrite társica em cavalos usados em vaquejadas.
Nas diversas modalidades de rodeio são usados instrumentos que causam dor, lesões, estresse e incômodo aos animais e os levam a exercer comportamentos que não lhes são naturais, tais como sedém, corda ameriana, chicote, esporas, bastões de choque, freios e bridões.
O sedém é uma espécie de cinta, de crina ou lã, que se amarra na virilha do animal e que faz com que ele pule nas provas de montaria em touros, cutiano, bareback e sela americana. Momentos antes de o brete ser aberto para que o animal entre na arena, o sedém é puxado com força, comprimindo ainda mais a região dos vazios dos animais, provocando muita dor, já que nessa região existem órgãos, como parte dos intestinos, bem como a região onde se aloja o pênis, no caso dos machos. A região dos vazios dos animais é extremamente sensível e a pele é mais fina nessa região. Há, inclusive, diversos laudos comprovando os maus-tratos aos animais submetidos à utilização do sedém, desmistificando o dito por aqueles que são favoráveis aos rodeios, de que o sedém provoca apenas cócegas. Aliás, mesmo que considerássemos que o sedém cause apenas cócegas, devemos ressaltar a definição de cócegas como sendo “uma sensação particular, irritante, que provoca movimentos espasmódicos”. Portanto, mesmo que apenas as cócegas fossem causadas, por si só já caracterizam os maus-tratos. Os sedéns macios não evitam o sofrimento dos animais, pois a região onde são colocados são extremamente sensíveis e, portanto, é inócua essa tentativa de minimização dos efeitos de danos que os sedéns causam aos animais. Fotos comprovam que mesmo sedéns revestidos de material macio causam ferimentos aos animais.
A corda americana, usada na modalidade montaria em touros consiste em uma corda ou faixa de couro amarrada e retesada ao redor do corpo do animal, logo atrás da axila. A forte pressão que este instrumento exerce no animal acaba causando-lhe ferimentos e muita dor. Na corda americana são colocados sinos, os quais produzem um barulho altamente irritante ao animal, o qual fica ainda mais intenso a cada pulo seu.
Antes das provas de montaria, os animais são agredidos nos bretes com choques elétricos, tapas, chutes, socos, paus e objetos pontiagudos, de forma a deixa-los agressivos. Os touros têm parte dos seus chifres serrados sem anestesia.
As esporas são objetos pontiagudos ou não, acoplados às botas dos competidores, servindo para golpear o animal na cabeça, pescoço e baixo-ventre, dependendo da modalidade, pois as esporas são usadas em todas as modalidades de rodeios e também nas vaquejadas e gineteadas. Sem fundamento o argumento de que as esporas rombas (não pontiagudas) não causam danos aos animais, pois visa-se golpear o animal e, portanto, com ou sem pontas, as esporas machucam o animal, normalmente provocando cortes na região cutânea, lesões profundas nos músculos e nas modalidades cutiano, bareback, sela americana e nas gineteadas, nas quais os cavalos são golpeados pelas esporas na região do pescoço e na região dos ombros, elas também podem causar perfuração no globo ocular, pois existe o risco do animal, ao movimentar-se, ser atingido na cabeça.
Nas modalidades três tambores, team penning, work penning, bulldog, prova do laço e nas gineteadas são usados chicotes. O dicionário define o chicote como um instrumento usado para castigar animais e que no passado também foi usado para castigar humanos que eram escravizados. O chicote é causa de muitos ferimentos. A pele do cavalo tem sua estrutura anatômica e fisiológica que é muito delicada e consiste de glândulas sudoríparas, os músculos da pele, vasos sanguíneos e nervos. É por isso que é extremamente sensível a lesões. Usando um chicote, mesmo sem uma grande força, se faz ferida na pele do cavalo. Por causa da pigmentação da pele esses hematomas são invisíveis a olho nu, no entanto eles existem, sendo comprovados por necropsias que mostram claramente os hematomas causados por chicote. Usar um chicote com uma força maior causa ferimentos graves — cortes e danos de tecidos mais profundos como fáscias, vasos sanguíneos e fibras musculares.
Um estudo feito pela Dra Lydia Tong indica que cavalos podem sentir mais dor do que humanos. O estudo demonstra que os cavalos têm uma camada superior de pele mais fina com mais terminações nervosas e fibras sensoriais que os humanos.
Na prova de laço em bezerros, animais de apenas três meses de idade, são perseguidos em alta velocidade, laçados em volta do pescoço e jogados ao chão, uma experiência horrível causando estresse, medo, dor e, por vezes lesões. Um peão ou amazona laça o bezerro pelo pescoço. Os bezerros podem atingir velocidades de até 35 quilômetros por hora e é parado abruptamente e arremessado contra o chão, se ele se levantar ele é arremessado contra o chão novamente. Enquanto estão atordoados, três de suas pernas são amarradas deixando-os desamparados, e muitas vezes com ferimentos, incluindo ossos quebrados, rompimento da traqueia, danos na coluna e hematomas. Foi observado que a parada abrupta do animal possibilita fratura ou deslocamento na coluna ou no pescoço, em razão do golpe sofrido, com risco dos animais virem a óbito ou ficarem tetraplégicos e serem sacrificados.
Nas prova do laço em dupla, novilhos são perseguidos em alta velocidade e depois laçados sendo que um dos competidores laça a cabeça ou os chifres do animal e o outro laça as pernas, o animal é puxado em direções opostas podendo resultar em fraturas, distensão e ruptura de músculos e tendões, deslocamento de vértebras com risco dos animais virem à óbito ou ficarem tetraplégicos e serem sacrificados.
No bulldog os competidores perseguem novilhos a cavalo, em seguida, saltam dos cavalos para pegar os novilhos que correm aterrorizados pelos chifres antes de torcer o pescoço para forçá-los a cair no chão. Isso causa dor e estresse ao animal. As lesões podem incluir chifres quebrados, rupturas musculares, pescoço quebrado, fratura na coluna do animal e deslocamento de vértebras com risco dos animais virem à óbito ou ficarem tetraplégicos e serem sacrificados.
Um bezerro teve sua coluna quebrada em uma competição de bulldog no rodeio de Barretos em 2011 e foi sacrificado por ter ficado tetraplégico.
Um estudo demonstrou que é comum cavalos usados em provas dos três tambores sofrerem danos na articulação metacarpofalângica. Foram feitos exames em 30 cavalos nesse estudo eentre os cavalos que exibiram anormalidades radiográficas observou-se a prevalência de sinais radiográficos das seguintes doenças: sesamoiditis (70%), sinovite vilonodular (56,6%), osteoartrite (OA), fragmentos osteocondrais (13,3%), capsulite (13,3%), e inchaço nos tecidos moles (STS) (6,6%).
O esforço que o cavalo tem que fazer em competições pode causar hemorragia pulmonar, úlceras e ataque cardíaco, na maioria das vezes os cavalos não morrem na arena devido à hemorragia pulmonar, eles morrem horas depois longe dos olhos do público. Um outro estudo demonstrou que 70% dos cavalos usados em provas de três tambores sofrem de hemorragia pulmonar.
Na paleteada dois competidores perseguem um novilho e o prensam entre os dois cavalos. Nas paleteadas os novilhos podem sofrer fraturas e hemorragias internas.
Nas vaquejadas, paleteadas, prova dos três tambores, paleteadas, team penning, work penning, bulldog e provas do laço, são usados freios e bridões para que os competidores possam controlar os cavalos e também castigá-los caso eles façam algo que o peão ou amazona não quer ou desobedeça, se o animal se recusa a fazer algo ou demonstra um comportamento que o peão ou a amazona não quer que ele demonstre ele é castigado com fortes puxões nos freios ou bridões. Qualquer livro sobre odontologia equina fala sobre a dor e as lesões causadas pelos freios e bridões (também chamados de freios articulados). Segundo estudos realizados pela Nevzorov Haute Ecole, um forte puxão no freio produz uma pressão de 300 kg / cm2, enquanto que uma pressão suave produz entre 80 e 150 kg / cm2. A baba grossa que sai da boca do cavalo ao usar o freio se deve ao fato de que há ressecamento na garganta do cavalo pois com o freio ele não consegue engolir saliva e que a baba grossa saindo da boca do animal indica que as glândulas parótidas estão lesadas, a cervical e o sistema muscular do cavalo são lesados pelo puxão das rédeas.
Os freios se dividem em duas categorias: os de ação trigeminal quando os ramos do nervo trigêmeo que passam ao longo dos ossos que formam a mandíbula inferior são escolhidos como principal ponto da inflição da dor e os de efeito dental (bridões) pela qual as áreas dentais macias – as barras, os dentes (o primeiro e segundo pré-molares), língua, palato e gengivas são submetidos a uma influência dolorosa direta, isto é, à dor direta que atua sobre os nervos palatais menores, os ramos dos nervos maxilares, o nervo sublingual, os nervos alveolares e os nervos faciais. O freio atua sobre o diastema, o espaço sem dentes das gengivas em vertebrados, pois é no diastema que está localizada a parte mais sensível do nervo trigêmeo e que nessa área não há uma camada submucosa que o possa proteger dos impactos da pressão do ferro. O ferro pressiona e impacta exatamente nesse ponto causando no cavalo uma dor aguda, queimante e paralisante.
Um experimento científico realizado pelo Dr. Robert Cook provou que o freio é a causa de 40 diferentes doenças. Dizer que existem freios macios é um mito, pois na verdade o que se chama de freio macio são freios mais grossos, o que muda entre um freio fino e um freio grosso é o ponto em que eles infligem mais dor, os freios grossos, chamados de macios, causam menos dor aos lábios dos cavalos, mas causam mais dor à língua do cavalo.
Importante lembrar que o sofrimento dos animais não se limita ao momento em que está sendo realizado o rodeio ou vaquejada, pois eles também sofrem durantes os treinamentos que duram horas por dia.
Além de sofrerem fisicamente, os animais também sofrem psicologicamente em rodeios e vaquejadas. Os animais são submetidos a um ambiente estressante com muito barulho, são forçados a exibir comportamento de luta e fuga, são expostos a multidões, odores desconhecidos, são transportados por longas distâncias. Nos rodeios e vaquejadas os olhos dos animais mostram uma grande área arredondada, luminosa, consequente à dilatação de sua pupila. Na presença de luz, a pupila tende a diminuir de diâmetro (miose). Ao contrário, a dilatação da pupila (midríase) acontece na diminuição ou ausência de luz, na vigência de processo doloroso intenso e na vivência de fortes emoções (medo, pânico etc.) e que acompanham situações de perigo iminente, caracterizando a chamado Síndrome de Emergência de Cânon.
Cabe lembrar também que em enquete realizada pelo site Vote na Web, a maioria dos brasileiros manifestaram que não querem a aprovação do PLC 24/2016. A população já não mais aceita causar sofrimento a animais por entretenimento.
Atenciosamente,
(seu nome)
The bill 24/2016 if approved will declare rodeos and vaquejadas as intangible cultural heritage of Brazil. It is a proven fact that rodeos and vaquejadas cause physical and psychological suffering to animals, we can not allow the bill 24/2016 to be approved by the Brazilian Senate, torture is not cultural heritage!
Please sign and share the petition: https://www.change.org/p/senado-federal-não-ao-pl-1767-2015-no-to-the-bill-1767-2015
If you have a facebook account please invite your friends for this event: https://www.facebook.com/events/1058538224226315/
Also please email de Brazilian Senators.
Send emails to (If your email account does not accept all the e-mail addresses please split them into blocks): asimpre@senado.leg.br; acir@senador.leg.br; aecio.neves@senador.leg.br; aloysionunes.ferreira@senador.leg.br; alvarodias@senador.leg.br; ana.amelia@senadora.leg.br; angela.portela@senadora.leg.br; antonio.anastasia@senador.leg.br; antoniocarlosvaladares@senador.leg.br; armando.monteiro@senador.leg.br; ataides.oliveira@senador.leg.br; benedito.lira@senador.leg.br; cassio.cunha.lima@senador.leg.br; cidinho.santos@senador.leg.br; ciro.nogueira@senador.leg.br; cristovam.buarque@senador.leg.br; dalirio.beber@senador.leg.br; dario.berger@senador.leg.br; davi.alcolumbre@senador.leg.br; edison.lobao@senador.leg.br; eduardo.amorim@senador.leg.br; eduardo.braga@senador.leg.br; elmano.ferrer@senador.leg.br; eunicio.oliveira@senador.leg.br; fatima.bezerra@senadora.leg.br; fernandobezerracoelho@senador.leg.br; fernando.collor@senador.leg.br; garibaldi.alves@senador.leg.br; gladson.cameli@senador.leg.br; gleisi@senadora.leg.br; humberto.costa@senador.leg.br; heliojose@senador.leg.br; ivo.cassol@senador.leg.br; jader.barbalho@senador.leg.br; jorge.viana@senador.leg.br; jose.agripino@senador.leg.br; jose.maranhao@senador.leg.br; josemedeiros@senador.leg; jose.pimentel@senador.leg.br; joao.alberto.souza@senador.leg.br; joao.capiberibe@senador.leg.br; katia.abreu@senadora.leg.br; lasier.martins@senador.leg.br; lindbergh.farias@senador.leg.br; lidice.mata@senadora.leg.br; lucia.vania@senadora.leg.br; magno.malta@senador.leg.br; marcelo.crivella@senador.leg.br; marta.suplicy@senadora.leg.br; omar.aziz@senador.leg.br; otto.alencar@senador.leg.br; paulo.bauer@senador.leg.br; paulopaim@senador.leg.br; paulo.rocha@senador.leg.br; raimundo.lira@senador.leg.br; randolfe.rodrigues@senador.leg.br; reginasousa@senadora.leg.br; reguffe@senador.leg.br; renan.calheiros@senador.leg.br; ricardo.ferraco@senador.leg.br; ricardo.franco@senador.leg.br; roberto.requiao@senador.leg.br; robertorocha@senador.leg.br; romero.juca@senador.leg.br; romario@senador.leg.br; ronaldo.caiado@senador.leg.br; rose.freitas@senadora.leg.br; simone.tebet@senadora.leg.br; sergio.petecao@senador.leg.br; tasso.jereissati@senador.leg.br; telmariomota@senador.leg.br; valdir.raupp@senador.leg.br; vanessa.grazziotin@senadora.leg.br; vicentinho.alves@senador.leg.br; waldemir.moka@senador.leg.br; pinheiro@senador.leg.br; wellington.fagundes@senador.leg.br; wilder.morais@senador.leg.br; zeze.perrella@senador.leg.br
Subject: PLC 24/2016
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Excelentíssimos senadores,
Venho pedir para que, por favor, votem Contra o PLC 24/2016, que visa declarar rodeios e vaquejadas como patrimônio cultural imaterial do Brasil.
O PLC 24/2016, e os próprios rodeios e vaquejadas, são inconstitucionais. O artigo 225 da Constituição Federal determina que:
Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:
VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.
Os rodeios e vaquejadas violam também o Decreto nº 24.645/34, que diz ser dever do Estado tutelar os animais e a Lei de Crimes Ambientais, que considera esses atos, em seu artigo 32, como crimes de maus-tratos.
Os rodeios e vaquejadas violam a declaração universal dos direitos dos animais, da qual o Brasil é signatário, pois a mesmo determina em seu artigo 10 que:
1. Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.
2. As exibições de animais e os espetáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.
Além disso, não é prerrogativa do Legislativo definir o que será ou não considerado como patrimônio cultural brasileiro, processo que cabe ao Poder Executivo, por meio de um minucioso processo de consulta, inventário, pesquisa e salvaguarda sob responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
É fato também que rodeios não podem ser considerados patrimônio cultural do Brasil, pois surgiram nos EUA.
Nas vaquejadas bois ou bezerros são perseguidos por dois competidores a cavalo e depois tem seus rabos puxados e são derrubados. A cauda dos animais é composta, em sua estrutura óssea, por uma sequência de vértebras, ao ter a cauda puxada o animal pode sofrer luxação das vértebras, ruptura de ligamentos e de vasos sanguíneos, sendo que às vezes a cauda é arrancada. Os bois e bezerros também podem sofrer fraturas, luxações e hemorragias internas por causa da queda. Antes de entrar na arena os bois e bezerros são agredidos no brete levando choques, socos, tapas e tendo seus chifres serrados sem anestesia. Um estudo demonstrou que as vaquejadas também causam lesões e danos irreparáveis aos cavalos utilizados na atividade, o estudo constatou percentual relevante de ocorrência de tendinite, tenossinovite, exostose, miopatias focal e por esforço, fraturas e osteoartrite társica em cavalos usados em vaquejadas.
Nas diversas modalidades de rodeio são usados instrumentos que causam dor, lesões, estresse e incômodo aos animais e os levam a exercer comportamentos que não lhes são naturais, tais como sedém, corda ameriana, chicote, esporas, bastões de choque, freios e bridões.
O sedém é uma espécie de cinta, de crina ou lã, que se amarra na virilha do animal e que faz com que ele pule nas provas de montaria em touros, cutiano, bareback e sela americana. Momentos antes de o brete ser aberto para que o animal entre na arena, o sedém é puxado com força, comprimindo ainda mais a região dos vazios dos animais, provocando muita dor, já que nessa região existem órgãos, como parte dos intestinos, bem como a região onde se aloja o pênis, no caso dos machos. A região dos vazios dos animais é extremamente sensível e a pele é mais fina nessa região. Há, inclusive, diversos laudos comprovando os maus-tratos aos animais submetidos à utilização do sedém, desmistificando o dito por aqueles que são favoráveis aos rodeios, de que o sedém provoca apenas cócegas. Aliás, mesmo que considerássemos que o sedém cause apenas cócegas, devemos ressaltar a definição de cócegas como sendo “uma sensação particular, irritante, que provoca movimentos espasmódicos”. Portanto, mesmo que apenas as cócegas fossem causadas, por si só já caracterizam os maus-tratos. Os sedéns macios não evitam o sofrimento dos animais, pois a região onde são colocados são extremamente sensíveis e, portanto, é inócua essa tentativa de minimização dos efeitos de danos que os sedéns causam aos animais. Fotos comprovam que mesmo sedéns revestidos de material macio causam ferimentos aos animais.
A corda americana, usada na modalidade montaria em touros consiste em uma corda ou faixa de couro amarrada e retesada ao redor do corpo do animal, logo atrás da axila. A forte pressão que este instrumento exerce no animal acaba causando-lhe ferimentos e muita dor. Na corda americana são colocados sinos, os quais produzem um barulho altamente irritante ao animal, o qual fica ainda mais intenso a cada pulo seu.
Antes das provas de montaria, os animais são agredidos nos bretes com choques elétricos, tapas, chutes, socos, paus e objetos pontiagudos, de forma a deixa-los agressivos. Os touros têm parte dos seus chifres serrados sem anestesia.
As esporas são objetos pontiagudos ou não, acoplados às botas dos competidores, servindo para golpear o animal na cabeça, pescoço e baixo-ventre, dependendo da modalidade, pois as esporas são usadas em todas as modalidades de rodeios e também nas vaquejadas e gineteadas. Sem fundamento o argumento de que as esporas rombas (não pontiagudas) não causam danos aos animais, pois visa-se golpear o animal e, portanto, com ou sem pontas, as esporas machucam o animal, normalmente provocando cortes na região cutânea, lesões profundas nos músculos e nas modalidades cutiano, bareback, sela americana e nas gineteadas, nas quais os cavalos são golpeados pelas esporas na região do pescoço e na região dos ombros, elas também podem causar perfuração no globo ocular, pois existe o risco do animal, ao movimentar-se, ser atingido na cabeça.
Nas modalidades três tambores, team penning, work penning, bulldog, prova do laço e nas gineteadas são usados chicotes. O dicionário define o chicote como um instrumento usado para castigar animais e que no passado também foi usado para castigar humanos que eram escravizados. O chicote é causa de muitos ferimentos. A pele do cavalo tem sua estrutura anatômica e fisiológica que é muito delicada e consiste de glândulas sudoríparas, os músculos da pele, vasos sanguíneos e nervos. É por isso que é extremamente sensível a lesões. Usando um chicote, mesmo sem uma grande força, se faz ferida na pele do cavalo. Por causa da pigmentação da pele esses hematomas são invisíveis a olho nu, no entanto eles existem, sendo comprovados por necropsias que mostram claramente os hematomas causados por chicote. Usar um chicote com uma força maior causa ferimentos graves — cortes e danos de tecidos mais profundos como fáscias, vasos sanguíneos e fibras musculares.
Um estudo feito pela Dra Lydia Tong indica que cavalos podem sentir mais dor do que humanos. O estudo demonstra que os cavalos têm uma camada superior de pele mais fina com mais terminações nervosas e fibras sensoriais que os humanos.
Na prova de laço em bezerros, animais de apenas três meses de idade, são perseguidos em alta velocidade, laçados em volta do pescoço e jogados ao chão, uma experiência horrível causando estresse, medo, dor e, por vezes lesões. Um peão ou amazona laça o bezerro pelo pescoço. Os bezerros podem atingir velocidades de até 35 quilômetros por hora e é parado abruptamente e arremessado contra o chão, se ele se levantar ele é arremessado contra o chão novamente. Enquanto estão atordoados, três de suas pernas são amarradas deixando-os desamparados, e muitas vezes com ferimentos, incluindo ossos quebrados, rompimento da traqueia, danos na coluna e hematomas. Foi observado que a parada abrupta do animal possibilita fratura ou deslocamento na coluna ou no pescoço, em razão do golpe sofrido, com risco dos animais virem a óbito ou ficarem tetraplégicos e serem sacrificados.
Nas prova do laço em dupla, novilhos são perseguidos em alta velocidade e depois laçados sendo que um dos competidores laça a cabeça ou os chifres do animal e o outro laça as pernas, o animal é puxado em direções opostas podendo resultar em fraturas, distensão e ruptura de músculos e tendões, deslocamento de vértebras com risco dos animais virem à óbito ou ficarem tetraplégicos e serem sacrificados.
No bulldog os competidores perseguem novilhos a cavalo, em seguida, saltam dos cavalos para pegar os novilhos que correm aterrorizados pelos chifres antes de torcer o pescoço para forçá-los a cair no chão. Isso causa dor e estresse ao animal. As lesões podem incluir chifres quebrados, rupturas musculares, pescoço quebrado, fratura na coluna do animal e deslocamento de vértebras com risco dos animais virem à óbito ou ficarem tetraplégicos e serem sacrificados.
Um bezerro teve sua coluna quebrada em uma competição de bulldog no rodeio de Barretos em 2011 e foi sacrificado por ter ficado tetraplégico.
Um estudo demonstrou que é comum cavalos usados em provas dos três tambores sofrerem danos na articulação metacarpofalângica. Foram feitos exames em 30 cavalos nesse estudo eentre os cavalos que exibiram anormalidades radiográficas observou-se a prevalência de sinais radiográficos das seguintes doenças: sesamoiditis (70%), sinovite vilonodular (56,6%), osteoartrite (OA), fragmentos osteocondrais (13,3%), capsulite (13,3%), e inchaço nos tecidos moles (STS) (6,6%).
O esforço que o cavalo tem que fazer em competições pode causar hemorragia pulmonar, úlceras e ataque cardíaco, na maioria das vezes os cavalos não morrem na arena devido à hemorragia pulmonar, eles morrem horas depois longe dos olhos do público. Um outro estudo demonstrou que 70% dos cavalos usados em provas de três tambores sofrem de hemorragia pulmonar.
Na paleteada dois competidores perseguem um novilho e o prensam entre os dois cavalos. Nas paleteadas os novilhos podem sofrer fraturas e hemorragias internas.
Nas vaquejadas, paleteadas, prova dos três tambores, paleteadas, team penning, work penning, bulldog e provas do laço, são usados freios e bridões para que os competidores possam controlar os cavalos e também castigá-los caso eles façam algo que o peão ou amazona não quer ou desobedeça, se o animal se recusa a fazer algo ou demonstra um comportamento que o peão ou a amazona não quer que ele demonstre ele é castigado com fortes puxões nos freios ou bridões. Qualquer livro sobre odontologia equina fala sobre a dor e as lesões causadas pelos freios e bridões (também chamados de freios articulados). Segundo estudos realizados pela Nevzorov Haute Ecole, um forte puxão no freio produz uma pressão de 300 kg / cm2, enquanto que uma pressão suave produz entre 80 e 150 kg / cm2. A baba grossa que sai da boca do cavalo ao usar o freio se deve ao fato de que há ressecamento na garganta do cavalo pois com o freio ele não consegue engolir saliva e que a baba grossa saindo da boca do animal indica que as glândulas parótidas estão lesadas, a cervical e o sistema muscular do cavalo são lesados pelo puxão das rédeas.
Os freios se dividem em duas categorias: os de ação trigeminal quando os ramos do nervo trigêmeo que passam ao longo dos ossos que formam a mandíbula inferior são escolhidos como principal ponto da inflição da dor e os de efeito dental (bridões) pela qual as áreas dentais macias – as barras, os dentes (o primeiro e segundo pré-molares), língua, palato e gengivas são submetidos a uma influência dolorosa direta, isto é, à dor direta que atua sobre os nervos palatais menores, os ramos dos nervos maxilares, o nervo sublingual, os nervos alveolares e os nervos faciais. O freio atua sobre o diastema, o espaço sem dentes das gengivas em vertebrados, pois é no diastema que está localizada a parte mais sensível do nervo trigêmeo e que nessa área não há uma camada submucosa que o possa proteger dos impactos da pressão do ferro. O ferro pressiona e impacta exatamente nesse ponto causando no cavalo uma dor aguda, queimante e paralisante.
Um experimento científico realizado pelo Dr. Robert Cook provou que o freio é a causa de 40 diferentes doenças. Dizer que existem freios macios é um mito, pois na verdade o que se chama de freio macio são freios mais grossos, o que muda entre um freio fino e um freio grosso é o ponto em que eles infligem mais dor, os freios grossos, chamados de macios, causam menos dor aos lábios dos cavalos, mas causam mais dor à língua do cavalo.
Importante lembrar que o sofrimento dos animais não se limita ao momento em que está sendo realizado o rodeio ou vaquejada, pois eles também sofrem durantes os treinamentos que duram horas por dia.
Além de sofrerem fisicamente, os animais também sofrem psicologicamente em rodeios e vaquejadas. Os animais são submetidos a um ambiente estressante com muito barulho, são forçados a exibir comportamento de luta e fuga, são expostos a multidões, odores desconhecidos, são transportados por longas distâncias. Nos rodeios e vaquejadas os olhos dos animais mostram uma grande área arredondada, luminosa, consequente à dilatação de sua pupila. Na presença de luz, a pupila tende a diminuir de diâmetro (miose). Ao contrário, a dilatação da pupila (midríase) acontece na diminuição ou ausência de luz, na vigência de processo doloroso intenso e na vivência de fortes emoções (medo, pânico etc.) e que acompanham situações de perigo iminente, caracterizando a chamado Síndrome de Emergência de Cânon.
Cabe lembrar também que em enquete realizada pelo site Vote na Web, a maioria dos brasileiros manifestaram que não querem a aprovação do PLC 24/2016. A população já não mais aceita causar sofrimento a animais por entretenimento.
Atenciosamente,
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