

DIGA NÃO AO RACISMO INSTITUCIONAL E EM DEFESA DO CEPRANTI E DA SALA DAS PRETAS!
O problema
DIGA NÃO AO RACISMO INSTITUCIONAL E EM DEFESA DO CEPRANTI E DA SALA DAS PRETAS!
A coordenadora do Projeto Círculo de Estudos das Práticas Antirracistas (CEPRANTI), responsável também pela coordenação da Sala das Pretas, enfrenta a possibilidade de ser afastada da coordenação de uma iniciativa que idealizou, desenvolveu e construiu coletivamente. Essa situação é extremamente preocupante, pois levanta questionamentos sobre o reconhecimento da autoria intelectual de uma mulher negra e sobre a reprodução de práticas de racismo institucional no interior da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
É fundamental destacar que o CEPRANTI não se resume a uma única ação ou recurso financeiro. Trata-se de um projeto que desenvolve atividades de ensino, pesquisa, extensão, acolhimento e formação antirracista, contribuindo diretamente para a construção de uma universidade mais inclusiva, democrática e comprometida com a equidade racial.
Entre suas iniciativas, destacamos a Sala das Pretas, um espaço de acolhimento, pertencimento, fortalecimento e resistência das estudantes negras da UFPel. Mais do que um espaço de encontros, a Sala das Pretas representa uma rede de apoio e construção coletiva, na qual mulheres negras compartilham suas vivências, experiências acadêmicas, desafios e conquistas.
Em uma universidade historicamente marcada por desigualdades raciais, a existência de um espaço como a Sala das Pretas é fundamental para promover a permanência, o bem-estar, a valorização das identidades negras e o enfrentamento das diferentes manifestações do racismo no ambiente acadêmico.
A Sala das Pretas também é um espaço de produção de conhecimento científico. Atualmente, suas atividades e as vivências das participantes integram duas pesquisas de mestrado, demonstrando a relevância do projeto para a construção de conhecimentos acadêmicos comprometidos com as experiências e perspectivas de mulheres negras.
Além disso, o CEPRANTI desenvolve atividades de letramento racial em escolas de Pelotas e região, levando o debate sobre relações étnico-raciais para além dos muros da Universidade. Essas ações contribuem para a formação de estudantes, educadores e comunidades escolares, promovendo reflexões sobre o racismo, a valorização da história e da cultura afro-brasileira e a construção de práticas educativas antirracistas.
Essas iniciativas demonstram que o CEPRANTI possui uma atuação ampla, contínua e socialmente relevante, que não pode ser reduzida à execução de um único instrumento financeiro.
Nesse contexto, é necessário esclarecer que o Termo de Execução Descentralizada (TED), no valor de R$ 70 mil, destinado à Sala de Amamentação Professora Lúcia Maria Vaz Peres e à Ubunteca Lélia Gonzalez, corresponde a apenas uma das ações vinculadas ao CEPRANTI.
Diante da impossibilidade de executar essa ação nas condições necessárias, a coordenadora comunicou sua intenção de encerrar o TED. Entretanto, o encerramento desse instrumento não significa o encerramento do CEPRANTI, tampouco apaga sua trajetória, suas atividades em andamento e o trabalho desenvolvido coletivamente ao longo de sua existência.
O que está em discussão, portanto, não é apenas uma questão administrativa, mas a possibilidade de afastamento de uma mulher negra da coordenação de um projeto que ela própria idealizou e ajudou a consolidar.
Essa possibilidade suscita preocupações sobre a desvalorização da produção intelectual negra, o apagamento de trajetórias acadêmicas e a reprodução de desigualdades raciais dentro de uma instituição pública de ensino superior.
Não podemos aceitar que iniciativas construídas por mulheres negras sejam reconhecidas por sua relevância institucional enquanto suas idealizadoras correm o risco de ser afastadas dos espaços de decisão e coordenação.
A Universidade pública deve ser um espaço de reconhecimento, respeito, valorização e fortalecimento das trajetórias negras. Não basta defender a diversidade e a igualdade racial nos discursos institucionais enquanto práticas e decisões administrativas possam contribuir para a invisibilização de quem historicamente luta para transformar esses espaços.
Diante disso, manifestamos nosso repúdio a toda forma de racismo institucional e reivindicamos a permanência da coordenadora à frente do CEPRANTI, bem como a preservação, a continuidade e o fortalecimento de todas as atividades desenvolvidas pelo projeto, especialmente a Sala das Pretas e as ações de letramento racial.
Exigimos da UFPel transparência, diálogo e compromisso efetivo com a equidade racial, com o reconhecimento da autoria intelectual e com a valorização do trabalho desenvolvido por mulheres negras na Universidade.
Defender o CEPRANTI é defender a Sala das Pretas. Defender a Sala das Pretas é defender o acolhimento, a permanência, a produção de conhecimento e o direito das mulheres negras de ocupar, construir e transformar a Universidade pública. Nossa luta é coletiva! Não ao racismo institucional!
Assine esta petição pela permanência da coordenadora Josy Anacleto, pela continuidade do CEPRANTI e pelo fortalecimento da Sala das Pretas! Sua assinatura é um passo vital para manter esta luta viva.

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O problema
DIGA NÃO AO RACISMO INSTITUCIONAL E EM DEFESA DO CEPRANTI E DA SALA DAS PRETAS!
A coordenadora do Projeto Círculo de Estudos das Práticas Antirracistas (CEPRANTI), responsável também pela coordenação da Sala das Pretas, enfrenta a possibilidade de ser afastada da coordenação de uma iniciativa que idealizou, desenvolveu e construiu coletivamente. Essa situação é extremamente preocupante, pois levanta questionamentos sobre o reconhecimento da autoria intelectual de uma mulher negra e sobre a reprodução de práticas de racismo institucional no interior da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
É fundamental destacar que o CEPRANTI não se resume a uma única ação ou recurso financeiro. Trata-se de um projeto que desenvolve atividades de ensino, pesquisa, extensão, acolhimento e formação antirracista, contribuindo diretamente para a construção de uma universidade mais inclusiva, democrática e comprometida com a equidade racial.
Entre suas iniciativas, destacamos a Sala das Pretas, um espaço de acolhimento, pertencimento, fortalecimento e resistência das estudantes negras da UFPel. Mais do que um espaço de encontros, a Sala das Pretas representa uma rede de apoio e construção coletiva, na qual mulheres negras compartilham suas vivências, experiências acadêmicas, desafios e conquistas.
Em uma universidade historicamente marcada por desigualdades raciais, a existência de um espaço como a Sala das Pretas é fundamental para promover a permanência, o bem-estar, a valorização das identidades negras e o enfrentamento das diferentes manifestações do racismo no ambiente acadêmico.
A Sala das Pretas também é um espaço de produção de conhecimento científico. Atualmente, suas atividades e as vivências das participantes integram duas pesquisas de mestrado, demonstrando a relevância do projeto para a construção de conhecimentos acadêmicos comprometidos com as experiências e perspectivas de mulheres negras.
Além disso, o CEPRANTI desenvolve atividades de letramento racial em escolas de Pelotas e região, levando o debate sobre relações étnico-raciais para além dos muros da Universidade. Essas ações contribuem para a formação de estudantes, educadores e comunidades escolares, promovendo reflexões sobre o racismo, a valorização da história e da cultura afro-brasileira e a construção de práticas educativas antirracistas.
Essas iniciativas demonstram que o CEPRANTI possui uma atuação ampla, contínua e socialmente relevante, que não pode ser reduzida à execução de um único instrumento financeiro.
Nesse contexto, é necessário esclarecer que o Termo de Execução Descentralizada (TED), no valor de R$ 70 mil, destinado à Sala de Amamentação Professora Lúcia Maria Vaz Peres e à Ubunteca Lélia Gonzalez, corresponde a apenas uma das ações vinculadas ao CEPRANTI.
Diante da impossibilidade de executar essa ação nas condições necessárias, a coordenadora comunicou sua intenção de encerrar o TED. Entretanto, o encerramento desse instrumento não significa o encerramento do CEPRANTI, tampouco apaga sua trajetória, suas atividades em andamento e o trabalho desenvolvido coletivamente ao longo de sua existência.
O que está em discussão, portanto, não é apenas uma questão administrativa, mas a possibilidade de afastamento de uma mulher negra da coordenação de um projeto que ela própria idealizou e ajudou a consolidar.
Essa possibilidade suscita preocupações sobre a desvalorização da produção intelectual negra, o apagamento de trajetórias acadêmicas e a reprodução de desigualdades raciais dentro de uma instituição pública de ensino superior.
Não podemos aceitar que iniciativas construídas por mulheres negras sejam reconhecidas por sua relevância institucional enquanto suas idealizadoras correm o risco de ser afastadas dos espaços de decisão e coordenação.
A Universidade pública deve ser um espaço de reconhecimento, respeito, valorização e fortalecimento das trajetórias negras. Não basta defender a diversidade e a igualdade racial nos discursos institucionais enquanto práticas e decisões administrativas possam contribuir para a invisibilização de quem historicamente luta para transformar esses espaços.
Diante disso, manifestamos nosso repúdio a toda forma de racismo institucional e reivindicamos a permanência da coordenadora à frente do CEPRANTI, bem como a preservação, a continuidade e o fortalecimento de todas as atividades desenvolvidas pelo projeto, especialmente a Sala das Pretas e as ações de letramento racial.
Exigimos da UFPel transparência, diálogo e compromisso efetivo com a equidade racial, com o reconhecimento da autoria intelectual e com a valorização do trabalho desenvolvido por mulheres negras na Universidade.
Defender o CEPRANTI é defender a Sala das Pretas. Defender a Sala das Pretas é defender o acolhimento, a permanência, a produção de conhecimento e o direito das mulheres negras de ocupar, construir e transformar a Universidade pública. Nossa luta é coletiva! Não ao racismo institucional!
Assine esta petição pela permanência da coordenadora Josy Anacleto, pela continuidade do CEPRANTI e pelo fortalecimento da Sala das Pretas! Sua assinatura é um passo vital para manter esta luta viva.

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Abaixo-assinado criado em 29 de outubro de 2026