Educação Pública Ribeirão PretoRibeirao Preto, Brazil
Apr 5, 2026

1442 pessoas assinaram o abaixo-assinado reforçando nosso apoio e profundo respeito às estudantes, à gestora escolar e às funcionárias e repúdio ao integrante do legislativo municipal e pessoa sem ocupação definida.

Daremos seguimento com a denúncia junto ao Ministério Público amanhã, segunda-feira, 5 de abril de 2026.

Para relembrar:

Violência, discriminação, desacato, ingerência e abuso têm marcado equipamentos públicos em muitos lugares do mundo. Os ataques sofridos pela EMEF Prof. Anísio Teixeira (Ribeirão Preto-SP) são retratos disso.
Na última semana três episódios simbolizam essa condição de bestialidade.
Esses episódios, foram protagonizados uma pessoa sem ocupação definida (Sr. Hagara Ramos, 29 anos, ensino fundamental incompleto) e por um integrante do Legislativo Municipal (Sr. Isaac Dalcol Antunes, 42 anos, superior completo).
Ambos, entraram na escola com a finalidade de produção de conteúdo para redes sociais de caráter transfóbico. Trataram a Gestora da escola de forma violenta, desacatando-a, bem como a estudantes que estavam presentes.
A pessoa sem ocupação definida, invadiu a escola e, em desobediência, inqueriu a gestora sobre o uso de banheiros e, até mesmo, sobre “qual era o genital da criança” para ele indicar qual banheiro a estudante deveria utilizar sob o argumento do recebimento informação de familiar.

Reforce-se que não há poder constituído para isso, longe disso. Em outro momento, esta mesma pessoa sem ocupação definida, participou do Conselho de Escola daquela unidade e, ininterruptamente, provocou e desacatou funcionárias da escola e responsáveis por estudantes, contribuindo para a inviabilizar a reunião, causar tumulto, violência e aumentar a situação de discriminação contra a criança e incitar ódio.
Isso não é luta por liberdade, é projeto individual de poder.
Por isso, uma carta foi feita por professoras desta Rede Municipal de Ensino de Ribeirão Preto, manifestando apoio à família e às funcionárias da escola, bem como de repúdio a ação criminosa e de ingerência destes dois homens. Uma carta pelo direito à educação e pela dignidade da pessoa humana.
Críticas ao funcionamento dos equipamentos públicos podem ser feitas, desde que não ofendam o direito das pessoas que neles trabalham ou sejam atendidas e pelas vias legais.

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