Pela não criminalização dos abrigos de animais abandonados de Teresina!

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Se você acompanha mídias sociais de abrigos e protetores independentes de animais de Teresina, deve se lembrar do episódio que ocorreu em fins de janeiro, até meados de fevereiro de 2020, no qual vários protetores pediam ajuda desesperadamente, pois estavam "sob ameça", embora não tivessem explicado exatamente o que estava ocorrendo. Pois bem, "tal ameaça" culminou com o recolhimento e sacrifício de quinze animais com Leishmaniose, feito pelo Centro de zoonoses de Teresina. Os animais eutanasiados estavam sob tratamento e custódia do Abrigo Anjos de Patas, e tal fato espalhou pânico entre todos os demais protetores de Teresina. Passamos cerca de um mês e, provavelmente devido à repercussão social, tal procedimento cessou.

Hoje, na data em que decidi publicar esse abaixo assinado, dia 18 de março de 2020, em plena crise global do Corona vírus, e com vários estudos de Universidades e Centros de Pesquisa ao redor do mundo atestando que animais domésticos não são vetores para o citado vírus, a prefeitura de Teresina por meio do Centro de Zoonozes retoma com visitas aos abrigos voluntários, para coleta de sangue de animais. Da última vez que tal fato aconteceu, como acima relatado, culminou com o sacrifício de vários animais. 

Como é vivenciado diariamente por todos nós, animais abandonados fazem parte da paisagem urbana tanto de grandes quanto pequenas cidades brasileiras. Em praticamente todas as grandes cidades, pessoas se organizam em grupos voluntários que prestam assistência e fazem resgates de animais de rua, e para realizar tal fim, contam somente com fundos próprios e doações de particulares, sendo que caberia ao poder público essa iniciativa de controle de animais de rua, por meio de políticas públicas como por exemplo a castração, incentivo à adoção, apoio aos abrigos independentes, dentre outras, excetuando-se, claro, o sacrifício. 

Nós, protetores independentes, atuamos na causa única e exclusivamente por amor aos animais. Nos compadecemos com suas dores e com sua "impossibilidade de pedir ajuda" e queremos continuar nossa missão, sem sobressaltos, sem medo de retaliações, sem pavor de que a qualquer momento os animais que encontram-se sob nossa custódia para tratamento, sejam sacrificados. Estamos em pânico e não temos a quem recorrer, exceto a quem também ama animais.

Salientamos que não somos contrários ao poder estatal e às suas manifestações por meio de leis, diretrizes, vistorias, etc, mas somos contra a forma que tal poder nos vem sendo imposto, inserido goela abaixo, trazendo a nós protetores medo, ansiedade, incerteza, e aos animais sob nossa tutela, unicamente a morte!

Diante do acima exposto, solicitamos o reconhecimento e legalização (gradativa, de modo que os abrigos tenham prazo para se adaptar às diretrizes a eles impostas), bem como condições para que os protetores de animais independentes de Teresina continuem atuando na causa animal, e salientamos que prestamos serviço de relevante valor sócio-ambiental à coletividade.