CONTRA A PERSEGUIÇÃO POLÍTICA AOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO GREVISTAS DE ITAGUAÍ

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Em nenhuma das recentes greves dos profissionais de educação de Itaguaí, de 2014, 2015 e 2016, houve qualquer tipo de retaliação aos servidores em greve, mas na última greve, já sob a atual gestão na Prefeitura de Itaguaí, fomos surpreendidos com a abertura de processos administrativos meses depois da greve ocorrida em 2017 contra profissionais de educação que se dirigiram pacificamente e legitimamente para Secretaria Municipal de Educação de Itaguaí e entraram no prédio que é seu também e não propriedade da Administração. Vale ressaltar que em nenhum momento a atual gestão recebeu o SEPE de Itaguaí ou o Comando de Greve para negociação no curso da greve e esse foi o único meio que os profissionais que lá estavam encontraram de se fazer ouvir. O atual governo provocou fortes tensões na categoria ao retirar vários direitos conquistados nas últimas greves e ao atrasar pagamentos. Esse ato não pode ser entendido de outra maneira senão como perseguição política.

No entanto, entendendo que a relação que o prefeito e sua equipe devem ter com o sindicato da categoria é uma relação institucional e que a relação com os funcionários do município, aprovados em concurso de provas e títulos, e, portanto, funcionários da cidade e não do prefeito que está no poder no momento, deve ser uma relação democrática e dialógica baseada nos princípios que regem o Estado Democrático de Direito, os cidadãos abaixo-assinados solicitam o encerramento desses processos administrativos, concluindo pelo respeito constitucional ao direito de greve, pelo respeito à liberdade sindical e à democracia. Demonstrar consideração pelos professores e funcionários da Educação é demonstrar consideração pela própria população que da Educação pública depende, pois são esses profissionais que mesmo diante das condições mais precárias de trabalho, até sem ventiladores nas salas de aula, muitas vezes, estão nas escolas dando o seu melhor e ensinando os alunos, construindo assim um futuro digno para os mesmos e garantindo o direito à cidadania. Infelizmente, sem greves e paralisações os governos parecem surdos às mínimas reivindicações da categoria, reivindicações econômicas, mas também pedagógicas, para a categoria profissional mas também para a melhoria da educação pública, como a exigência de mais recursos para a Educação. Diante de tudo o que foi exposto, peço que todos assinem e se manifestem contrariamente a essa medida e espero que a Prefeitura se sensibilize e faça a única coisa correta nessa situação: respeitar os direitos democráticos dos profissionais de educação, a sua liberdade de expressão e de manifestação.



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