Lutar pela valorização e dignidade dos professores no Brasil

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Vamos chegar a 200 assinaturas!
Os abaixo-assinados com mais de 1.000 apoiadores têm cinco vezes mais chances de ganhar!

O problema

A qualidade da educação brasileira pede socorro — e ela passa, obrigatoriamente, pela dignidade, saúde e valorização de quem ensina.

Hoje, professores das redes pública e privada enfrentam um cenário de exaustão crônica e precarização trabalhista sem precedentes. Enquanto os discursos oficiais cobram excelência pedagógica, a prática impõe calendários inflados, trabalho gratuito disfarçado de "compromisso escolar" e fraudes contratuais que destroem a carreira docente.

Assinamos esta petição para exigir do Ministério da Educação (MEC), do Congresso Nacional, do Ministério Público do Trabalho (MPT) e dos órgãos fiscalizadores medidas urgentes em três frentes fundamentais:

1. O retorno aos 180 dias letivos: qualidade pedagógica acima da burocracia

A imposição dos 200 dias letivos pela LDB (Lei nº 9.394/1996) partiu da premissa equivocada de que mais tempo de confinamento em sala de aula equivale a maior aprendizado. Décadas depois, a realidade mostra o oposto: o cumprimento estrito de 200 dias transformou o calendário escolar em uma peça de ficção burocrática.

  • O excesso de dias letivos espreme o tempo essencial para o planejamento pedagógico, a formação continuada, a pesquisa e a avaliação qualitativa.
  • Gera esgotamento físico e mental (burnout) tanto no corpo docente quanto nos estudantes, resultando em semanas finais de semestre improdutivas, mantidas apenas para cumprir tabela legal.
  • O retorno ao patamar histórico de 180 dias letivos efetivos — mantendo-se a qualidade da carga horária — devolve à escola o tempo necessário para pensar a educação, preparar aulas de excelência e preservar a saúde mental da comunidade escolar.

2. O fim dos sábados letivos não remunerados

Para atingir a meta artificial dos 200 dias ou realizar eventos institucionais (feiras, reuniões de pais, plantões, reposições e festividades), escolas e redes de ensino têm confiscado os sábados dos professores.

  • Na prática, o sábado letivo tornou-se uma extensão forçada da jornada de trabalho, frequentemente sem o pagamento das respectivas horas extras ou sob manobras abusivas de "bancos de horas" que jamais são compensados de forma justa.
  • Essa prática viola o direito ao Descanso Semanal Remunerado (DSR), invade o tempo de convívio familiar e desconsidera que o professor já utiliza grande parte de seus finais de semana com trabalho invisível (correção de provas, elaboração de materiais e preenchimento de sistemas). Se a escola convoca o professor ao sábado, essa hora deve ser, sem exceção, facultativa ou integralmente remunerada como hora extraordinária.

3. Proibição e fiscalização rigorosa contra a "Pejotização" de professores

A contratação de professores como Pessoas Jurídicas (PJ/MEI) é uma fraude trabalhista escancarada que fere diretamente a Consolidação das Leis do Trabalho (Artigos 3º e 9º da CLT). O trabalho docente possui todos os requisitos do vínculo empregatício: subordinação (cumprimento de diretrizes pedagógicas e coordenação), habitualidade (grade horária fixa), onerosidade e pessoalidade (o professor não pode mandar outra pessoa dar sua aula).

  • A contratação via PJ retira do educador direitos basilares conquistados historicamente: férias e recesso escolar remunerados, 13º salário, FGTS, previdência social, licença-maternidade/saúde e a remuneração da hora-atividade.
  • Professor não é empresa prestadora de serviço eventual. Precarizar o vínculo do professor significa condená-lo à insegurança financeira, o que impacta diretamente a qualidade do ensino entregue aos alunos em sala de aula.

Nossas Reivindicações:

  1. Ao Congresso Nacional e ao MEC: A proposição e aprovação de Projeto de Lei alterando a LDB (Lei nº 9.394/96) para restabelecer o mínimo de 180 dias de efetivo trabalho escolar, destinando os demais dias do calendário exclusivamente para planejamento, formação docente remunerada e recesso.
  2. Ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Sindicatos: A proibição expressa de convocação para sábados letivos sem a devida remuneração extraordinária em folha de pagamento, vedando a absorção dessas horas na carga mensal regular.
  3. Ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e à Justiça do Trabalho: A criação de forças-tarefa nacionais para fiscalizar, autuar e punir instituições de ensino (básicas, técnicas, livres e superiores) que utilizam a contratação via PJ/MEI para mascarar o vínculo empregatício de professores.

Defender os direitos dos professores é defender o futuro dos estudantes. Sem condições dignas de trabalho, tempo para planejar e segurança jurídica, não há educação que se sustente.

Assine, compartilhe com colegas, pais e alunos, e faça parte dessa mobilização pela sobrevivência e dignidade da docência no Brasil!

Willian OttoCriador do abaixo-assinado

Os tomadores de decisão

CNTE
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação
CONTEE
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino)
Conselho Nacional de Educação (CNE)
Presidência do Conselho Nacional de Educação
Comissão de Educação e Cultura do Senado Federal
Presidência da Comissão de Educação (CE)
Comissão de Educação da Câmara dos Deputados
Presidência da Comissão de Educação

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