QUEM FAZ CULTURA DEVE SER OUVIDO!

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Quero abordar um assunto muito sério e que diz respeito a toda classe artística brasileira, em especial os produtores culturais que sobrevivem fora dos grandes centros industrias de São Paulo e Rio de Janeiro: a Lei Rouanet.
Numa breve pesquisa no site: http://versalic.cultura.gov.br/#/home e, após análise, pude perceber que a grande maioria dos produtores iniciantes e anônimos que enviam projetos não terão qualquer condição de captar recursos via Lei. Vale ressaltar que neste grupo estarão pessoas físicas e jurídicas concorrendo com o Brasil todo e sem qualquer renome ou repercussão na mídia.

Empresas privadas patrocinadoras sempre vão escolher “projetos” e “produtos culturais” que sirvam como ferramentas de publicidade e marketing; escolherão, portanto, projetos e artistas consagrados no mercado cultural. Mas para além disso, muitas empresas possuem seus próprios Institutos e Fundações Culturais, que absorvem boa parte dos seus recursos de incentivo via lei.

ISSO PRECISA SER REVSITO!

Precisamos de uma ação definitiva que promova a inserção de pequenos produtores, artistas e projetos provenientes do interior do Brasil – em todas as regiões. Faz-se necessário fazer e buscar a democracia cultural para que haja alguma chance de valorização dos milhares de produtores e artistas trabalhadores.

É frustrante para os proponentes ter seus projetos aprovados, mas sem condições de captar os recursos necessários para sua execução.

O interior do Brasil faz pulsar este país, move a base da economia e guarda seu patrimônio imaterial e edificado por séculos de história. Sua população também é consumidora, mas para além disso, são cidadãos com os mesmos direitos ao exercício cultural e à fruição artística.

Não se pode mais, em pleno século XXI, permitir que os grandes montantes de recursos financeiros injetados por meio de incentivo fiscal fiquem nas grandes capitais, concentrando ainda mais as pessoas, os saberes, as oportunidades e a fruição. A descentralização do recurso é crucial para o processo de valorização de nossos bens culturais, de nossas tradições, das nossas cidades e do nosso povo! Em última análise, precisamos criar condições ideias para que haja profissionalização setorial e criação do circulo virtuoso da economia criativa.

Peço a parceria de todos os produtores culturais e artistas para que possamos mudar esta história. Se não mudar o quadro estaremos sempre repetindo o chocante pensamento de Walter Benjamin que dizia “a história sempre é contada pelos vencedores”. Vamos fazer valer a nossa voz para que, ao menos na cultura, as expressões artísticas sejam cada vez mais periféricas.



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