Manifesto - Ginjal, Memória e Futuro

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O problema

MARÇO 2026

O Ginjal não é um vazio no mapa. É memória viva, trabalho, cultura ribeirinha e identidade colectiva.

Em 2008, foi reconhecido como território de características únicas, exigindo preservação do seu carácter, usos culturais, indústrias criativas, habitação acessível, equipamentos públicos, renaturalização da frente ribeirinha e participação cidadã.

Em Abril de 2025, o Cais do Ginjal foi interditado pelo Serviço Municipal de Protecção Civil. Seguiram-se demolições significativas no âmbito da intervenção conduzida pelo grupo AFA, com apoio do Município de Almada. Hoje, permanecem dúvidas profundas sobre o destino do território — agravadas pelos danos recentes causados pelas intempéries.

O Ginjal representa uma oportunidade rara de requalificação da frente ribeirinha. O investimento privado é um instrumento importante para essa transformação. Contudo, a escala e localização do projecto, exigem um compromisso claro com o interesse público, a memória colectiva e a diversidade funcional.

Perante isto, nasce o Movimento Ginjal - Memória e Futuro.

Perguntamos:

  • Quem decide o futuro do Ginjal? Com base em que estudos?
  • Que critérios foram adoptados para a demolição?
  • Que garantias existem para preservar a identidade local?
  • Que mecanismos reais asseguram a participação dos cidadãos?
  • Que património material e imaterial foi protegido?
  • Que soluções estão a ser encontradas para os moradores desalojados em Abril de 2025?
  • Que lugar terão os colectivos culturais e artísticos, locais?
  • Que percentagem de habitação acessível será garantida?
  • Que espaços públicos, verdes e equipamentos servirão a comunidade?
  • Que impacto terá o projecto na paisagem, na mobilidade e na vida quotidiana?
  • Que contrapartidas públicas estão asseguradas?
  • Quando haverá nova consulta pública efectiva?

Requalificar não pode significar descaracterizar. Investir não pode significar excluir. Modernizar não pode significar apagar.

Defendemos um desenvolvimento que una memória, comunidade e sustentabilidade. Um projecto que sirva Almada e não o contrário.

Este manifesto não é contra o futuro. É contra o silêncio, a opacidade e contra a pressa sem diálogo.

Considera-se do interesse público a criação de um Arquivo de Memória do Ginjal. Este Arquivo, já em fase de construção, pretende reunir documentação histórica, registos fotográficos e audiovisuais, testemunhos, plantas, relatórios técnicos e eventuais elementos patrimoniais salvaguardados, assegurando a preservação e futura acessibilidade da informação relativa ao território. Este acervo constituirá uma garantia de que a requalificação urbana não implicará apagamento documental e histórico.

O movimento posiciona-se como interlocutor construtivo - propondo a criação de uma comissão de acompanhamento com representação municipal, promotor, entidades técnicas e representantes da sociedade civil - disponível para contribuir com propostas concretas e fundamentadas, visando um projecto que valorize o território não apenas economicamente, mas também social e culturalmente.

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Sofia OliveiraCriador do abaixo-assinado

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O problema

MARÇO 2026

O Ginjal não é um vazio no mapa. É memória viva, trabalho, cultura ribeirinha e identidade colectiva.

Em 2008, foi reconhecido como território de características únicas, exigindo preservação do seu carácter, usos culturais, indústrias criativas, habitação acessível, equipamentos públicos, renaturalização da frente ribeirinha e participação cidadã.

Em Abril de 2025, o Cais do Ginjal foi interditado pelo Serviço Municipal de Protecção Civil. Seguiram-se demolições significativas no âmbito da intervenção conduzida pelo grupo AFA, com apoio do Município de Almada. Hoje, permanecem dúvidas profundas sobre o destino do território — agravadas pelos danos recentes causados pelas intempéries.

O Ginjal representa uma oportunidade rara de requalificação da frente ribeirinha. O investimento privado é um instrumento importante para essa transformação. Contudo, a escala e localização do projecto, exigem um compromisso claro com o interesse público, a memória colectiva e a diversidade funcional.

Perante isto, nasce o Movimento Ginjal - Memória e Futuro.

Perguntamos:

  • Quem decide o futuro do Ginjal? Com base em que estudos?
  • Que critérios foram adoptados para a demolição?
  • Que garantias existem para preservar a identidade local?
  • Que mecanismos reais asseguram a participação dos cidadãos?
  • Que património material e imaterial foi protegido?
  • Que soluções estão a ser encontradas para os moradores desalojados em Abril de 2025?
  • Que lugar terão os colectivos culturais e artísticos, locais?
  • Que percentagem de habitação acessível será garantida?
  • Que espaços públicos, verdes e equipamentos servirão a comunidade?
  • Que impacto terá o projecto na paisagem, na mobilidade e na vida quotidiana?
  • Que contrapartidas públicas estão asseguradas?
  • Quando haverá nova consulta pública efectiva?

Requalificar não pode significar descaracterizar. Investir não pode significar excluir. Modernizar não pode significar apagar.

Defendemos um desenvolvimento que una memória, comunidade e sustentabilidade. Um projecto que sirva Almada e não o contrário.

Este manifesto não é contra o futuro. É contra o silêncio, a opacidade e contra a pressa sem diálogo.

Considera-se do interesse público a criação de um Arquivo de Memória do Ginjal. Este Arquivo, já em fase de construção, pretende reunir documentação histórica, registos fotográficos e audiovisuais, testemunhos, plantas, relatórios técnicos e eventuais elementos patrimoniais salvaguardados, assegurando a preservação e futura acessibilidade da informação relativa ao território. Este acervo constituirá uma garantia de que a requalificação urbana não implicará apagamento documental e histórico.

O movimento posiciona-se como interlocutor construtivo - propondo a criação de uma comissão de acompanhamento com representação municipal, promotor, entidades técnicas e representantes da sociedade civil - disponível para contribuir com propostas concretas e fundamentadas, visando um projecto que valorize o território não apenas economicamente, mas também social e culturalmente.

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Sofia OliveiraCriador do abaixo-assinado

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Abaixo-assinado criado em 10 de março de 2026