Pela Ampliação e Reajuste das Bolsas de Pós-Graduação em Goiás!

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O problema

Um dos maiores problemas para as milhares de pessoas pós-graduandas em Goiás e no resto do Brasil é a falta e a insuficiência das bolsas de pós-graduação FAPEG, CAPES e CNPQ. Essas pessoas  estudam e trabalham na condição híbrida de estudantes-trabalhadores, contribuindo de forma decisiva na maior parte da pesquisa científica produzida no país. Infelizmente, em muitos Programas de Pós-Graduação a falta de bolsas é um grande problema que atua como barreira para a entrada de estudantes pobres, enquanto a insuficiência do valor é um desestímulo para quem consegue uma bolsa que vale muito menos do que deveria.

O número médio de bolsas por curso de pós-graduação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás por ano mostra que apenas em 2021 e em 2026 esse número foi maior que uma bolsa por curso: em 2021 para mestrado e doutorado, e em 2026 apenas para mestrado. Esses dados mostram o quão pequena a disponibilidade de bolsas de pós-graduação pela FAPEG é em relação à demanda da pós-graduação goiana.

Por isso, é muito importante para o desenvolvimento do país um grande aumento da disponibilidades de bolsas pela FAPs, CAPES e CNPQ, para dar condições dignas de trabalho para o presente e futuro para o coletivo das milhares de pessoas pós-graduandas no Brasil.

Em relação aos valores das bolsas, hoje uma bolsa regular de Mestrado FAPEG é de 2310 reais, enquanto para Doutorado é de 3450 reais, enquanto as da CAPES/CNPQ, respectivamente, de 2100 e 3100 reais. As da FAPEMIG (Minas Gerais) são de 3000 reais para o Mestrado e 4500 reais para o Doutorado, e os da FAPEAL (Alagoas) são de 2550 para Mestrado e 3750 para Doutorado. Já as da FAPESP (São Paulo), são de 3120/3300 para Mestrado e 5520/6810 para Doutorado. Os reajustes a nível federal e estadual desde 2022 foram importantes, com destaque para as bolsas FAPESP e o reajuste de agosto de 2025 da FAPEMIG, enquanto o reajuste da FAPEG de 2025 (cerca de 10%), ainda que positivo, está longe de suprir as necessidades dos pós-graduandos de Goiás.

Ao mesmo tempo, a partir de 2021, o financiamento da FAPEG para Ciência e Tecnologia teve um importante crescimento expressivo. Desde 2023 o investimento em ciência em Goiás pela FAPEG é maior do que o feito pela CAPES e CNPq no estado, mas, infelizmente, pouco desse investimento se reverteu em uma maior quantidade e qualidade das bolsas de formação para a pós-graduação.

O reajuste das bolsas da FAPEG de 2022 aconteceu cerca de um ano antes do reajuste da CAPES e CNPQ, de modo que as bolsas do estado ficaram por um bom tempo com valor de cerca de 56% maior do que os valores federais. Hoje, há quatro anos desse fato e durante um similar calendário político do país, é importante que o Governo do Estado de Goiás e a FAPEG tomem o exemplo das Fundações de Amparo à Pesquisa de São Paulo, de Minas Gerais e de Alagoas, e façam mais um reajuste do valor das bolsas de pós-graduação, tomando os valores de Minas Gerais como modelo, com um reajuste de cerca de 45% para as bolsas de Mestrado e Doutorado, e aumentem substancialmente o número de bolsas disponibilizadas!

Junto à isso, é necessário garantir, legal e administrativamente,  as destinações orçamentárias e logísticas para garantir a cobertura previdenciária para as pessoas bolsistas de pós-graduação da FAPEG sem redução no valor e na quantidade de bolsas, que deve ser conquistada pela pós-graduação brasileira com a aprovação do PL 6894/2013 no Senado.

Diante disso, demandamos uma grande ampliação da quantidade de bolsas de pós-graduação, um reajuste de 45% dos valores das bolsas de pós-graduação, e a viabilização financeira e logística para a rápida efetivação do enquadramento obrigatório dos bolsistas de pós-graduação no Regime Geral de Previdência Social no Estado de Goiás!

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APG UFGCriador do abaixo-assinado

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