Defenda a soberania alimentar e a Conab

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O problema

Manifesto em defesa da soberania alimentar do Brasil, da Companhia Nacional de Abastecimento e de seus empregados e empregadas. 

Por que a reeleição de Lula importa?

Nós, empregadas e empregados da Conab, manifestamos nosso apoio à reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva por entendermos que seu governo retomou o fortalecimento da Companhia e reafirmou o papel estratégico da Empresa na segurança alimentar e nutricional dos brasileiros, no abastecimento nacional, no apoio à agricultura familiar e nas informações agrícolas.

O que está em jogo

A Conab não é uma empresa qualquer. Trata da defesa da soberania alimentar brasileira, pelo que a Companhia se apresentou e continua se apresentando como o eixo que articula a produção e o consumo, garantindo alimentos na mesa de quem mais precisa.

O que o Governo Lula fez pela Conab

Nos últimos anos, a Companhia voltou a desempenhar seu papel:

Retomada da política de formação de estoques públicos;
Reestruturação da rede armazenadora;
Fortalecimento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que em 2024 investiu R$ 800 milhões, beneficiando 80 mil produtores e abastecendo 12 mil instituições de assistência social;
Ampliação do Programa de Vendas em Balcão (ProVB);
Valorização do corpo técnico e da inteligência agropecuária da empresa;
Investimentos na modernização da infraestrutura em tecnologia da informação e equipamentos de informática, bem como da rede armazenadora; 
Concurso público;
Lucro social de 18,4 bilhões referente ao período de 2023 a 2025.
O que os governos anteriores fizeram

Em sentido oposto, durante o governo Jair Bolsonaro, a Conab sofreu um processo de enfraquecimento institucional: fechamento de 27 Unidades Armazenadoras, quatro anos sem reajuste salarial, redução do protagonismo da empresa, fim da política dos estoques públicos, falta de valorização do corpo funcional, inclusive 4 anos sem conceder reajuste ou reposição da inflação, bem como, a tentativa de inclusão da Companhia no Programa Nacional de Desestatização (PND).

O que defendemos

A continuidade do Governo Lula permitirá que a Conab siga sendo fortalecida, por meio de:

Fortalecimento da segurança alimentar e nutricional;
Apoio à agricultura familiar;
Ampliação das políticas públicas de abastecimento;
Utilização dos estoques públicos como instrumento de estabilidade de preços;
Valorização do corpo técnico da Companhia;
Convocação de novos empregados aprovados em concurso público;
Investimentos na modernização da infraestrutura e da rede armazenadora;
Fortalecimento da inteligência agropecuária produzida pela empresa.
Por que isso importa para todos nós?

A defesa da Conab não é uma pauta corporativa. É um compromisso com a soberania alimentar de mais de 200 milhões de brasileiros. Quando a pandemia de covid-19 eclodiu em 2020, foram a rede de armazenagem e a capacidade de execução da Conab que evitaram uma crise ainda mais grave. Durante as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024, a Conab voltou a ser o órgão central na distribuição de cestas de alimentos às áreas atingidas. Para um futuro próximo, devido também a eventos climáticos, como o El Niño, a Conab participa da estratégia de enfrentamento à fome e combate ao desabastecimento alimentar.

O que as declarações de Flávio Bolsonaro revelam: por que a reeleição de Lula é decisiva para a Conab e seus empregados?
Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, já deixou claro em declarações públicas o que pretende fazer com as empresas públicas e com os empregados, tendo declarado durante sua participação num evento do BTG Pactual que pretende privatizar cerca de 95% das estatais. O que está em jogo para a Conab e seus empregados é grave. Vejamos ponto a ponto:

I. Privatização em massa: a Conab pode ser "aniquilada"

Flávio afirmou ser "muito a favor da privatização". Como dito anteriormente, afirmou que pretende privatizar pelo menos 95% das empresas estatais e que a Conab é uma empresa invisível. Defende um "Estado enxuto" com privatização de telecomunicações, aviação, petróleo, Banco do Brasil e até a possibilidade de dividir a Petrobras. 

A razão de existir da Conab é sua natureza pública: é a gestora física dos estoques de alimentos públicos, é executora da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), das políticas de segurança alimentar e nutricional e é compradora institucional da agricultura familiar, entre outras tantas funções que não podem ser substituídas pelo mercado.

II. Ataque aos servidores: reforma significa corte

A campanha de Flávio já se comprometeu a promover reforma previdenciária e reforma trabalhista. Sua equipe econômica sinaliza um "tesouraço" nos gastos e afirma que "o modelo de previdência está quebrando". Essas declarações ameaçam diretamente salários, aposentadorias e a estabilidade de todos os empregados da Conab. Pior: Flávio evita se comprometer com a manutenção da política de valorização do salário-mínimo (reajuste pelo INPC mais o crescimento do PIB) — e seu pai, Jair Bolsonaro, congelou o ganho real do salário-mínimo durante todo seu governo.

III. Entrega da soberania: convite aos EUA para a transição. Um verdadeiro ABSURDO!

Flávio convidou representantes dos Estados Unidos para participar de seu governo de transição. O presidente do BNDES, Mercadante, criticou duramente: "Você tem todas as informações — defesa, minerais críticos, diplomacia, finanças, Banco Central, PIX. Como você abre tudo isso para outro país?" Essa disposição significa que agentes estrangeiros teriam acesso a dados estratégicos e sensíveis de todo o Estado, incluindo dados da Conab, como níveis de estoques públicos e redes de distribuição — informações diretamente ligadas à capacidade de decisão autônoma sobre a segurança alimentar nacional e as decisões sobre a compra e venda dos estoques no momento adequado.

IV. Entrega de recursos estratégicos

Flávio declarou na CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora) que o Brasil é "a solução para os EUA não dependerem mais da China para terras raras e minerais críticos". Um documento marcado como "Flávio Bolsonaro | Campanha 2026" defende explicitamente alinhar a cadeia mineral brasileira aos interesses americanos. Essa postura de "trocar recursos por apoio" mostra que Flávio trata ativos estratégicos nacionais como moeda de troca — e a soberania alimentar defendida pela Conab não estaria imune a esse tipo de barganha.

V. Fim do PIX e desestabilização econômica

Flávio prometeu "negociar o PIX com Trump", atendendo à reclamação americana de que o sistema de pagamentos instantâneos e gratuito prejudica os lucros de Visa e Mastercard. O fim do PIX teria impacto devastador sobre a capacidade de pagamento da população brasileira, especialmente sobre os mais pobres, que dependem do sistema para transferências e recebimento de benefícios. Além disso, Flávio defende "rever" a relação com a China — maior comprador dos produtos agrícolas brasileiros —, o que causaria um choque sistêmico em toda a cadeia produtiva do agronegócio.

Resumindo: Por que Lula e não Flávio?

As declarações de Flávio Bolsonaro não são retórica de campanha: são um roteiro claro de governo — privatização em massa, enfraquecimento dos direitos dos servidores, abertura de dados estratégicos a potências estrangeiras e uso de recursos naturais como moeda de troca. Para os empregados da Conab, isso significa uma ameaça tripla: ao emprego, à remuneração e à própria missão da Companhia. A existência da Conab depende de um governo que trate a segurança alimentar como responsabilidade do Estado. A reeleição de Lula é a única escolha, no momento, que garante a continuidade dessa responsabilidade.

Nosso compromisso

Por essas razões, reafirmamos nosso compromisso em defesa da Conab como empresa pública estratégica para o desenvolvimento nacional e declaramos nosso apoio à continuidade do programa de governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vem fortalecendo a Companhia, ampliando sua atuação institucional e reafirmando seu papel na promoção da segurança alimentar, do abastecimento nacional e do desenvolvimento da agricultura brasileira.

Somos a Conab! 

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