Brumadinho e Mariana, 2 tragédias, as mesmas responsáveis.

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Hoje, vi um helicóptero resgatando uma pessoa do meio da lama. Parecia uma mulher. Não dava para ver direito, o corpo estava todo cheio de lama, pesado, escorregadio, difícil de mover, mesmo por 4 homens, que tentavam resgata-la de helicóptero. Tomara que não seja somente um corpo. Torço para que esteja viva.

Acho que ninguém quer morrer, mas sei que algumas pessoas querem se livrar da dor. Não imagino o que será a dor de uma pessoa que  sobrevive a algo assim, acordar desesperada no hospital e ter somente uma cadeira vazia do lado da cama, não ter uma casa para voltar, nem mesmo a foto do filho, filha, marido, esposa, enteado, namorado, namorada, pai, mãe para lembrar...

Ninguém passa por isso e sobrevive sem perdas. De um jeito ou de outro morre alguém ou alguma coisa dentro de nós.

Ninguem que passa por isso e pensa: “pode vir outra que eu aguento!”. Tomara que ninguém tenha passado por isso e sobrevivido somente para ter que passar por isso de novo.

Que ninguém tenha mudado de Mariana para Brumadinho! Mariana passou por isso uma vez. Brumadinho está passando hoje, dia 25/01/2019. Minas Gerais está passando por tudo isso de novo e o Brasil, também. 

Sempre morre algo ou alguém dentro de nós em uma história assim.

MAS... MAS!!!

E se tudo isso pudesse ser previsto e evitado? Tipo um prenúncio, sabe?! Já aconteceu uma vez, não pode acontecer de novo. Dava para evitar a tragedia ou, pelo menos, as mortes. Bastava avisar. Tudo é responsabilidade de um grupo de empresas, de 4, que trabalham juntas: Vale, Samarco, BHP Billiton e VogBR.

Dava para ter evitado, mas não foi... Deixaram acontecer.

Mataram! De novo. Do mesmo jeito.

Há muitas famílias que sobreviveram, com algo ou alguém que morreu, e que ainda não sabem o quanto elas devem receber por terem morrido um pouco.

A justiça não sabe como ponderar quanto isso custa. Acho que nem quem morre um pouco quer transformar o valor disso tudo em dinheiro. Mas precisa. Para sobreviver! Viver mesmo, igual antes, não dará mais.

Ainda assim, a justiça precisa atribuir um valor para isso. Que seja mais do que dinheiro! Que simbolize algum respeito por todos que morreram por inteiro, ou em parte.

Errar uma vez e ser inocentado é humano (rs!), podia ser “só um deslize”, uma falha. Mas não foi! Deixar deslizar assim, duas vezes, é meter o pé em quem morre, em quem sobrevive e em quem julga.

Será bom se isso se tornar uma justa demonstração de reparação. Se é que há.

Diria que criar uma lei para coibir esse tipo de negligência seria bom. Executar seria ainda melhor.

Morreu muita gente e nós precisamos que alguma justiça seja feita, para criar algum reparo para toda essa destruição, mesmo sem acreditar muito nisso: na reparação e na justiça.