Para manter a Meteorologia brasileira viva, diga NÃO à mudança estatutária

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A Meteorologia brasileira corre sério risco de retrocesso e a comunidade precisa se mobilizar.

A Meteorologia é uma das ciências mais presentes no cotidiano de todos os cidadãos. É fundamental para diversas áreas estratégicas do país, tais como a agricultura, energia, saúde, gestão urbana e políticas globais para a gestão dos sistemas terrestres.

Em escala global as ciências ligadas ao Tempo e Clima caminham para a multidisciplinaridade, mas no âmbito nacional existe um movimento para que isso não seja assim e o caráter plural das discussões não exista mais.

A atual gestão da Sociedade Brasileira de Meteorologia (SBMET) propõe a restrição do poder decisório de seu corpo social apenas para pessoas habilitadas ao exercício profissional que cumpram os requisitos da Lei 6.835/1980 (i.e., estar inscrito e regularizado no CREA - Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), limitando a participação da atual, e futura, comunidade meteorológica.

Antes de existirem os cursos de Meteorologia pessoas de várias áreas como engenharias, matemática, física e, principalmente, militares ligados a marinha e aeronáutica, trabalharam para consolidar esta ciência neste país. Estes profissionais batalharam para criar os primeiros cursos técnicos e superiores. Posteriormente, criou-se a legislação para proteger o exercício profissional das futuras gerações. Assim, ficou garantido o exercício profissional, que é protegido pela Lei Nº 6.835, DE 14 OUT 1980. Atualmente, os profissionais e pesquisadores das Ciências Atmosféricas nas principais Universidades e Centros de Pesquisa do Brasil e da América Latina são, como em qualquer país do mundo, graduados em diferentes áreas do conhecimento. Por essa razão, agregam diferentes percepções a essa ciência interdisciplinar, contribuindo para o desenvolvimento científico da Meteorologia, o desenvolvimento da sociedade, a promoção do bem-estar e a preservação de vidas humanas.

A SBMET, muito mais do que a profissão, trata também dos rumos e das políticas públicas relacionadas a meteorologia, tanto na área operacional como na pesquisa. Ela deveria ser o farol para as discussões das políticas nacionais e dar capilaridade às mais variadas áreas do conhecimento, pois impacta diretamente tanto em termos econômicos quanto sociológicos e ambientais.

A proposta de mudança estatutária avaliada no dia 1° de Agosto de 2018 em uma reunião em João Pessoa/PB, sem a participação de grande parte da Sociedade, propõe a restrição das decisões da SBMET para um grupo restrito com fins corporativistas. No lugar de ações para melhoria dos cursos de graduação em Meteorologia e Ciências Atmosféricas, para que os graduados possam pleitear postos de trabalho nas mesmas condições de profissionais de outras áreas, a atual gestão da SBMET prefere se fechar ainda mais em um nicho corporativista e intransponível. É fato, e não podemos negar, que grandes avanços da meteorologia também foram realizados por pessoas não graduadas em meteorologia. Como resultado, além de desmotivar estudantes e profissionais, a SBMET tem perdido sócios, representatividade e respeito.

Por essas razões, pedimos o engajamento de toda a sociedade para que essa manifestação de descontentamento com a reforma estatutária possa levar a condução da atual Diretoria da SBMET a tomar decisões verdadeiramente democráticas e de respeito à ciência e à sociedade brasileiras.



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