Vitória

OS PLÁSTICOS ESTÃO SUFOCANDO OS OCEANOS

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O Brasil é o quinto maior país do mundo em extensão territorial, com 8.514.876 km2. O país possui um litoral com 7.367 km, banhado a leste pelo oceano Atlântico. O contorno da costa brasileira aumenta para 9.200 km se forem consideradas as saliências e reentrâncias do litoral (fonte : https://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/litoral-brasileiro-costa-tem-grande-importancia-e-deve-ser-preservada.htm

 Isso significa que possuímos uma grande industria turística e de pesca.

 O Brasil possui uma das mais amplas, diversificadas e extensas redes fluviais de todo o mundo. O maior país da América Latina conta com a maior reserva mundial de água doce e tem o maior potencial hídrico da Terra; cerca de 13% de toda água doce do planeta encontra-se em seu território (fonte: http://wwf.panda.org/who_we_are

Nesse sentido, colhe-se o artigo publicado pela UNICAMP (fonte: https://www.unicamp.br/unicamp/ju/artigos/luiz-marques/substituindo-peixes-por-plastico):

 “...O lixo urbano (RSU) cresce ao longo do século XX e acelera-se após 2000, superando 3,5 milhões de toneladas por dia em 2010 (quase 1,3 Gigatoneladas ao ano) e 6 milhões em 2025. Mesmo no melhor dos três cenários futuros (linha cinza), ele deve superar a marca dos 8 milhões de toneladas de lixo por dia em 2050 (2,9 Gigatoneladas ao ano), um crescimento de mais de 100%, quando a população deve crescer “apenas” 40% no mesmo período (de 7 bilhões em 2012 para 9,8 bilhões em 2050, segundo a última Revisão da Population Prospects, da ONU). Parte considerável desse lixo é plástico. No World Economic Forum de Davos em 2016, a Ellen MacArthur Foundation lançou, junto com a McKinsey, um estudo sobre o plástico e seu lixo, intitulado The New Plastics Economy — Rethinking the future of plastics. Em 1950, produziram-se 1,7 milhão de toneladas de plástico. Em 1964, 15 milhões de toneladas e em 2014, 311 milhões de toneladas. Em 65 anos, a produção de plástico multiplicou-se por 183 vezes...”

A ingestão de lixo de espécies aquáticas tem sido registradas como causa mortis. Isso é constantemente noticiado pela imprensa nacional.

Apesar dos esforços de empresas como a Braskem e do Grupo Boticário, para desenvolverem formas sustentáveis de matéria-prima renováveis, como da cana de açúcar ou produtos biodegradeis, ainda há muito o que ser feito.

Isso só será possível se uma iniciativa legislativa for tomada. De forma a obrigar as industrias a tomarem esta atitude.

Da mesma forma, deve ocorrer uma conscientização popular a respeito do prejuízo causado pela poluição plasmática. Uma vez que a poluição do meio ambiente e a morte de espécies vivas, causa um prejuízo à indústria do turismo, pesca entre outras.

Pois não basta a industrialização eficaz, se o descarte for inadequado.

Há muitos objetos plásticos que são recicláveis. Mas há uma série de produtos que possuem vida única. Ou seja, que não podem ser reciclados.

Por exemplo temos os sachês de café; tubos de pasta de dente, tampas de leite em caixinha e o anel interno que lacra a caixa de leite; plástico que separa as fatias de mussarela e outros frios; canudos para refrigerantes; copos descartáveis; Com certeza você pode relacionar muitos outros produtos.

Uma legislação eficaz, impondo fiscalização desde a produção até o retorno final do objeto plástico, será uma das formas seguras de se saber que o plástico não chegou até às águas.

A sequência seria a seguinte:

fabricação da matéria-prima – fabrica de produtos plásticos – venda ao comércio – venda ao consumidor – descarte em cooperativas / empresa de reciclagem – fabricação de novo produto.

Mas como se poderia fiscalizar todo esse trânsito?

A matéria-prima (espaguetes e grânulos) receberia uma numeração de lote - a partir do produto produzido, esse receberia uma numeração de série (marca da água), em diversas partes, a exemplo do chassi de um automóvel. Todavia, em muito mais partes – esse registro ficaria de responsabilidade da industria fabricante, diretamente ligado ao seu CNPJ ou outro registro de identificação da empresa – vendido o produto ao comércio, agora esse registro estaria de responsabilidade do comerciante – na sequência passaria ao consumidor, através de seu CPF – a partir deste momento, o consumidor, para se livrar do encargo do registro do produto plástico, deverá fazer o descarte responsável em uma cooperativa ou própria industria de reciclagem, transferindo o número de série dos produtos entregues para essas.

Caso o consumidor não faça o descarte apropriado, todo o produto encontrado em local inapropriado, facilmente será identificado (dentro do possível), ligando-o ao ultimo detentor do “plástico”.

O ministério ou secretaria Federal, Estadual e Municipal, teriam um banco de dados do número de série ligado ao CPF/CNPJ.

O banco de dados ficaria disponível em site próprio. Assim, no caso de algum acidente/perda/extravio e mesmo roubo ou furto, o ultimo detentor do “plástico” poderia fazer um registro semelhante a um B.O. policial, justificando o “não descarte responsável.

Os casos em que produto plástico fosse encontrado em local inapropriado, o órgão responsável pela fiscalização levantaria o CPF detentor do produto série nº, cabendo as penas da lei estabelecidas em legislação.

Essas penas poderiam ser de uma simples multa lançada na divida ativa, o que causaria uma suspensão do CPF para compras e negócios financeiros, como empréstimos bancários.

PRODUTOS DE VIDA ÚNICA

Produtos com vida única deveriam ser banidos. Substituídos por produtos recicláveis ou mesmo deixados de serem fabricados.

FUTURO

Somente assim, entre outras ações, poderemos garantir um futuro isento de lixo plasmático, ao menos em menor quantidade. Sem causa mortis de muitas espécies. Sem poluição visual. Sem boeiros entupidos (ao menos não entupidos por plásticos). Um futuro para os verdadeiros proprietários que são as gerações vindouras de humanos e de todas as outras espécies.



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