Custeio do tratamento de saúde para a pequena Maeve pelo Ipergs Saúde já!

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O problema

Maeve é uma menina doce, carismática, muito curiosa, inteligente e alegre. Recebeu diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA) quando tinha apenas um ano e cinco meses de idade. Desde lá nossa jornada tem sido de muitas batalhas. Atualmente nossa pequena está com cinco anos e onze meses.
Ingressamos com ação judicial contra o plano de saúde, solicitando a cobertura do tratamento para o autismo, em 19 de dezembro de 2018.
Em janeiro de 2019 Maeve começou a fazer algumas das muitas terapias recomendadas, através de tratamento particular.
Infelizmente, até o momento, passados mais de quatro anos de processo judicial (52 meses), recebemos verba apenas para 16 meses de tratamento através de bloqueio de valores da conta do plano de saúde por determinação judicial em razão do descumprimento da liminar.
Resolvemos reativar a vaquinha online, criada e desativada em 2020, na tentativa de darmos continuidade a parte do tratamento. Se Maeve fizesse todas as terapias recomendadas pelo neuropediatra que acompanha seu desenvolvimento, que totalizam cerca de 24h semanais, o investimento seria de aproximadamente 20 mil mensais.
A intervenção precoce no autismo é extremamente importante e necessária para o desenvolvimento de habilidades e mudança de comportamentos. E sua manutenção, sem interrupções, também é fundamental.
Saliento, conforme parecer do mês de abril de 2019 da psicóloga Gilnéia A. Cavalheiro sobre o desenvolvimento da Maeve, e laudos médicos de neuropediatras anteriores a esta data, que os efeitos do tratamento precoce (intervenções iniciadas antes dos dois anos de idade), jamais serão os mesmos se disponíveis em idade tardia. As terapias indicadas cumprem a função de estimuladoras do sistema nervoso, proporcionando novas conexões entre os neurônios, e devem ser administradas prioritariamente de modo precoce nesta faixa etária, pois o cérebro encontra-se em uma fase de seu amadurecimento, no qual a receptividade e o processamento dos estímulos externos reverbera de forma ímpar, potencializando seus efeitos de aprendizagem.
Mayra Gaiato, em seu livro S.O.S Autismo, descreve e explica no capítulo Como o Cérebro Aprende, o conceito de plasticidade cerebral e a importância da estimulação precoce "A maneira como os caminhos neuronais foram formados nos primeiros anos de vida determinará a capacidade que o cérebro terá por toda a vida" (pág. 77); "O quanto antes começarmos a estimulação adequada, enquanto as crianças são bem pequenas, mais possibilidade de ensinar novos repertórios e de reduzir os sintomas do autismo" (pág. 78).
Eu, Debora, como mãe de criança com TEA, tenho me aprofundado no assunto em questão. Conclui a pós-graduação em Intervenções Precoces no Autismo pela CBI of Miami e vários cursos sobre o tema.
Realmente, Rodrigo, pai da Maeve e eu, não estamos medindo esforços na tentativa de promover o desenvolvimento de nossa amada filha.
O impacto do diagnóstico deixa qualquer família muito abalada, completamente sem chão. Estamos fragilizados diante da morosidade em conseguirmos o tratamento prescrito. Primeiramente a suspeita de um possível transtorno do neurodesenvolvimento (Maeve por volta de um ano de idade tinha atrasos no desenvolvimento e teve retrocessos, a chamada poda neural), após, o longo tempo de espera (consultas, entrevistas, exames, avaliações neuropsicológicas) para obtermos o diagnóstico, em seguida a peregrinação por laudos de vários especialistas com a prescrição do tratamento adequado e a ênfase na urgência das intervenções (Dra. Marjorye Zanella, Dr. Rudimar Riesgo, Dr. Ricardo Halpern e Dra. Fabiana Mugnol) pelo fato da solicitação dessa urgência no tratamento de menor deficiente ter sido negada, ter sido indeferida pela justiça.
A Lei 12.764/2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Autismo, prevê a obrigatoriedade do fornecimento de atendimento multiprofissional ao paciente diagnosticado com TEA. Além disso, a Lei 9.656/98, que dispõe sobre planos e seguros de Saúde, prevê a obrigatoriedade da cobertura para as doenças listadas na CID 10, que contempla todos os transtornos do desenvolvimento psicológico, inclusive o transtorno global de desenvolvimento, do qual o autismo é um subtipo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda intervenções baseadas em evidências científicas, isto é, que demonstram eficácia comprovada cientificamente através de abordagens que têm o intuito de diminuir os déficits causados pelo TEA, e que são identificados desde tenra idade e se mantém presentes na vida dos indivíduos acometidos por esta condição ao longo de toda a sua vida. Quanto mais precoces são os atendimentos, melhor é o prognóstico e maior a economia que a família, os planos de saúde e o Estado terão no futuro. Existem pesquisas de agências americanas (CDC, 2020) que demostram que, para a criança cujo investimento em tratamento intensivo e precoce é de 60 mil dólares, antes dos três anos de idade, há uma economia em média de 3.7 milhões de dólares ao longo de sua vida.
Cada dia sem um acompanhamento adequado com profissionais capacitados que realizam práticas baseadas em evidências acarreta maiores prejuízos em seu desenvolvimento e em sua vida futura.
É incompreensível e inaceitável que uma criança tenha seu futuro comprometido por não ter seu direito à saúde efetivamente garantido.

Caso queira maiores informações a fim de ajudar a pequena Maeve, no link abaixo você acessa uma vaquinha, minhas redes sociais, reportagens e o último laudo médico: 

https://linktr.ee/dcbender

Basta clicar! Toda ajuda é bem vinda!

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Debora BenderCriador do abaixo-assinado

Os tomadores de decisão

IPERGS SAÚDE

Atualizações do abaixo-assinado