Por mais hospitais e leitos, entre outras medidas para superar possíveis novas pandemias

O problema

A atual pandemia de covid-19 escancarou um gravíssimo problema, já conhecido por nós há muito tempo, mas que até hoje não mereceu os devidos cuidados, tanto dos governantes, como da própria população, enquanto grupo de pressão e expressão: a enorme carência de hospitais e leitos, entre outras tantas fragilidades, no sistema de saúde brasileiro.

Esperamos, torcemos e rezamos para que outras pandemias, bem como quaisquer outros surtos, não voltem a ocorrer em nosso país e no restante do planeta. Mas sabemos: sua ocorrência é não apenas bastante possível, como também muito provável. Afinal, a covid-19 não é a primeira doença a se espalhar internacionalmente nestes primeiros vinte anos de século 21. E poderá ser sucedida por um mal ainda maior, bem mais letal.

Precisamos, portanto, estar muito bem preparados. Com esse objetivo, propomos a elaboração de um Plano Nacional de Superação de Pandemias (PlaNSuP), que, se aplicado, poderá se tornar modelo para o mundo. Entre as medidas propostas (que naturalmente poderão ser discutidas, ampliadas, aprofundadas, aperfeiçoadas ou corrigidas em suas eventuais imprecisões e distorções), elencamos as que seguem:

  • Construção de mega-hospitais, um para cada milhão de habitantes, distribuídos equanimemente conforme a concentração populacional, cada qual com pelo menos dez mil leitos, grande parte deles de UTI (unidade de terapia intensiva) ou facilmente conversíveis para esse formato – e de preferência hospitais com foco, nos períodos não pandêmicos, em determinadas especialidades médicas e unidades internas de pesquisa voltadas sobretudo a essas especialidades;
  • Instalação de unidades hospitalares com pelo menos vinte leitos de UTI, ou facilmente conversíveis para esse formato, em todos os municípios brasileiros;
  • Reforma e reaparelhamento dos atuais hospitais e demais unidades de atendimento já existentes do Sistema Único de Saúde (SUS);
  • Fortalecimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com ampliação do número de ambulâncias, bem como da rede de unidades básicas de saúde (UBSs) e de pronto atendimento (UPAs), cobrindo satisfatoriamente a todos os municípios, incluindo bairros periféricos e comunidades desfavorecidas e/ou afastadas dos centros urbanos, entre as quais comunidades indígenas, quilombolas, agrícolas, extrativistas, caiçaras e ribeirinhas;
  • Construção de fábricas de equipamentos e insumos hospitalares, para todas as especialidades, pelo menos três para cada uma das cinco regiões brasileiras;
  • Reforma e ampliação da rede de laboratórios para realização de testes rápidos e exames clínicos, bem como de institutos de pesquisa científica na área de saúde, para produção de vacinas, medicamentos e suplementos alimentares, entre outros objetivos;
  • Criação de universidades e escolas técnicas com cursos destinados à formação inicial ou continuada de profissionais de saúde ou de apoio ao funcionamento de unidades hospitalares e outras do sistema de saúde;
  • Incremento dos sistemas de monitoramento de casos de doenças endêmicas e epidêmicas, com uso mais ágil e eficiente de tecnologias, desde as de grande porte, como supercomputadores, até aplicativos de celular, inclusive com a colaboração da população;
  • Implantação de planos complementares em outras áreas, como habitação e saneamento básico, com o intuito de reforçar a prevenção da disseminação de doenças entre as camadas mais carentes da população, incluindo comunidades com altas densidades populacionais e moradores de rua;
  • Estabelecimento de protocolos claros, previamente montados e amplamente conhecidos pela população, para diferentes fases em períodos de pandemia, com o objetivo de regular o funcionamento dos diversos setores da economia, a mobilidade urbana e entre cidades e estados, entre outros fatores, bem como a distribuição de renda mínima para os mais necessitados de auxílio financeiro e a concessão de crédito a juros baixos para empreendedores individuais e empresas de pequeno, médio e grande portes, visando sobretudo à manutenção de empregos, com critérios claros e sistemas eletrônicos eficientes, testados com antecedência.

A implantação do PlaNSuP, além de nos propiciar benefícios imensuráveis no dia a dia, nos dará a segurança necessária caso venhamos a sofrer novas pandemias, ou mesmo no caso de surtos e epidemias de menor alcance ou gravidade. Não apenas estaremos mais bem amparados de modo direto, ou seja, no que diz respeito ao tratamento e recuperação dos doentes, como teremos amplos benefícios nos aspectos social e econômico, na medida em que períodos de quarentena e “lockdowns” poderão ser mais facilmente evitados.

A proposta, ainda que careça de mais abrangentes detalhamentos, é ambiciosa; mas medidas profundas de reforço do sistema de saúde brasileiro são sem dúvida necessárias. Os orçamentos para a concretização do PlaNSuP serão altíssimos, na casa dos bilhões de reais, mas configurarão um investimento com resultados ainda maiores para toda a sociedade – e, por que não, para toda a humanidade, que mais do que nunca vemos integrada em torno de um propósito comum, que é superar a atual pandemia de covid-19.

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O problema

A atual pandemia de covid-19 escancarou um gravíssimo problema, já conhecido por nós há muito tempo, mas que até hoje não mereceu os devidos cuidados, tanto dos governantes, como da própria população, enquanto grupo de pressão e expressão: a enorme carência de hospitais e leitos, entre outras tantas fragilidades, no sistema de saúde brasileiro.

Esperamos, torcemos e rezamos para que outras pandemias, bem como quaisquer outros surtos, não voltem a ocorrer em nosso país e no restante do planeta. Mas sabemos: sua ocorrência é não apenas bastante possível, como também muito provável. Afinal, a covid-19 não é a primeira doença a se espalhar internacionalmente nestes primeiros vinte anos de século 21. E poderá ser sucedida por um mal ainda maior, bem mais letal.

Precisamos, portanto, estar muito bem preparados. Com esse objetivo, propomos a elaboração de um Plano Nacional de Superação de Pandemias (PlaNSuP), que, se aplicado, poderá se tornar modelo para o mundo. Entre as medidas propostas (que naturalmente poderão ser discutidas, ampliadas, aprofundadas, aperfeiçoadas ou corrigidas em suas eventuais imprecisões e distorções), elencamos as que seguem:

  • Construção de mega-hospitais, um para cada milhão de habitantes, distribuídos equanimemente conforme a concentração populacional, cada qual com pelo menos dez mil leitos, grande parte deles de UTI (unidade de terapia intensiva) ou facilmente conversíveis para esse formato – e de preferência hospitais com foco, nos períodos não pandêmicos, em determinadas especialidades médicas e unidades internas de pesquisa voltadas sobretudo a essas especialidades;
  • Instalação de unidades hospitalares com pelo menos vinte leitos de UTI, ou facilmente conversíveis para esse formato, em todos os municípios brasileiros;
  • Reforma e reaparelhamento dos atuais hospitais e demais unidades de atendimento já existentes do Sistema Único de Saúde (SUS);
  • Fortalecimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com ampliação do número de ambulâncias, bem como da rede de unidades básicas de saúde (UBSs) e de pronto atendimento (UPAs), cobrindo satisfatoriamente a todos os municípios, incluindo bairros periféricos e comunidades desfavorecidas e/ou afastadas dos centros urbanos, entre as quais comunidades indígenas, quilombolas, agrícolas, extrativistas, caiçaras e ribeirinhas;
  • Construção de fábricas de equipamentos e insumos hospitalares, para todas as especialidades, pelo menos três para cada uma das cinco regiões brasileiras;
  • Reforma e ampliação da rede de laboratórios para realização de testes rápidos e exames clínicos, bem como de institutos de pesquisa científica na área de saúde, para produção de vacinas, medicamentos e suplementos alimentares, entre outros objetivos;
  • Criação de universidades e escolas técnicas com cursos destinados à formação inicial ou continuada de profissionais de saúde ou de apoio ao funcionamento de unidades hospitalares e outras do sistema de saúde;
  • Incremento dos sistemas de monitoramento de casos de doenças endêmicas e epidêmicas, com uso mais ágil e eficiente de tecnologias, desde as de grande porte, como supercomputadores, até aplicativos de celular, inclusive com a colaboração da população;
  • Implantação de planos complementares em outras áreas, como habitação e saneamento básico, com o intuito de reforçar a prevenção da disseminação de doenças entre as camadas mais carentes da população, incluindo comunidades com altas densidades populacionais e moradores de rua;
  • Estabelecimento de protocolos claros, previamente montados e amplamente conhecidos pela população, para diferentes fases em períodos de pandemia, com o objetivo de regular o funcionamento dos diversos setores da economia, a mobilidade urbana e entre cidades e estados, entre outros fatores, bem como a distribuição de renda mínima para os mais necessitados de auxílio financeiro e a concessão de crédito a juros baixos para empreendedores individuais e empresas de pequeno, médio e grande portes, visando sobretudo à manutenção de empregos, com critérios claros e sistemas eletrônicos eficientes, testados com antecedência.

A implantação do PlaNSuP, além de nos propiciar benefícios imensuráveis no dia a dia, nos dará a segurança necessária caso venhamos a sofrer novas pandemias, ou mesmo no caso de surtos e epidemias de menor alcance ou gravidade. Não apenas estaremos mais bem amparados de modo direto, ou seja, no que diz respeito ao tratamento e recuperação dos doentes, como teremos amplos benefícios nos aspectos social e econômico, na medida em que períodos de quarentena e “lockdowns” poderão ser mais facilmente evitados.

A proposta, ainda que careça de mais abrangentes detalhamentos, é ambiciosa; mas medidas profundas de reforço do sistema de saúde brasileiro são sem dúvida necessárias. Os orçamentos para a concretização do PlaNSuP serão altíssimos, na casa dos bilhões de reais, mas configurarão um investimento com resultados ainda maiores para toda a sociedade – e, por que não, para toda a humanidade, que mais do que nunca vemos integrada em torno de um propósito comum, que é superar a atual pandemia de covid-19.

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Abaixo-assinado criado em 3 de junho de 2020