O Brasil não quer a liberação da caça.

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Proibida no país desde os anos 1964, a caça reduziu a população de várias espécies de animais e elevou o risco de desequilíbrio ambiental

O Deputado Federal Valdir Colatto com o apoio da bancada ruralista  quer liberar a caça de animais no Brasil.

Um terrível projeto de lei que  tramita na Câmara dos Deputados prevê a regulamentação do exercício de caça no país. Trata-se do Projeto de Lei 6268/16 de autoria do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), membro da bancada ruralista. O projeto anula a Lei de Proteção à Fauna (Lei 5.197/67), que proíbe o exercício da caça profissional.

Em pouco mais de 60 anos, calculam os pesquisadores, foram mortos na Amazônia pelo menos 13,9 milhões de mamíferos terrestres de seis espécies: caititu (Pecari tajacu), veado-mateiro (Mazama americana), queixada (Tayassu pecari), jaguatirica (Leopardus pardalis), gato-maracajá (Leopardus wiedii) e onça-pintada (Panthera onca). Entre esses, os caititus, talvez por serem mais numerosos, parecem ter sido a caça preferida: 5,4 milhões morreram de 1904 a 1969. No mesmo período, os caçadores abateram 804 mil jaguatiricas e gatos-maracajá, além de 183 mil onças-pintadas, o maior felino das Américas – quase 8 mil onças foram mortas em  dois anos após a proibição da caça no país.

Esse projeto de lei além de ser um retrocesso em termos evolutivos é um perigo para todos. Não só o Brasil, mas o mundo passa por uma terrível crise ambiental, as sociedades atuais estão sentindo os problemas provocados ao longo de centenas de anos.

O homem iniciou o processo de devastação ambiental durante a primeira revolução industrial e no  decorrer de aproximadamente 100 anos usou a natureza e seus recursos de forma desordenada e inconsciente quanto à preservação dos mesmos. De lá pra cá foi só destruição e agora é que estamos sentindo os efeitos da falta de respeito com a natureza.

O principal responsável pelo desequilíbrio ecológico é o homem. Atividades como a sobrepesca, caça, desmatamento de florestas, agricultura e pecuária, queimadas, aumento da urbanização e, por consequência, populacional, além da poluição da água e solos impacta o meio ambiente. 

 

No Brasil, há 627 bichos, que podem sumir nos próximos anos. No planeta, são 18.351 animais, mas esse número pode ser bem maior, segundo a IUCN (União Internacional pela Conservação da Natureza). Em geral, as espécies mais ameaçadas são as que têm poucos exemplares ou vivem em uma pequena área, como ocorre com o mico-leão-preto. Esse macacaquinho, criticamente em perigo, habita pequena área da Mata Atlântica paulista.

Também correm mais riscos os bichos que vivem muitos anos, têm poucos filhotes ao longo da vida, demoram para gerá-los e se tornarem adultos, como o elefante. Isso não significa, porém, que os outros estejam a salvo.

A educação e o respeito fazem parte do processo evolutivo...
Talvez boa parte das pessoas se esquece, mas o planeta Terra é também dos animais. No decorrer das eras em que a evolução humana aconteceu as espécies de animais não-humanos também estavam por aqui. Durante muito tempo inclusive os animais habitaram esse planeta e eles são tão sencientes quanto nós e merecem e devem ser respeitados. Usar e explorar outro ser senciente por causa de dinheiro não é coisa de gente descente. 

O povo elege políticos para que eles representem o povo e trabalhem para melhorar a vida de todos independente de raça, cor, credo, sexo ou especie... Não queremos políticos que destroem o planeta e a vida que nele habita. 

 

 



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